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sábado, 29 de junho de 2013

Esmalte e Desenho

Eu gosto de arte, gosto de design, gosto do belo. Belos traços, traços lúdicos, cores. Sempre fui à exposições, sempre li sobre arte e, quando estudei publicidade, isso se intensificou. Lygia Clark, por exemplo, inspirava boa parte dos meus trabalhos de artes, assim como Beatriz Milhazes. Hoje, vamos em família a exposições e é sempre muito divertido, as crianças adoram!

Beatriz Milhazes - obra


Lygia Clark - Plano 5

Todos nós temos um pezinho na arte e gostamos de fazer as nossas. Eu, apesar de não desenhar excepcionalmente bem, tento meus traços. Marido e crianças idem. De vez em quando nos reunimos só para isso. O resultado, claro, fica exposto pela casa, com orgulho.

Dani e Pedro brincando com Escher.

Porta copos feitos pelo Pedro na aula de artes, usados no Natal de 2010.

Arte do Dani

Arte do maridão. Assinado pelos 5 dedinhos, um de cada de nós :)

Capa que eu fiz para o meu caderno analógico de receitas. Sim, eu ainda tenho isso!

Pintura feita pelo Dani. Imagem do post Esmalte, Decoração e Faxina!!!

Boitatá feito pelo Pedro na escola. Imagem do post Esmalte, Decoração e Faxina!!!

Obra de arte fazendo artimanha :)

Nesta semana, como minhas unhas estão somente com base, peço licença, quase poética, para repetir a foto do post "Esmalte e Amor", pois esta foi feita junto com um dos quadros pintados pelo filhão Dani. O esmalte usado foi o Pink Poá, da Beauty Color.


Este post faz parte da blogagem coletiva Esmaltes, da Fernanda RealiLá no blog dela tem mais artes e desenhos.


Próxima semana: Esmalte e Decoração

terça-feira, 4 de junho de 2013

Saudando o sol e mexendo o corpo

O domingo aqui no Rio foi lindo!!! Fez um dia de sol e calor, bem ao gosto dos cariocas. Num dia desse, a gente não poderia ficar trancado em casa. Eu acordei mais cedo, fiz uma hora de caminhada e alonguei. Acordei o marido na volta, tomamos café e partimos para a pracinha perto de casa para brincar com os meninos. Quer coisa mais gostosa para um domingo?

Essa praça é toda gramada, bem melhor que as que são só de cimento. Aqui onde moro estamos bem servidos de praças, felizmente. Quando dá para ir mais longe, o Rio também oferece várias opções: Jardim Botânico, Parque Lage, Quinta da Boa Vista... Além disso, temos as praias, a Floresta da Tijuca, as Paineiras...Tem para todos os gostos e para todas as disponibilidades.

Além de toda a diversão, é preciso colocar nossas crianças para se mexerem. Os índices de obesidade infantil são alarmantes e não podemos descuidar. Existe toda a tentação para permanecermos sentados e inertes, temos que romper com isso. Pais ativos, filhos ativos. Pais sedentários...

Vamos tirar essas crianças de casa!








quinta-feira, 23 de maio de 2013

Bem vindo aos 40 (This is 40)

Ano que vem entro "nos enta" e confesso que não sei o que pensar. Não concordo nem um pouco quando dizem que os 40's são os novos 30's, embora vejamos muitas adolescências prolongadas por aí, levando a essa confusão. Continuam a ser fases distintas, com a vantagem de que hoje podemos ter mais qualidade de vida, sem que isso signifique ficarmos limitados e obsoletos. É a tal da meia idade, se levarmos em conta a média de vida atual.

Divulgação

Nesse final de semana, finalmente terminei de assistir "This is 40". É daqueles filmes que vale a pena comprar e ter em casa, para assistir de novo quando quiser. Extremamente realista e adaptável à maioria dos casais da minha faixa etária.

