sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Ser gentil vale a pena!!! #BC com mensagem de fim de ano


Os convites da Rogéria Thompson costumam ser irrecusáveis. Eu já tinha recusado esse, por estar muito gripada e por ter "n" coisas para fazer hoje, para poder passar meu dia 31 com tranquilidade. Mas esse tema sempre me toca e, como queria deixar uma mensagem de final de ano, vi na blogagem coletiva a oportunidade ideal. Porque sem gentileza o fardo fica mais pesado, a vida fica mais feia e a barbárie se instala. Um sorriso ou uma palavra certa podem mudar uma situação, por mais tensa que ela seja...



Ser gentil abre portas, mas não se trata apenas de facilitar a vida prática, mas de atrair para nossas vidas coisas e atitudes positivas. Se queremos uma vida melhor e até um mundo melhor, devemos começar por nós mesmos. Sejamos gentis com quem nos serve, com nossa família, em nosso ambiente de trabalho... A vida nos sorrirá bem mais dessa forma. É claro que tem os espíritos de porco fdp pessoas imunes a sorrisos e atitudes positivas, mas esses aprendemos ou a colocá-los em seu devido lugar ou simplesmente ignorá-los. E, com certeza, não são maioria.

Quanto a 2012, espero por um ano mais gentil conosco, mais doce, mais suave, após tanta situação "casca grossa". Como um arco íris após a tempestade. O que tem no final do arco íris? Um lindo moleskine em branco, para VOCÊ preencher. Então, vamos caprichar?



Fly awyay skyline pigeon fly
Towards the dreams
You've left so very far behind


Um feliz 2012 para todos nós!!!

domingo, 25 de dezembro de 2011

"Porque estou com pressa..." Pressa do que mesmo???


Dia 25 de dezembro é meu Dia Oficial do Ócio Criativo. Ontem não foi diferente, até porque teve o plus de uma gripe repentina. Hoje já estou 90% melhor, mas um dia gripada valeu por uma semana... Mas isso é mimimi é outra história. O que importa é que fiz o que faço todo dia 25/12: nada. Ou melhor: nada, junto com a família. Nesse dia, somente leveza e diversão. As crianças brincam com os presentes, nós ficamos de pernas para o ar, brincamos com eles, ouvimos música... E nos permitimos ficar totalmente "de bobeira".

Logo de manhã, cedo, um pensamento curioso passou pela cabeça. Felipinho acordou comigo e não quis dormir mais. "Tenho que deixá-lo vendo algo na tv junto com o pai no quarto", pensei, porque tinha a surreal tarefa de comprar ovos em plena manhã de Natal (consegui comprar 1 dúzia a menos, aff...). Enfim, já estava me preparando para acordar o marido para ficar com ele quando pensei: "Por que não levá-lo comigo"? Normalmente a resposta viria automaticamente: "Porque estou com pressa". Mas pressa de que, cara pálida, em pleno Natal???

Coloquei roupinha nele e fomos caminhando. Foi uma simples ida à padaria, mas foi maravilhoso!!! Ele conversou, falou com as pessoas na rua, deu tchau para umas meninas que passaram de carro, quis colinho, deu beijo, quis voltar para o chão. Era só eu e meu bebê. Sem pressa. Sem pressão. Por que não me permito isso sempre? Para que tanta pressa? Foi o que questionei ao voltar. Preciso me reeducar. Desacelerar. Fazer uma descompressão. Algumas coisas não são e não precisam ser fardos. A vida pode, sim, ser mais leve e com mais qualidade, sem comprometer a agenda. Uma ida à padaria me deu uma lição de vida.

Essa lanterna, presente da Rose Misceno, teve para nós, com sua luz, um simbolizmo especial, nesse momento de recomeço.
Quanto ao Natal propriamente dito, foi um dos melhores que passamos. Porque foi simples, foi light, foi espontâneo. A começar pela ceia. Iria fazer cuscuz paulista, uma inovação aqui em casa, porque nunca havia feito e também porque queria homenagear a terra do marido. Achei que teria feira, mas o que vi foi um ridículo amontoado de poucas barracas. E nada de camarão. O cuscuz miou... Resolvi então fazer arroz com açafrão e cebolinha. Ok. As coisas foram andando. Saladas, ok, bolinho de bacalhau, ok, massa do bolo, ok... Era hora de fazer as rabanadas e o merengue do bolo. E cadê os ovos??? Como mencionei acima, esqueci a quantidade e comprei simplesmente 1 dúzia a menos de ovos. Simples assim. A rabanada ficou para o dia seguinte, o bolo foi coberto com doce de leite. Também simples assim. E ficou delicioso!!!


E esse ano não teve assado: nem peru, nem chester, nem pernil... Optamos pela leveza e pela simplicidade também na comida. No final das contas, nem arroz fizemos, pois além da tradicional maionese (dessa marido não abre mão), com as sobras do bacalhau do bolinho fiz uma deliciosa salada de bacalhau com palmito. As crianças cantariam, mas acabou ficando tudo em cima da hora, ceia, elas ansiosas pelos presentes... E a música ficou para o almoço de natal.


Tudo deu muito certo. E eu só tenho a agradecer. Agora, é descansar e aguardar 2012, que vem em boa hora!!!







quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Verão, Natal, felizes festas!!!!!!!!!!!!!

Que os meus verdadeiros amigos sejam sempre amigos de infância, mesmo que eu os tenha conhecido adulta. Que nossas crianças sempre brinquem, pulem, riam e chorem, com a certeza que sempre ESTAMOS AQUI. Boas festas e feliz 2012!!!!


