terça-feira, 23 de agosto de 2011

Não corro atrás da felicidade, prefiro que ela ande lado a lado comigo ;)


Durante a tarde de ontem, enquanto dava conta de minhas tarefas normais, vi que passaria na tv (tá, era na Globo, mas vale assim mesmo) o filme "À Procura da Felicidade". Com Will Smith melhor que nunca, encarnando um herói diferente do que ele costuma fazer. Nesse filme ele não dá porrada, tampouco atira em alguém ou mata algum monstro. Não literalmente. Na verdade, ele faz tudo isso e um pouco mais, só que como nós fazemos no dia a dia, para garantir sustento e dignidade para nós e para quem amamos. E com alegria e leveza, não deixando o lado lúdico de lado, usando a fantasia a seu favor.

Destaco a sequência do metrô, para onde Chris Gardner vai com o filho, após perder o apartamento e, desorientado, não sabe o que fazer. O filho diz que eles estão voltando no tempo, daí começam a fantasiar que estão na pré-história e que há dinossauros em volta e precisam se proteger, achar uma caverna. A "caverna" encontrada é o banheiro da estação, onde eles dormem.

Resolvi rever o filme, enquanto terminava algumas coisas que estava fazendo, e aproveitei a oportunidade para, já que meus filhos estudariam Português, lhes propor uma tarefa: eles também veriam o filme e depois fariam uma dissertação, com toda a norma de praxe, dizendo com suas palavras o que acharam. O resultado foi o melhor possível: o mais velho fez de cara, o mais novo teve um pouco mais de dificuldade, vai terminar hoje, mas contou oralmente a história como gente grande. Nessas horas vemos que os valores passados a eles estão dando certo, por eles terem entendido tão bem a mensagem passada no filme.

Aqui já passamos por algumas dificuldades pesadas e agora posso dizer que estamos naqueles momentos de superação. Pouco a pouco reconstruindo o que sobrou após o vendaval passar. Quem tem filhos sabe que passar aperto com criança dói em dobro (no caso aqui, vezes três)... Mas, como sempre há algo bom no que vivemos, para eles também ficam algumas lições, como valorizar o que temos, agradecer sempre, insistir numa ideia que você acha que vai dar certo, mesmo que digam que não. Ou como diz Chris Gardner, no filme, para seu filho: "Nunca deixe ninguém dizer que você não é capaz de fazer alguma coisa".

7 comentários:

Luciana Onofre disse...

É mto pesado passar necessidade com cria, deveria haver lei que impedisse criança de sofrer.
mas [eu fui cria q passou por isso já] mto de mim no meu hoje, mto de mim q eu admiro [não sou modesta ahahaha] veio daqueles dias cinzas...
tudo possui seu lado A, e saber que tua cria percebe o mundo de vcs é uma bênção!

bjs mil querida!

Cris Guimarães disse...

Com certeza, Lu, esses momentos sempre nos fazem crescer e a eles também, por mais que isso nos doa.

Denise Lopes disse...

Cris adoro estar aqui, vc é especial, escreva, escreva muito, sempre. beijos.

Cris Guimarães disse...

Obrigada, Denise :)

Nathi disse...

Ótimo texto!
Amei!!!
Sei o que é isso, passei muita dificuldade quando criança e os valores passados a mim e a minha irmã fizeram toda a diferença.
Mães como fazem deixam heranças preciosas para os filhos.
Beijinhos***

Lady Google disse...

Lindo, perfeito... Concordo com a Luciana: muito de tudo que hoje sou se deve às dificuldades, às experiências dolorosas. Cresci com elas e recusei-me a amargar. Prefiro ver o lado leve da vida!

Ana Cláudia disse...

Parabéns pela superacao de voces, essa é a grande licao que uma familia precisa dar, a de que a uniao supera tudo! E adorei a idéia de colocar as criancas para ver o filme, depois dissertar! Vou copiar! :)

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