Fora o hábito de ver os filmes sempre fora das épocas de estreia, tenho a curiosa mania de assistir filmes por partes, em dias distintos. E esse levou quase um mês para concluir, rs. Entre pausas e sonecas, finalmente vi a conclusão da história de Pete e Debbie, ambos entrando nos 40 anos e querendo desesperadamente fugir de uma rotina que os sufoca, ao mesmo tempo tentando curtir essa fase. São um casal jovem que está, biologicamente, ficando maduro e tentando entender isso, em meio a demandas de todos nós: família, problemas financeiros, filhos, vida afetiva e sexual, preocupação com a saúde... As situações são sempre colocadas de forma leve e bem humorada, além do filme ter uma série de referências à música (Pete é louco por rock, a ponto disso ser o seu sustento e Debbie curte o mesmo popzinho que as filhas) e a filmes passados. Oficialmente, inclusive, é uma continuação de "Ligeiramente Grávidos", embora isso não passe de rápida menção ao casal do filme passado.


Divulgação

Dá realmente o que pensar. Somos finitos, um dia chegaremos à tal da velhice e tudo pode acabar de uma hora para outra. Ou mesmo antes de envelhecermos, não sabemos... Em vez de nos desesperar, podemos agir proativamente, mesmo que de forma desastrada, rs, como os protagonistas. Aproveitar o hoje, curtir nossas pessoas queridas agora, brincar com nossos filhos (que o post de ontem nos inspire), arrumar tempo para nos cuidarmos, para a diversão, para uma conversa entre amigos. Porque as demandas vão continuar aí, com ou sem nós. Mas a vida, literalmente, é uma só. Esta vida aqui, a que conhecemos e chamamos de nossa, é. "Amemos como se não houvesse amanhã". Porque não há. O que existe é o agora. Essa é a única realidade e passa. Tão rápido quanto um trecho de filme.

domingo, 19 de maio de 2013

O tal "tempo de qualidade" existe

Na segunda feira, ao pegar o Felipinho na escola, fui surpreendida com a notícia de que teria que levá-lo ao pediatra, por causa de algumas feridinhas nas pernas. Expliquei que se tratava de picadas de mosquito que ele coçou, mas a diretora insistiu que eu deveria levá-lo e trazer atestado de que estava tudo ok com a pele dele. Muito contrariada, contactei a pediatra e combinei encaixe para o dia seguinte.

Só que tinha um pequeno detalhe, eu e marido tínhamos programado uma série de compromissos na rua nesse dia, pela manhã. Além de termos que ficar mofando que aguardar o atendimento no consultório, teríamos que levá-lo conosco para o restante das coisas que teríamos que fazer.

Ficamos quase três horas aguardando atendimento, pois nesse dia estava cheio, todos com hora marcada. Como não conseguimos chegar cedo como queríamos, não teve jeito, tínhamos que aguardar. Mas o que seria uma tortura se tornou um momento muito prazeroso  Porque tivemos a chance de sentar e brincar com ele, no meio do dia. Ele leu os gibis da estante da recepção, os livrinhos dele, coloriu, brincou com os brinquedos, jogou Angry Birds no celular (e ainda disputou com um amiguinho ao lado). As demais mães sentadas nas cadeiras e eu e Dan no chão com ele. Sem nenhuma hipocrisia, foi muito divertido!


Ele foi atendido (muito bem atendido, como sempre). Não era nada demais, mas foram pedidos exames de rotina e emitida receita, etc... De lá, tomamos um suco na padaria, pois, apesar da hora, almoçaríamos em casa. Passamos onde tínhamos que passar, fizemos mercado e voltamos.


Ficamos exaustos, pois a criança tem é energia, rs. Mas, em vez de reclamar e ficar de mau humor, aproveitamos a inesperada mudança de agenda com nosso pequeno e nos divertimos muito com ele.