Obrigada por acompanhar esse blog. Em 2012 ele se desmembrará em outras surpresas :) Enquanto isso não acontece, a qualquer momento interrompemos a programação normal, rs ;)


sábado, 17 de dezembro de 2011

Então é Natal... E férias!!!! Uebaaaaaaaaa!!!


Tenho notado que esse ano de 2011, para muitos que conheço, foi um ano difícil. Vamos combinar que, fazendo uma pequena retrospectiva, foi um ano, no mínimo, intenso. No meu caso, foi punk, mas a recompensa está vindo no final, com a promessa de coisas boas no decorrer do próximo ano. Muito de 2011 ficou para 2012. Projetos e sonhos foram adiados, por intempéries diversas. Late, but not least...





E hoje, oficialmente, começam minhas férias!!! Decretei essa data por ser um domingo, dia de potencialidade pura, dia de recomeço, dia de página em branco para preencher, dia da família, dia de ócio criativo. Muitos de nós trabalham no domingo. Eu gosto muito de começar algo no domingo à tarde, na tradicional hora do jogo de futebol, quando a web está fervilhando com as paixões à flor da pele, convivendo em paz com quem não está nem aí para tudo isso. Normalmente tem muitos amigos online e trabalhar junto com amigos é um prazer à parte. Minhas ideias aparecem, planejo minha semana, faço anotações... Mas hoje não farei nada disso. De hoje a 08/01/2012 vegetarei feito um nabo serei somente eu e minha família e farei coisas somente para mim e para minha família. Dizer que as ideias deixarão de surgir é mentira, até porque o tal do ócio criativo serve para isso também, além de descansar. Mas a pegada será diferente. Planejamento, só das festas de final de ano, que aqui em casa tradicionalmente é petit comité, eu, marido e crianças (e, a partir desse ano, cachorra). Quem quiser vir é muito bem vindo, mas não saímos de casa e nos divertimos muito, temos nossos costumes e rituais. Comemos bem, ouvimos música, as crianças sempre cantam algo para nós, abrimos os presentes e ficamos na mais pura alegria de viver. Na noite de ano novo, se não for na praia é em casa e a pegada é a mesma.


O dia de hoje também foi escolhido porque ontem tivemos o último compromisso com a escola das crianças: a formatura do meu mais velho, Daniel. Ele concluiu o Fundamental I, encerrando mais uma etapa de sua formação e partindo para outra, mais complexa e cheia de desafios e, claro, poderá contar conosco sempre para isso. E concluiu com louvor, com excelentes notas e passando direto desde o terceiro bimestre, a despeito de todos os problemas que tivemos durante esse ano. Assim como foi ator de teatro, atleta de natação e enxadrista dos bons. Ao meu primogênito, meu respeito e meus parabéns sinceros!!! Você é filho de guerreiros e não nega o sangue, com sua inteligência, perspicácia e sensibilidade.


Meus outros dois filhos também foram nota 1000 durante esse ano. Os três me deram os melhores momentos. Cada um com sua habilidade e sensibilidade especial de nos encantar.


Pedro Henrique é nosso capoeirista, joga muito esse menino!!! Evoluiu exponencialmente durante o ano. Também passou com louvor para o 4º ano, também é enxadrista, ator de teatro e atleta de natação. Além disso, é meu filhinho mini chef, adora acompanhar a mim a ao pai na cozinha e já dá até palpites nas receitas :)


Já Luís Felipe, ou simples e fofamente Felipinho, é uma figuraça!!! Canta, dança, ama rock (felizmente, como todos nós aqui), escala móveis, corre de um lado para o outro, desenha (não necessariamente só em papel, rs) e é o anjo mais fofo desse mundo, que só chegou para nos dar ainda mais alegria.

E, completando nossa pequena, mas querida família, nosso patriarca. Que voltei há pouco a chamar de marido, com quem durante esse ano tive sérios desentendimentos, mas que, no final, o amor e nossa sintonia falou mais forte. Feliz ano novo para nós, ursão!!!



São momentos como esses que fazem tudo valer a pena, como diz o clichê. Quando a gente vê que, no final das contas, tudo acabou bem e estamos no lucro. Essas férias serão especiais, terão sabor, aroma e cores diferentes.

O blog não terá férias, pois já descansou demais durante o ano, rs. Não tenho compromisso de postagens, mas pretendo sim mantê-lo atualizado. E tem novidade, viu? Mais uma que era de 2011 e ficou para 2012 ;)

Minha definitiva e sincera opinião sobre a Lei da Palmada


Resolvi fazer esse post após ter participado via Facebook e Twitter de debate sobre o assunto e de ver as críticas a um post da amiga Vanice Santana, num grupo de mães blogueiras, lá no Face, onde ela diz ser favorável à chamada palmada educativa, após contar da violência que seu filho de quase dois anos sofreu por parte de uma menina com o dobro da sua idade, que o empurrou quando ele tentou beijá-la e abraçá-la, machucando-o no lábio. Alguns comentários surgiram, uns concordando, outros discordando, mas construtivos e maduros, outros simplesmente taxando quem bate de espancador, desequilibrado, entre outras coisas. E é justamente essa parte que muito me incomoda, na lei e em como a maternidade tem sido tratada.




Ninguém se sente bem dando palmada no filho. Aqui em casa, o diálogo sempre vem em primeiro lugar. Mas eu, se tiver que usar em último recurso, uso sim e não me sinto mal com isso. Porque estou impondo limites, mesmo usando um recurso extremo. Prefiro usar desse recurso hoje do que meu filho apanhar de verdade de estranhos amanhã, por não saber se comportar ou se impôr, como adulto. Ou pior, ficar sem limite nenhum e achar que assim pode tudo.

