Mostrando postagens com marcador protestomaterno. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador protestomaterno. Mostrar todas as postagens

sábado, 20 de julho de 2013

Dia do Amigo e Retorno


Desde que voltei de São Paulo, no dia 06/07, onde representei o #protestomaterno no painel #vemprarua, no #youpix2013, aconteceu um pequeno hiato aqui no blog.

Em outro post, vou colocar minhas impressões (as melhores, adianto) sobre o evento, onde conheci gente bacana, engajada e comprometida com o coletivo e com as grandes e, também, locais, causas pelas quais lutamos para termos um lugar melhor para vivermos. De quebra, revi minha querida Aline Kelly e, finalmente, desvirtualizei com a Sam Shiraishi e a foférrima da Manu, bebezinha dela.

De lá para cá, muita coisa aconteceu. Eu tive uma crise seríssima de coluna, acho que pelas condições nas quais viajei (fui teimosa e acabei voltando de "executivo" :P), além de ter carregado por muito tempo bolsa pesada, depois de ter ficado praticamente o dia todo de pé, de um lado para o outro. Além disso, minha mãe ficou uma semana internada por conta de um tratamento importante que terá que retomar, estou de mudança de casa e fazendo duas mudanças ao mesmo tempo, já que minha mãe e o Bartolomeu (nosso dachshund, tão fofo quanto o Caio, do Gru "Meu Malvado Favorito") virão se juntar à nossa já numerosa família. Demandas, trabalhos atrasados, projetos "desengavetados", preocupações diversas... Tudo isso, mais cuidados com a casa, filhos de férias, contribuiu para a minha ausência.

Mesmo assim, como dou muito valor aos meus amigos, não poderia deixar de mandar um beijo para eles, que são fundamentais em minha vida. Amo vocês!!!!
Já, já estarei de volta, com novidades :)

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Série Manifestações - Post 3 - E agora? #protestomaterno

Esta série de posts faz parte da blogagem coletiva #protestomaterno.  Veja quem participou em nossa fanpage.

Este é o último post de uma série que comecei a escrever no início das manifestações. É uma conclusão que se fazia necessária. Porque, vamos combinar, "já deu"... Não há mais sentido em fazer uma manifestação por dia. As passagens baixaram, a apreciação da PEC 37 foi adiada e, aos poucos, seja por medo, seja para "aparecer bem na foto", governantes se abrem ao diálogo. Isso não é pouco.

Não creio que estejamos sem foco, como muitos afirmam. Estamos é de "saco cheio". As últimas semanas serviram como catarse, desabafo. Agora é hora de sentarmos, vermos nossas prioridades e estabelecermos uma agenda. Eu já disse isso, no post anterior, antes até de aparecerem as primeiras conquistas. Precisamos, acima de tudo, ter em mente duas coisas: que não existe um salvador da pátria, seja quem for. E que temos que ser cuidadosos com as informações que repassamos, pois essas podem ser usadas contra nós, para nos manipular e controlar pelo medo. Não podemos deixar oportunistas se aproveitarem desse momento.

"Muitos parecem estar perdidos por não serem capazes de enxergar todo o cenário. Concentrados na manifestação, deixam de ver a situação. Décadas de controle social, de publicidade corporativa e de fabricação de consentimento público anestesiaram as pessoas, tirando delas a percepção de que cada um pode ser agente de mudança. Na ressaca das conquistas há uma sensação natural de desorientação. Conseguiu-se os tais vinte centavos, até em lugares onde eles não foram pedidos, mas isso é --como sempre pareceu-- muito pouco. O que fazer, então?"

Luli Radfahrer, designer e professor de Comunicação Digital da ECA/USP, pergunta se voltaremos às redes sociais, após tomar as ruas, em excelente artigo, hoje, na Folha.

Uma coisa não exclui a outra. As redes sociais provaram ter grande poder mobilizador em pouco espaço de tempo, convocando de uma só vez milhares de pessoas. Além disso, é ferramenta de informação, já que o que é transmitido pela mídia convencional é diretamente proporcional a seus interesses e de seus patrocinadores. Mas, essa mesma informação, antes de ser passada à diante, tem que ser checada. E por quem? Por quem tem melhor formação cultural e discernimento.

Nosso país, de poucos leitores, é, em sua maioria, composto por pessoas de nível cultural e educacional baixo. É notório que um trabalho sério de educação tem que ser feito. Aos que tiveram oportunidade ou interesse de ir além, de se informarem e de serem formadores de opinião, cabe a responsabilidade de passar informações corretas, de não espalhar boatos inúteis ou acirrar ânimos e preconceitos.

Se nos anos de chumbo tínhamos que pegar em armas e ir para as ruas, hoje a informação é a nossa arma. Um povo bem informado é um povo que cobra, que sabe seus direitos e deveres. Temos muito a trabalhar nesse sentido mas, felizmente, também temos muitas pessoas dispostas a isso.

Estávamos há algumas gerações sem saber o que era ir para as ruas, lutar pelo que é nosso, expressar nossas insatisfações, ter a sensação de que o país está em nossas mãos, não somente nas mãos de poucos que fazem o que bem entendem. Já fizemos isso. Agora, é hora de sair das ruas. Todo bom estrategista tem que saber a hora de recuar para avaliar as demandas. Se necessário, voltaremos às ruas! É uma situação sem volta. Não podemos nos acomodar e deixar passar a oportunidade de mudar nossa história. Mas temos que fazer dentro da lei e da ordem. Nada de energia gasta sem necessidade, nada de dar a oportunistas a chance de se apropriarem de tudo que conquistamos.

Leia os posts anteriores: Post 1 e Post 2.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...