Não adianta reclamar, muitas vezes seremos chamados a ser pais e mães, tendo que mudar, adiar ou cancelar nossos compromissos por causa deles. Porque eles são prioridade. E porque esse tempo não volta mais, cabendo a nós aproveitá-lo. Aproveitemos então as oportunidades "extras" que aparecem, como esta.

Um bom domingo e uma semana sem reclamações e muito produtiva!!!!!













Queridos, já deu para perceber que estamos de layout novo. 


Mais foco, mais conteúdo e visual mais bonito. Já curtiu nossa fanpage no FacebookVai lá!

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Revivendo a adolescência pelo olhar dos filhos


Anteontem, no Seminário Crescer, aprendi mais um pouco sobre o brincar. As informações foram especialmente úteis para usar com meu pequeno Felipe, de quase três anos. Ele tem dominado as atenções ultimamente, revivendo situações, quebrando antigos paradigmas, relembrando erros passados, com mais tempo e mais maturidade, aperfeiçoando o exercício da maternagem.

Com ele, revivo esperiências antigas e acrescento novas informações. Com o Pedro, do meio, foi "no embalo" pois ele veio 1 ano e 9 meses depois que o mais velho. O que aprendia com um, usava com o outro e vice versa. Com o Dani, mais velho, é diferente, ele é cobaia, sempre "inaugura" situações, rs. E, neste momento, ele está para inaugurar outra fase, a adolescência. Com 11 anos, tamanho de 14 (já está da minha altura), cabeça de, bem... Rs... Depende do humor, pode ser de um bebê de 3 ou de um adolescente um pouco mais velho (e rebelde, e chato, rs). Brincadeiras à parte, é uma fase difícil sim, mas encantadora e cheia de possibilidades.

Cena do Filme "Rei Leão"
Daí que fazia séculos que não assistia Malhação... Ontem, estava um pouco mais cansada que o normal, ao chegar das escolas com os meninos e resolvi deitar na cama, após lanchar e procurar algo para ver rapidamente na tv. Percebi que a adolescência mudou muito pouco. Tirando os modismos, efêmeros, as dúvidas, anseios e aspirações são as mesmas.

Sei que biologicamente a adolescência só começa com 13, 14 anos, mas acho que as coisas estão também mais aceleradas e desenvolvidas, isso inclui os corpos deles. A mente nem sempre acompanha - quase nunca.  E essa fase, 11, 12 anos, quando começam o chamado Fundamental II, quando nem são crianças, nem são adolescentes, mas começam a ganhar mais tarefas e responsabilidades, dá uma pirada... O chamado "mercado" também contribui bastante com a confusão, tentando impor o conceito totalmente equivocado de "pré-adolescência", encurtando a infância com o objetivo de aumentar o consumo e o público consumidor.

Minha adolescência foi uma fase muito especial e moldou 90% de quem eu sou hoje. Aprendi muita coisa sozinha ou trocando figurinhas com amigas, pois não tinha muito a quem recorrer (diálogo não era regra na minha casa). Minhas maiores amizades são dessa época. Um grupo que (junto ou separado pelas distâncias) é unido até hoje, coisa de quase trinta anos, mesmo que se fale somente pelo Facebook. Muito de minha experiência dessa época pretendo usar não para andar por eles, mas para mostrar que nem sempre precisamos ir pelos caminhos mais difíceis para provar algo, seja para alguém, seja para nós mesmos.

Como não tenho filha, tenho que lembrar da minha época, mas tenho que lembrar também de como eram os garotos, acrescentando a isso informação, farta e disponível para pais de qualquer geração se conectarem aos seus filhos, sem muitos abismos.

Ele, felizmente, tem algo que eu e meu irmão por parte de mãe não tivemos: um pai presente. Isso vai ser importante, no que diz respeito a referências.

Faço questão que tenhamos diálogo, falamos abertamente sobre tudo aqui em casa, nenhum assunto fica sem resposta. Cobro muito (reconheço que às vezes de forma excessiva), mas se cobro é para extrair dele e dos irmãos o melhor. Claro que tem as birras típicas, mas isso faz parte e a gente aprende a lidar, ora endurecendo, ora fazendo com que eles riam deles mesmos. As broncas também crescem e aparecem, rs.