Existem várias questões. Primeiro, quem acha que hoje dá um tapa na bunda de advertência e amanhã poderá espancar, tem que procurar tratamento psiquiátrico, pois não é capaz de se controlar. O problema não é com a palmada, é com a pessoa. Segundo, tem palavras que doem muito mais que uma palmada, especialmente as que colocam para baixo ou desabonam a autoestima da criança. Isso causa muito mais estrago do que um tapa na bunda. Terceiro, cada um educa seu filho como achar melhor. Se eu sou a favor de dar palmada e outra mãe não, não necessariamente eu sou espancadora e outra é banana. São modos diferentes de educar.



Mas existe uma questão é a mais grave, que é criminalizar uma coisa que não é crime. Em caso de abusos e maus tratos reais, já existe o Código Penal e o Estatuto da Criança e do Adolescente, com mecanismos de defesa da vítima e punição do criminoso. Assim como existe o Estatuto do Idoso e a Lei Maria da Penha. E não me venham os politicamente corretos de plantão dizer que é a mesma coisa porque não é. Todos nós tomamos tapas na bunda quando pequenos e ninguém odiou os pais por isso, talvez somente na hora. Tampouco ficou traumatizado. Pelo contrário, a grande maioria nem precisava desse recurso, pois respeitava os pais, havia noção de hierarquia, coisa praticamente inexistente hoje, quando pais e mães se dizem e se comportam como amiguinhos dos filhos. Não são!!! São pais, e devem ser tratados e tratar como tais.

Esse excesso de psicologia e essa neurose politicamente correta está causando mais danos que trazendo benefícios, gerando pessoas que não sabem lidar com os assuntos da vida, inseguras e imaturas, que fora do seu mundinho cor de rosa não sabem como agir. Em vez de se preocupar com palmadas, deveríamos nos preocupar com as crianças que sofrem de verdade, que sofrem reais maus tratos, são exploradas nas ruas sem nenhuma chance de defesa ou são abandonadas nos abrigos, por anos a fio, por causa da burocracia que existe no processo de adoção ou da destituição do pátrio poder de uma família realmente danosa. A maternidade não é um mar de rosas, mas também não é só espinhos. As coisas não têm que ser levadas a ferro e fogo, até para ensinarmos aos nossos filhos que dá para ser feliz sem ser em algum extremo, que dá para conviver com as diferenças e com opiniões divergentes e ainda ser feliz. E dá para uma família ser dura com um filho sem que essa família perca o amor.



A Lei da Palmada chega a ser facista, pois é o Governo entrando em nossos lares para dizer como devemos educar nossos filhos. E, pior, coloca de forma genérica e no mesmo saco quem dá palmada com quem espanca de verdade. Sabemos que haverão aí muitas denúncias maldosas de vizinhos, parentes desafetos ou mesmo filhos abusados, que usarão isso contra os pais. E palmada, definitivamente, não é crime e não tem que ser criminalizada por lei. Essa lei é absurda, abusiva e desnecessária. Se fosse para criminalizar tudo, deveríamos então criminalizar mães e pais que fumam perto dos filhos (coisa que considero exponencialmente mais grave que dar uma palmada, pois aí realmente se coloca a saúde da criança em risco), mães e pais que dão miojo, mães e pais, que se o filho não quer brócolis dão Sustagem... Daqui a pouco alguém vai perder a guarda porque levou o filho ao Mc Donald's e contribuiu para a estatística de obesidade infantil.

Os exemplos citados são coisas com as quais não concordo, mas não acho que os pais que o fazem devam ser presos por isso, nem os que fumam perto dos filhos, causando notórios danos à sua saúde por toda a vida, por mais absurdo que isso possa ser. Se é como alegam, que palmada é cultura, e caso queiramos mudar uma cultura, devemos investir em informação, educação, não em criminalização ou patrulha. Criar leis só é válido para se proteger algo ou alguém, não para perseguir e impôr um ponto de vista aos outros. Isso não é nem de longe digno de uma democracia.

No caso da palmada não há do que proteger a criança. Ela está levando uma palmada, não uma surra. Ignorância e falta de limites causam muito mais danos que isso.

Update: Essas crianças sim, precisam de ajuda real. Onde estarão o Juizado da Infância e da Juventude e as ONGs nesse momento???

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Vivendo e aprendendo a jogar


Com a experiência aprendemos que podemos voltar atrás sem ser fracos. Aprendemos também que cometer os mesmos erros é burrice e que até para ser burro tem que ter estilo.

A linda e fofa amiga e blogueira de mão cheia Ingrid Strelow me presenteou hoje (e, de quebra, junto com outras amigas queridas) essa frase com o tão fofo quanto Einstein ilustrando:


A vida é dinâmica e não espera nossas vontades. Ela simplesmente passa e segue seu rumo, independente de nós. Vamos esperar a vida passar ou vamos ser protagonistas dessa história?

Termino com a diva das divas Elis, sempre com uma palavra sábia em meio à sua própria loucura. Mesmo que não suas, a interpretação endossava tudo.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O silêncio dos nem tão inocentes

"Meu caminho é cada manhã
Não procure saber onde estou
Meu destino não é de ninguém
E eu não deixo os meus passos no chão
Se você não entende não vê
Se não me vê não entende
Não procure saber onde estou
Se o meu jeito te surpreende
Se o meu corpo virasse sol
Se a minha mente virasse sol
Mas só chove, chove"

Estou há alguns dias meio que em standby. A inspiração está em algum lugar dando um passeio e não voltou ainda. Curiosamente, vejo que o blog, desde a última postagem, teve alguns dias de pico intenso de visitas, em grande parte graças a essa postagem e ao Book Crossing, o que me deixa feliz, pois são assuntos de importância além de datas estipuladas, distintos em suas proporções. Cultura, engajamento e informação nunca são demais.