O que temos sempre que fazer é ficarmos presentes para sanar as dúvidas, mas também deixar espaço para que cresçam, aprendam e aproveitem o pouquinho de infância que lhes resta, sem acelerar processos, sem pular fases.


http://centraldequadrinhos.com

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Pequenas Felicidades - Post 2

Mais um hiato entre as postagens (isso está mais frequente do que eu gostaria)...

Em compensação, hoje volto com essa deliciosa blogagem coletiva, a Pequenas Felicidades, iniciativa do blog Botõezinhos. Me faz olhar para trás, ver o filme da minha semana e ter cada vez mais a certeza de que tudo vale a pena.


Felicidade para mim é acordar angustiada e depois, com o passar das horas, clarear as ideias e perceber que a situação tem conserto, sempre. É ver que não tenho motivos para reclamar, só para agradecer. Essa semana posso dizer que foi daquelas de superação. Quando você acha que tudo vai por água abaixo, que vai desandar de vez. Aí, tudo ser resolve, mesmo que não da maneira esperada. E, olha só, você ainda fica no lucro!!! :D


Felicidade para mim está nas pequenas vitórias. Resolvi fazer um delicioso bolo de chocolate. Constatei que não havia mais fermento em casa. Mesmo assim, insisti e confiei que iria dar certo. O bolo cresceu e ficou delicioso, mesmo sem o fermento e a despeito de tudo conspirando contra. O segredo? Saber fazer direito faz parte mas, nesse caso, foi amor mesmo.

Bolo de chocolate com açúcar mascavo e granulado gourmet.

É saber que seu filhote de dois anos e sete meses já tem rock'n roll na veia. E que os outros dois já seguem essa vibe desde sempre (esse video é do ano passado, mas a essência continua a mesma).


Nessa semana ainda tive outras pequenas grandes alegrias:

Google

Perdi 2 kg!! :D

Encontrei uma amiga que não via há tempos, pelo Facebook. 

Meu filho Dani passou mal no colégio, devido a falta de ar. Foi trazido para casa, de carro, pessoalmente pela diretora da escola, uma pessoa sensível e que cumpre seu trabalho com muito amor e competência. É muito bom saber que meu filho está nas mãos de pessoas assim.

Antes de começar minhas obrigações da noite, instituí uma espécie de hora do recreio. Solto crianças e cachorra na parte da frente da casa, coloco o som para tocar e ficamos brincando e cantando, enquanto eu adianto as coisas. É um momento de revigorar minhas energias, num horário crítico, quando começa a bater cansaço e, muitas vezes, dores de cabeça e na coluna. Quase não fiz uso de analgésicos, depois disso.

Vi o sucesso de uma amiga muito especial, a Rogéria Thompson, do blog Um espaço para chamar de meu, em sua empreitada de voltar aos estudos. Vai ser uma psicóloga das melhores, tenho certeza e vai conciliar isso tudo com suas atividades, com sabedoria e serenidade que lhe são peculiares. Parabéns, lindona!!!

Percebi que meus filhos estão cada vez mais parceiros em nosso dia a dia e em nossas empreitadas, fazendo tudo com amor e dedicação. São musicais, inteligentes, amam arte e leitura e ainda encontram tempo para brincar e ser crianças, sem pressa de crescer antes da hora.