Sou uma pessoa que não é muito de ficar desabafando suas tristezas. Curiosamente não sou de guardar desaforo, mas guardo tristeza. Prefiro comentar vagamente com pessoas amigas e seguir em frente, até porque as demandas são muitas. Não me importo nem um pouco que desabafem comigo, adoro ajudar amigos, mas fico melindrada quando é a minha vez. Orgulho? Receio de ser chata? Não saber o que dizer? Isso e um pouco mais. Prefiro compartilhar alegrias que tristezas. E nesse momento, estou triste.

Portanto, não estranhem a ausência, que deve ser temporária, para assentar o que foi para o ventilador. Tenho uma grande faxina a fazer e prometo ser breve. Afinal, é Natal e também quero minha parte dos presentes.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Basta de violência contra as mulheres!!!

Imagem: Margarida Espinho

Aproveitando a data de hoje, quando se comemora (?) o "Dia Internacional de Combate à Violência contra Mulher", foi sugerido pela Sofia Amorim, do blog Buteco Feminino, uma blogagem coletiva de apoio.

Infelizmente, tanto no Brasil, como em todo o mundo, esse ainda é um assunto recorrente, e contra as mulheres. Houveram avanços, mas descaso, conivência e medo das vítimas contribuem para um resultado aquém do que seria esperado. Ainda ocorrem estupros, espancamentos, mutilações e segregação. Há muito o que fazer.

Assim como com o Dia Internacional da Mulher, existe toda uma história por trás dessa data. Sua origem está em 1960, na República Dominicana, data em que foram brutalmente asssassinadas as irmãs  Patria, Minerva e Maria Teresa Mirabal, por ordem do ditador Rafael Leônidas Trujillo. Quando Trujillo chegou ao poder, a família das três irmãs perdeu sua casa e suas posses. Revoltadas com a situação e também por acreditar que aquele governo era um total equívoco para seu país, formaram um grupo denominado "Las Mariposas", cujo objetivo era fazer oposição. Foi decidido então, em 17 de dezembro de 1999, na Assembleia Geral das Nações Unidas, que a data seria lembrada, em homenagem a essas mulheres de coragem, que sacrificaram suas vidas pelo que acreditavam ser melhor para seu país e não se calaram nem diante de toda a violência que sofreram antes de serem assassinadas.

Aqui no Brasil avançamos muito, com a implantação da Lei 11.340/06, conhecida com Lei Maria da Penha, que ampliou a proteção às vítimas, permitindo a prisão em flagrante do agressor. Mas somente isso não é o suficiente. É necessário, tanto vítima, quanto os que convivem ou estão dela próximos, denunciem. Porque muitas vezes a mulher não o faz, se sujeitando a uma situação de humilhação e violência por anos a fio, seja por amor, por medo ou por depender financeiramente do agressor. Assim como ocorre com a pedofilia, quem não denuncia é cúmplice do criminoso.

Denunciar é preciso, sempre!!! E as mulhereres, aos primeiros sinais de que seu companheiro é violento, devem tomar providências para que coisa mais grave não ocorra à frente. É preciso que a mulher também se valorize e não permita nunca ser tratada como inferior ou sem respeito. Violência não é só a física, também é a verbal e a velada, quando se discrimina pelo sexo, quando se deixa (explícito ou não) que aquilo "não é para mulher", quando se tenta diminuir e humilhar, quando se ofende.

Quanto às instituições, além de existir uma Lei e todo um Código Penal, é necessário que essa Lei se  cumpra. Que existam casas de amparo e Delegacias da Mulher. Que as empresas sejam punidas por discriminar, seja por ser mulher, seja pela mulher estar grávida ou ser uma trabalhadora com filhos.

As famílias têm seu papel, educando filhos e filhas para conviverem com respeito e sem segregação (isso é para menino, isso é para menina). Ensinando as filhas a se defenderem e aos filhos que violência não os torna mais machos.

Toda a sociedade tem que se mobilizar a respeito. Somente assim, chegaremos perto da chamada "igualdade" (de direitos e deveres) e todas as lutas não terão sido em vão.




Mãe não erra nunca!!! (Oi? o.O)

Hoje tive o prazer de participar da Colcha de Retalhos do Mamatraca, dando um depoimento sobre erros que cometemos no exercício da maternidade. Por mais que nos achemos mães perfeitas e imaculadas, somos (embora muitas vezes nos esqueçamos disso) seres humanos, sujeitos a falhas e erros. E como se erra sendo mãe! Seja por excesso (meu caso) ou por falta...

Além do meu tem vários outros, emocionantes e hilários, que valem a pena!!!





terça-feira, 8 de novembro de 2011

BookCrossing Blogueiro - Vamos compartilhar cultura :)

http://luzdeluma.blogspot.com/search/label/Bookcrossing

Aqui no Brasil já foi chamado de "Atentado Poético". O BookCrossing é uma prática que visa "libertar" livros para incentivar o hábito da leitura. E a blogosfera tem sua versão, o BookCrossing Blogueiro. As ilustrações fofas desse post foram gentilmente feitas pela Luma, que está divulgando a iniciativa aqui no mundo online. Fui lembrada pela Mari e participo com muito prazer da inciativa.

Para participar, basta trocar com alguém que conheça (ou não) um livro por outro ou "esquecer" o livro por aí, em locais movimentados, como praças, ônibus, metrô, supermercados (locais onde o livro possa ser resgatado facilmente por quem passa). Coloque um bilhete ou uma dedicatória, no próprio livro, para que a pessoa agraciada fique sabendo o porquê do movimento e se sinta incentivada a levá-lo, transformando-se assim numa leitora, mesmo que, a princípio, não o seja. É uma forma de compartilhar cultura com quem não tem condições financeiras de comprar um livro ou mesmo para incentivar quem acha que não tem tempo.