Que tenhamos um bom final de semana e que a próxima venha com mais felicidades!!!

sábado, 17 de dezembro de 2011

Minha definitiva e sincera opinião sobre a Lei da Palmada


Resolvi fazer esse post após ter participado via Facebook e Twitter de debate sobre o assunto e de ver as críticas a um post da amiga Vanice Santana, num grupo de mães blogueiras, lá no Face, onde ela diz ser favorável à chamada palmada educativa, após contar da violência que seu filho de quase dois anos sofreu por parte de uma menina com o dobro da sua idade, que o empurrou quando ele tentou beijá-la e abraçá-la, machucando-o no lábio. Alguns comentários surgiram, uns concordando, outros discordando, mas construtivos e maduros, outros simplesmente taxando quem bate de espancador, desequilibrado, entre outras coisas. E é justamente essa parte que muito me incomoda, na lei e em como a maternidade tem sido tratada.




Ninguém se sente bem dando palmada no filho. Aqui em casa, o diálogo sempre vem em primeiro lugar. Mas eu, se tiver que usar em último recurso, uso sim e não me sinto mal com isso. Porque estou impondo limites, mesmo usando um recurso extremo. Prefiro usar desse recurso hoje do que meu filho apanhar de verdade de estranhos amanhã, por não saber se comportar ou se impôr, como adulto. Ou pior, ficar sem limite nenhum e achar que assim pode tudo.

Existem várias questões. Primeiro, quem acha que hoje dá um tapa na bunda de advertência e amanhã poderá espancar, tem que procurar tratamento psiquiátrico, pois não é capaz de se controlar. O problema não é com a palmada, é com a pessoa. Segundo, tem palavras que doem muito mais que uma palmada, especialmente as que colocam para baixo ou desabonam a autoestima da criança. Isso causa muito mais estrago do que um tapa na bunda. Terceiro, cada um educa seu filho como achar melhor. Se eu sou a favor de dar palmada e outra mãe não, não necessariamente eu sou espancadora e outra é banana. São modos diferentes de educar.



Mas existe uma questão é a mais grave, que é criminalizar uma coisa que não é crime. Em caso de abusos e maus tratos reais, já existe o Código Penal e o Estatuto da Criança e do Adolescente, com mecanismos de defesa da vítima e punição do criminoso. Assim como existe o Estatuto do Idoso e a Lei Maria da Penha. E não me venham os politicamente corretos de plantão dizer que é a mesma coisa porque não é. Todos nós tomamos tapas na bunda quando pequenos e ninguém odiou os pais por isso, talvez somente na hora. Tampouco ficou traumatizado. Pelo contrário, a grande maioria nem precisava desse recurso, pois respeitava os pais, havia noção de hierarquia, coisa praticamente inexistente hoje, quando pais e mães se dizem e se comportam como amiguinhos dos filhos. Não são!!! São pais, e devem ser tratados e tratar como tais.

Esse excesso de psicologia e essa neurose politicamente correta está causando mais danos que trazendo benefícios, gerando pessoas que não sabem lidar com os assuntos da vida, inseguras e imaturas, que fora do seu mundinho cor de rosa não sabem como agir. Em vez de se preocupar com palmadas, deveríamos nos preocupar com as crianças que sofrem de verdade, que sofrem reais maus tratos, são exploradas nas ruas sem nenhuma chance de defesa ou são abandonadas nos abrigos, por anos a fio, por causa da burocracia que existe no processo de adoção ou da destituição do pátrio poder de uma família realmente danosa. A maternidade não é um mar de rosas, mas também não é só espinhos. As coisas não têm que ser levadas a ferro e fogo, até para ensinarmos aos nossos filhos que dá para ser feliz sem ser em algum extremo, que dá para conviver com as diferenças e com opiniões divergentes e ainda ser feliz. E dá para uma família ser dura com um filho sem que essa família perca o amor.