Quem quiser divulgar o ato, com fotos e textos de incentivo, pode fazê-lo em seu próprio blog ou nas redes sociais. Podemos ainda, como sugeriu a Luma, trocar resenhas e impressões sobre os livros que libertamos.

Então, pegue aqueles livros que estão mofando em sua estante, sem serem lidos, e liberte-os, dando a eles um destino mais digno e conquistando mais um leitor. Informação é para circular, não para ficar guardada!!!


Update: E os pequenos não podem ficar de fora também!!!! Divulguei também no blog Pequenos Leitores. Veja como seu filho pode participar, ou como você pode fazer uma criança feliz com um livro hoje ;)


domingo, 6 de novembro de 2011

Tá de bobeira??? Quer uma receita de bolo rápida e gostosa :) ?

Esse bolo pode ser feito à mão ou em batedeira. A textura ficará diferente de um modo ou de outro, mas ambas ficarão boas. Pode acrescentar baunilha, chocolate ou o que você quiser, caso não queira fazer a versão branca, comum.

Bolo Rápido da Cris



  • 2 xícaras de açúcar
  • 2 colheres de sopa de manteiga ou margarina sem sal
Mistura tudo!!!
  • 3 ovos inteiros
Bate tudo!!! O ponto é quando ficar fofo e uniforme.
  • 2 xícaras de farinha de trigo
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
Mistura tudo. Acrescenta por último:
  • 1 xícara de leite
Dá aquela misturada final, até a massa ficar totalmente uniforme. Unta e enfarinha uma forma de buraco no meio e deixa no forno por 30 a 40 minutos. Fica pronto quando o meio estiver seco (verifica com o indefectível palitinho ou com um garfo mesmo).

Só quero ver alguém preferir massa de bolo pronta agora, rs...

Enjoy it!!!!

Minha vida é uma set list!!! (#BlogagemColetiva "As músicas da minha vida")

Mais uma blogagem coletiva divertidíssima, proposta pela amiga Fê Iasi (adorei) em homenagem ao niver de casamento da amiga Ingrid Strelow e seu maridão Paulo Lima.



Desde que me entendo por ser humano minimamente civilizado gosto de música. Ela sempre esteve presente em minha casa. A diva Vanice Santana me lembrou das Patotinhas no post dela (que também foram indiretamente lembradas no meu do Dia das Crianças). Foi um dos meus primeiros contatos espontâneos com música, vindo depois Balão Mágico, Trem da Alegria, as músicas daqueles especiais infantis da Globo (quando chamavam Raul para fazer, em vez de pagodeiros e subcelebridades...), músicas clássicas de criança, naqueles discos de historinhas coloridos... Fui dessas crianças que se fantasia e imita o artista e tudo. Sempre colocava música para brincar, para estudar, em minhas festas sempre tinha, muita.







Daí para o rock foi um pulo... Meu primeiro contato (tirando o Raul, já citado acima) foi o melhor possível: Queen. Minha mãe por milagre comprou algo que não fosse pagode resolveu inovar, comprou e gostou: o álbum The Works, com o qual fui presenteada pela música Radio Ga Ga. Essa música é minha primeira referência musical de verdade e me emociona até hoje.






Daí que partindo do Queen, conheci Kiss, que veio ao Brasil fazer show em 83 e logo depois surgiram do Rock'n Rio (ao menos para mim, que ainda não conhecia e onde o Queen arrasou, nos emocionando ao extremo) Ozzy Osbourne, AC/DC, Scorpions...








Além de, claro, meu querido BRock, que bombou na época, ficou esquecido um tempo e voltou com tudo: Lulu Santos, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Legião Urbana, Titãs... O Legião, em especial, pois Renato sempre foi para mim muito mais que um cantor, mas uma referência cultural. Senti muito por sua partida tão precoce (o que, aliás, ocorreu com Cazuza, Cássia Eller, Freddy Mercury...).



Nesse ínterim, uma breve pausa para o bizarro... EU GOSTEI DE MENUDO... :/ Pois é... E gostei de dançar coreografia, me rasgar e até me vestir igual a eles. Ninguém é perfeito...



Acreditam que ouvindo a música agora, involuntariamente, o corpo ainda se mexe lembrando da coreografia??? Eu hein... o.O E não é que os bichinhos eram feios??? E, sim, playback não é exclusivdade do Justin Bieber, nos shows deles rolava solto também, rs.

Nos anos 80 a new wave também era muito forte, obrigatória nas festinhas. Eu me acabava!!!! :D





Era new wave e o gótico ("farofa" or not...), que tocava nas chamadas "festas dark" (todo mundo de preto, com batom e unha escuros, dançando com a própria sombra): The Cure, The Smiths, Morrissey, The Cult, Echo and Bunnymen...







Depois disso veio a adolescência, já no final dos 80 e avançou pelos 90's. A disco voltava com tudo, só que repaginada, em forma de "dance music" e o pop subia direto nas paradas. Era época de Erasure, Pet Shop Boys, New Order... Foi a época que comecei a sair à noite e me acabar nas pistas, onde também tocava pérolas dessa época, como Sonia e Kon Kan. Zoom, Babilônia, La Dolce Vita, Hippopotamus (onde consegui entrar algumas vezes com jabá de convidados), Circus... Depois, com o movimento das raves, lá pelo meio dos 90's, vieram as festas na Fundição Progresso, a Bitch do Tivoli Park, a Monnight no Sírio e Libanês (já entrando nos 2000)... Bons tempos...












Hoje sou um pouco de cada uma dessas músicas (tem muito mais, se fosse colocar tudo ficaria aqui até à noite, rs). Um mix de tudo isso. E passo para meus filhos todas essas referências, para que eles conheçam um pouco da minha história e para que tenham embasamento para formar as próprias set lists de suas vidas.