A Lei da Palmada chega a ser facista, pois é o Governo entrando em nossos lares para dizer como devemos educar nossos filhos. E, pior, coloca de forma genérica e no mesmo saco quem dá palmada com quem espanca de verdade. Sabemos que haverão aí muitas denúncias maldosas de vizinhos, parentes desafetos ou mesmo filhos abusados, que usarão isso contra os pais. E palmada, definitivamente, não é crime e não tem que ser criminalizada por lei. Essa lei é absurda, abusiva e desnecessária. Se fosse para criminalizar tudo, deveríamos então criminalizar mães e pais que fumam perto dos filhos (coisa que considero exponencialmente mais grave que dar uma palmada, pois aí realmente se coloca a saúde da criança em risco), mães e pais que dão miojo, mães e pais, que se o filho não quer brócolis dão Sustagem... Daqui a pouco alguém vai perder a guarda porque levou o filho ao Mc Donald's e contribuiu para a estatística de obesidade infantil.

Os exemplos citados são coisas com as quais não concordo, mas não acho que os pais que o fazem devam ser presos por isso, nem os que fumam perto dos filhos, causando notórios danos à sua saúde por toda a vida, por mais absurdo que isso possa ser. Se é como alegam, que palmada é cultura, e caso queiramos mudar uma cultura, devemos investir em informação, educação, não em criminalização ou patrulha. Criar leis só é válido para se proteger algo ou alguém, não para perseguir e impôr um ponto de vista aos outros. Isso não é nem de longe digno de uma democracia.

No caso da palmada não há do que proteger a criança. Ela está levando uma palmada, não uma surra. Ignorância e falta de limites causam muito mais danos que isso.

Update: Essas crianças sim, precisam de ajuda real. Onde estarão o Juizado da Infância e da Juventude e as ONGs nesse momento???

sábado, 10 de setembro de 2011

Sem fortes emoções não tem graça... :/

Hoje passei por uma que não desejo a ninguém que é mãe ou pai. Foi no Méier, bairro daqui do Rio pertinho da minha casa. Estávamos fazendo umas compras e no sábado tem muitos ambulantes na rua, vendendo de tudo. Avistei umas bolsas de pano artesanais, lindas e parei para ver. Meu marido seguiu um pouco com o carrinho do Felipinho, junto com o Pedro #aos8 e o Dani #aos10. Segui, me juntei a eles e disse que iria comprar uma que gostei. O Dan pegou o dinheiro, me deu e ficou junto a uma loja de sapatos que tem ao lado da C&A (para quem conhece se orientar mais ou menos sobre onde estávamos). Estava muito cheia a rua, que é comercial e principal do bairro. Fui comprar a bolsa e voltei, dizendo que estava na dúvida se levava outra, etc... Nisso (eu tenho isso quase que automático), eu olho para os meninos e conto: Dani, Felipe... Espera aí...

CADÊ O PEDRO???


Olhei para todos os lados da rua e nada de vê-lo. Não sabia se tinha seguido em frente, sem ver que tínhamos parado, se voltou por algum motivo, se foi atrás de mim e se perdeu, se atravessou a rua sozinho... Mas não, seguir em frente ele não seguiu, ele parou junto com todos. O pai foi no sentido oposto ao nosso, para ver se ele tinha voltado. E nada...

Em desespero (e também como estratégia), comecei a gritar o nome dele o mais alto que poderia (e olha que minha voz é bem potente), obviamente chamando a atenção de todos em volta. Gritei várias vezes: "Pedro, Pedro, Pedroooooooooooooo!!!". Enquanto isso, tinha que ficar de olho no Felipinho e no Dani, que, nervoso, queria também sair pela rua para procurar o irmão. Nem pensei em entrar na C&A, no shopping ou em alguma loja para nos abrigarmos, pois ele poderia passar ou mesmo me ouvir gritando e voltar. Além disso (surpreendentemente, apesar de colocar a boca no mundo, num piti fenomenal e aos prantos, consegui raciocinar friamente, em contraponto), pensei: se alguém estiver tentando levá-lo, vai se intimidar com a mãe fazendo escândalo, ou ele mesmo vai se desvencilhar e vir ao meu encontro, ou pedir ajuda. Sempre os "treino" para essas situações, embora nenhuma mãe deseje nunca que ela ocorra para testar. Os ambulantes, sempre muito solidários, já estavam se mobilizando para procurar o menino, gente se aglomerava à nossa volta...