Parabéns, Ingrid, a você e ao maridão!!! Que a música e a magia sempre estejam em suas vidas e que sejam o mote dessa família linda.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

#DiadaFavela. Oi???

Eu sei que existe dia para tudo, mas "Dia da Favela" não conhecia. Até hoje, ao ver o termo no topo dos Trending Topics do Twitter... Graças ao Deus Google e ao @marcelotas, fiquei sabendo que a palavra "favela" tem origem em uma flor e que o Dia da Favela é uma invenção da cidade do Rio de Janeiro, em referência a um episódio ocorrido no Morro da Providência, a primeira favela oficialmente instalada em nossa cidade. Esse dia, teoricamente, surgiu com o objetivo de resgatar a dignidade de quem habita uma favela e de mostrar a cara dessa gente tão sofrida que lá vive.


Aqui em nosso país, temos a bizarra mania de enaltecer tudo ligado à miséria e à pobreza, colocando um verniz folclórico e chamando aquilo de "estética". Nesse caso, a "estética da favela". Estética de que, cara pálida??? Quem já entrou numa favela sabe que a maioria das pessoas que lá habitam vivem em residências improvisadas, sem rede de esgoto, saneamento básico, em condições muito aquém às de que um ser humano minimamente precisa para dizer que mora e vive com dignidade. Em vez de enaltecer a tal "estética da favela", por que a sociedade não oferece a essas pessoas condições dignas de moradia, com todos os direitos e deveres que isso demanda? Parabenizar alguém porque mora em uma favela??? Só podem estar de sacanagem Deve ser brincadeira... Eu tenho é que desejar que as pessoas que lá vivem (a maioria honesta e trabalhadora) "desçam" para uma moradia digna, aqui no asfalto, junto de nós. Não que fiquem separados em um gueto.

A tal "estética da favela" produziu movimentos culturais interessantes, muitos deles derivados de projetos sociais. Até aí, tudo bem, cultura nunca é demais. Só que fica só nisso. O gueto para lá, nós para cá e todo mundo fica feliz porque fez a sua parte. Mais uma vez, o brasileiro (o carioca é especialista nisso) se contenta com um pouco de pão e circo, quando seu dia a dia continua da mesma forma, violento, miserável e ele, o cidadão, à margem.


http://www.cufa.org.br/

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Contradições (ou "Quero Minha Primavera de Volta")

Recentemente, parece que tudo voltou atrás. A primavera retrocedeu e o inverno se instaurou novamente, com todas as suas privações. Nessas horas, parece que ocorre um efeito cascata nefasto. Além de nada dar certo, não há forças para ir à diante. Voltam a letargia, a desordem, o caos.



Ontem, resolvi que seria diferente. Com todas as forças reunidas, às vezes rateando, comecei de novo os trabalhos. De grão em grão novamente, não tem jeito. Não concluí tudo, mas deixei encaminhado. Hoje pedi mais uma chance à vida, parece que consegui. Saiu 6 de copas no tarot. É uma carta que nos manda olhar para trás, lá no nosso arquivo pessoal do passado. Me pede para investigar. Provavelmente, para evitar novas repetições infelizes. E é isso que pretendo fazer, mas com os dois olhos voltados para frente. Porque preciso seguir em frente, já perdi muito tempo e não pretendo perder mais. Acelerei muito nos últimos meses, de repente esse pode ser um momento de pausa, também de aviso, de que nada dura para sempre. E de que não posso me distrair, se não tudo desanda. No meu caso, o alerta tem que ser constante.

Mas o 6 de copas também traz promessa de renovação. Parece que tudo não passou de um ajuste. Mas doeu, viu? Estou muito cansada, dolorida. Mas vou em frente, não tenho outra escolha.

E não é que minha primavera começa a aparecer de novo???




sábado, 22 de outubro de 2011

Saúde e prazer têm que ser sinônimos!!!

 No último dia 20 tive o prazer de participar do Workshop de Culinária Saudável com Maria Cecília Corsi, que é parte do projeto "Emagrece, Brasil!", promovido por duas revistas que amo de paixão, a Saúde e a Boa Forma, ambas da Editora Abril, com patrocínio da Coca-Cola. Tive esse privilégio graças ao querido blog Conversas de Cozinha, da Sam Shiraishi e do Guilherme Nunes da Silva, que me agraciaram com o convite. Com a oportunidade, ainda conheci o Espaço Carioca de Gastronomia, um local incrível, com diversos cursos para quem gosta de uma boa mesa. Todos fomos muito bem recebidos por Lucia Helena de Oliveira, diretora de redação da revista Saúde e pela equipe da Editora Abril, de ambas as revistas.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

"Criança feliz, feliz a cantar... Alegre a embalar, seu sonho infantil..."




Ilustração: Daniela Moreno

Atendo com muito prazer ao convite da amiga Ingrid Strelow, do Descontruindo a Mãe, para essa deliciosa blogagem coletiva :D

Fui uma criança de Peixes. O que isso significa??? Nada, se o arquétipo desse meu signo solar não fosse tão presente na infância (o ascendente Leão só se manifestou depois). Sonhadora ao extremo, vivia no mundo da lua. Sonhava, sonhava, sonhava... E essa capacidade de sonhar me acompanha até hoje e permeia meus projetos.

Minha infância foi de 74 até o meio dos anos 80 (um pouco além, mas, metida como era, não assumia, rs). Fui criança de apartamento. Até mais ou menos 9 anos, só brincava "indoor". Tenho um irmão materno dois anos mais novo, com o qual brinquei bastante até mais ou menos essa idade, pois na maioria das vezes éramos só nós dois. Tinha uma penca de brinquedos, meu apartamento era um parque de diversões!!! Depois dos 9 anos, comecei a brincar no meu prédio, com uma turminha da qual tenho amigos até hoje. Brincava com as meninas e também com os meninos. Corria, andava de bicicleta, pulava corda, pulava elástico, jogava bola, enfim, tudo que uma criança saudável deve fazer. Já existia videogame (tive Odissey e Atari), mas nem de longe era a principal diversão. Lia muito (comecei a ler muito cedo), ouvia muita música (boa), via desenho animado (com horário para começar e terminar, nunca fiquei o dia todo na frente da tv), fazia ballet e jazz, sempre gostei muito de dançar.

Nossa casa sempre tinha visitas e eu gostava de ficar na sala ouvindo a conversa dos adultos (e me metendo nelas de vez em quando, rs). Todos os domingos (religiosamente) íamos à casa de minha tia avó Dinah, programa que gostava muito. Ela tinha um jardim onde eu ficava na maior parte do tempo, soltando minha imaginação, brincando sozinha, coisa que também gostava muito de fazer. Como eu morava em apartamento, uma casa com jardim e quintal para mim era uma brincadeira diferente e divertida, com mil possibilidades. À tarde, tinha o delicioso lanche, com tudo que eu gostava. À noite, Trapalhões, Silvio Santos, e íamos para casa.

Naná (como eu a chamei até seu último dia, ano passado) fazia mais o papel de vovozinha do que minha própria avó. Era na casa dela que tudo era divertido e permitido. Era para lá que eu corria quando estava aborrecida. Lá eu me sentia livre, naquele jardim cheio de hortênsias e com uma espirradeira enorme e rosada (só fui saber que era venenosa lá pelos 13, 14 anos, na escola, sempre brinquei com ela, rs), na cadeira de balanço que tinha no quintal, onde eu lia ou ficava olhando para o ceu ou na penteadeira dela, com aqueles frascos estranhos de perfume, que muitas vezes viravam poções mágicas.

Uma brincadeira da qual gostava muito era imitar cantoras. Ia no guarda roupa da minha mãe, montava uma produção de estrela, colocava o disco na vitrolinha, improvisava um microfone, cantando e dançando por horas!!! Muitas vezes a performance era compartilhada com a família, que aplaudia como plateia de verdade, rs. Alguém aí lembra da Bianca?? Pois era uma das que mais gostava de imitar.

Minha mãe sempre foi muito vaidosa e acabei herdando isso desde cedo. Gostava muito de me arrumar, colocar fitas no cabelo (eu tinha um rabão de cavalo lindo, que fazia questão de balançar quando passava, kkkk). Só tinha um pequeno problema: eu não ficava muito tempo quieta. Em questão de minutos toda a produção tinha ido por água abaixo: cabelo desgrenhado, roupa suja e amassada de correr, pular e me arrastar no chão durante as brincadeiras. A Cinderela virava abóbora com tanta farra!!!

Sempre fui boa aluna. Mamãe nunca teve trabalho para me pôr para estudar, pois eu fazia isso com muito prazer, curiosa como eu era. Também era muito participativa e ativista, me enfiava em tudo que pudesse: representante de turma, pelotão da bandeira (fui porta-bandeira do Brasil da escola do 3º  ao 5º ano), grêmio estudantil, Conselho Escola Comunidade, apresentações de dança...

As festas de aniversário eram feitas no apartamento. Minha mãe fazia tudo, com a ajuda de tias e amigas para arrumação. Muitos convidados, muitos primos e amigos de escola, parabéns animado, tudo cabia naquele apartamento!!!   Eu nem dormia direito na noite anterior, adorava!!!

Enfim, fui uma menina feliz. Curiosa, sonhadora, agitada, briguenta, quando achava necessário, que aprontava quando dava na telha, que cedo teve que se fazer de forte e que também teve que crescer um tantinho cedo demais. Essa menina ficou um tempo esquecida, em meio a demandas que surgiram. Mas foi resgatada a tempo e agora está novamente aqui, pronta para novas aventuras!!!





quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Casa de ferreiro não pode ter espeto de pau - #paisnaescola - tema que rende...


Outro dia, vi um anúncio no Facebook me chamou atenção, de um colégio novo. Entrei para ver as fotos e comentários, e vi que o endereço era familiar. Era o colégio que estudei (do 6º ano ao 2º do ensino médio)!!! Vendo que era no bairro, fiquei curiosa em conhecer mais, apesar de estar satisfeita com o colégio dos meninos e o Dani estar prestes para ir para o Aplicação da UERJ.

Não gostei muito do que vi. Reconheci o prédio original, mas as fotos (simulações virtuais) só mostravam luxuosas áreas de convivência, nenhuma mostrou salas de aula, tampouco se mencionava projeto pedagógico. Fiz algumas críticas (construtivas e com muita educação), dizendo que achava o projeto superficial, que já vi muitos colégios de fachada, que queria conhecer melhor para ver se era tudo isso mesmo, etc., nos comentários e até comentei com alguns amigos de escola. Passou.

Hoje de manhã cedo, ao abrir minha caixa de mensagens, verifiquei que haviam  duas do tal dono da escola, num tom totalmente grosseiro, me questionando do porquê de eu ter feito as críticas, que ele trabalhou duro, escreveu não sei quantos livros, morou num barraco no subúrbio, etc... Tá, e daí? Daí ele continuou dizendo que investiu 1,5 milhão em infraestrutura, que eu deveria estar feliz (Oi?) por esse colégio estar inaugurando no meu bairro (Como se não existissem excelentes escolas por aqui... Meus filhos passaram pelos melhores e atualmente estão em um deles). Perguntou ainda o que eu já fiz de bom pela sociedade e disse que sou infeliz e amargurada, que isso não é o comportamento esperado de uma "mãe-educadora". E qual o papel esperado então, cara pálida??? De ficar fazendo elogios baseada em desenhos virtuais, como vi muita gente por lá fazer, quando o colégio não se dá ao trabalho sequer de mostrar salas de aula e detalhar seu projeto pedagógico (se é que existe um)???