Foi quando o Pedro sai da C&A com cara de paisagem, sem saber de nada que estava acontecendo do lado de fora. Ele foi atrás de mim, para ficar comigo, não avisou ao pai (que também não viu, porque estava ajeitando o Felipe no carrinho, que dormia) e pensou que eu tivesse entrado na loja. Lá dentro deu um "rolê", viu umas roupas que gostou e saiu. Simples assim. O pai ainda quis brigar com ele (Nem posso culpá-lo pela atitude, estava desesperado meu ursão...), quando voltou e constatou que ele estava conosco. Mas não deixei, só sabia chorar, abraçar e beijá-lo como se ele fosse um bebê (quem é descendente de italianos deve imaginar minha reação, kkkkk).



Enfim... A gente acha que depois de três filhos, com dois crescidos, sabe tudo (e que eles também sabem se virar). Que nada... É um aprendizado contínuo, por mais atenciosos e presentes sejam os pais.

P.S.: Depois disso tudo eu agradeci a todos que tentaram nos ajudar (várias vezes) e, silenciosamente, pela minha proteção. Quando entrei no shopping, parece que a ficha caiu e passei mal. Tive que me sentar, tomar água, até passar... Já pensou que legal, eu baixar no Pasteur (hospital que tem aqui perto) em pleno sábado à tarde??? Aff... Rs...


Em vez disso, comemos palhas italianas que tinha na bolsa para todos, nos refizemos, terminamos as compras e voltamos para casa, felizes de estarmos juntos.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Não corro atrás da felicidade, prefiro que ela ande lado a lado comigo ;)


Durante a tarde de ontem, enquanto dava conta de minhas tarefas normais, vi que passaria na tv (tá, era na Globo, mas vale assim mesmo) o filme "À Procura da Felicidade". Com Will Smith melhor que nunca, encarnando um herói diferente do que ele costuma fazer. Nesse filme ele não dá porrada, tampouco atira em alguém ou mata algum monstro. Não literalmente. Na verdade, ele faz tudo isso e um pouco mais, só que como nós fazemos no dia a dia, para garantir sustento e dignidade para nós e para quem amamos. E com alegria e leveza, não deixando o lado lúdico de lado, usando a fantasia a seu favor.

Destaco a sequência do metrô, para onde Chris Gardner vai com o filho, após perder o apartamento e, desorientado, não sabe o que fazer. O filho diz que eles estão voltando no tempo, daí começam a fantasiar que estão na pré-história e que há dinossauros em volta e precisam se proteger, achar uma caverna. A "caverna" encontrada é o banheiro da estação, onde eles dormem.

Resolvi rever o filme, enquanto terminava algumas coisas que estava fazendo, e aproveitei a oportunidade para, já que meus filhos estudariam Português, lhes propor uma tarefa: eles também veriam o filme e depois fariam uma dissertação, com toda a norma de praxe, dizendo com suas palavras o que acharam. O resultado foi o melhor possível: o mais velho fez de cara, o mais novo teve um pouco mais de dificuldade, vai terminar hoje, mas contou oralmente a história como gente grande. Nessas horas vemos que os valores passados a eles estão dando certo, por eles terem entendido tão bem a mensagem passada no filme.

Aqui já passamos por algumas dificuldades pesadas e agora posso dizer que estamos naqueles momentos de superação. Pouco a pouco reconstruindo o que sobrou após o vendaval passar. Quem tem filhos sabe que passar aperto com criança dói em dobro (no caso aqui, vezes três)... Mas, como sempre há algo bom no que vivemos, para eles também ficam algumas lições, como valorizar o que temos, agradecer sempre, insistir numa ideia que você acha que vai dar certo, mesmo que digam que não. Ou como diz Chris Gardner, no filme, para seu filho: "Nunca deixe ninguém dizer que você não é capaz de fazer alguma coisa".
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