Há pouco tempo, participei de uma blogagem coletiva, a #paisnaescola http://crisgms.blogspot.com/2011/08/atrasada-mas-com-carinho-blogagem.html onde abordávamos da distância no relaciomanento escola-família e da necessidade de questionar o estabelecimento de ensino que se considera meramente prestador de serviço e de fachada bonita. Escola é mais que isso!!! Se um dono de escola não tem maturidade e estabilidade emocional suficiente para lidar com críticas, o que vamos esperar do seu estabelecimento???

Questionar e criticar é sim prerrogativa minha, como "mãe-educadora", como ele mesmo disse, e, em último caso, como "cliente-pagante" (mesmo que a escola seja pública, pago com meus impostos). De um local cujo dono se dá ao trabalho de invadir uma caixa de mensagens privada (sim, porque nem adicionado meu ele é) para questionar de maneira grosseira uma crítica, em vez de me convidar a conhecer e me surpreender, caso esteja errada, não dá para esperar muita coisa.

Quando se coloca um projeto para o público, há de se esperar críticas, mesmo que essas sejam precipitadas. Se existe algo bom e consistente, não há o que temer, pois a primeira má impressão será desfeita. Nesse caso, só me deu mais motivos para desconfiar e também de querer conhecer (mas para ver se realmente existe algo errado por ali). Espero que me surpreenda, que eu esteja errada a respeito, aí sim vou ficar feliz, caso contrário, vou continuar exercendo o meu direito de criticar e questionar (e vou manter meus filhos onde estão, esse sim colégio sério e com excelente infraestrutura).

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Blogagem Coletiva: #mulhernapublicidade

Atendendo ao convite da amiga Silvia Azevedo, dou minha contribuição, como mulher e profissional que já esteve do outro lado, com formação e experiência profissional em publicidade e marketing. Conforme foi muito bem lembrado, homens são maioria nos departamentos de criação de agências. Não é em todas as agências que isso ocorre, mas é quase regra essa situação. Curiosamente, em contraponto, nos departamentos de marketing das empresas, mulheres cada vez mais são presentes. Existe, portanto, um claro ruído de comunicação, entre empresa e agência e entre empresa e suas clientes.


Normalmente, a publicidade somente retrata a sociedade em que vivemos, transformando isso em apelo de vendas. Se a imagem da mulher é estereotipada, isso vai servir de gancho em anúncios e ações de marketing, com o equívoco de achar que com isso o público alvo está sendo atingido. A mídia reforça essa imagem estereotipada e tudo isso vira um ciclo. O resultado? Ações e anúncios completamente "sem noção", que não retratam a mulher real, que trabalha, cuida dos seus filhos (ou opta por não tê-los), se cuida, sem neuroses ou exageros, vota, se engaja nas causas que acredita, aceita suas marcas como parte de sua história e que conquistou muito até hoje para ser encaixada em perfis pré-determinados de consumo, que acabam se tornando referências quiméricas.

Eu, como mulher, gostaria muito que as propagandas a mim direcionadas me retratassem como sou, não apenas uma parte de mim, ou uma pessoa que sequer tem a ver comigo. Que não me fizessem promessas disso ou daquilo, que não quisessem me tranformar no que não sou. Não sou modelo. Gosto de cuidar da minha casa, mas não sou Amélia. Não sou mãe em 100% do meu tempo. Não sou "cachorra". Não acho que devo me comportar como um homem para me impor.

Tantos "nãos" poderiam servir de base para pesquisas em prol de uma propaganda mais real, mais bem direcionada, que provavelmente atingiria melhor seu objetivo. Isso não está nas mãos das equipes de criação, mas nas nossas. Desconstruindo estereótipos em nosso dia a dia, assumindo que não somos perfeitas, nem temos a obrigação de ser. Nos valorizando, como mulheres e como cidadãs. E não consumindo!!! Nada que vá contra a nossa natureza, que induza a uma qualidade de vida inferior em prol de mero comodismo, que nos retrate de forma desrespeitosa ou inadequada. Está em nossas mãos, somos ativas na economia, somos formadoras de opinião.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O dia em que a andorinha voou...

Dramática e toscana como sou, explico: filhão #aos10 botou os pezinhos pela primeira vez 100% sozinho para fora de casa. Desceu a vila e entregou, à diante uns 20 metros, o cartão de bilhete único que o papai esqueceu em casa. Mas para a mama foi como se ele tivesse viajado para o outro lado do mundo.

Recomendações: não falar com estranhos, não descer a ladeira da vila correndo, pois estaria sozinho, sem ninguém para ajudar (como se o pai não estivesse lá embaixo :/), se alguém tentasse segui-lo, que saísse correndo; se alguém tentasse agarrá-lo, fizesse escândalo, mordesse, batesse onde conseguisse machucar... Enfim, sem comentários, rs...

Resultado da experiência, que não durou nem 3 minutos: filhão obviamente voltou ileso, após cumprir sua missão e foi recebido com beijos e agradecimento. Sinto que um portal se abriu e que nova fase se inicia, junto com a primavera...

sábado, 10 de setembro de 2011

Sem fortes emoções não tem graça... :/

Hoje passei por uma que não desejo a ninguém que é mãe ou pai. Foi no Méier, bairro daqui do Rio pertinho da minha casa. Estávamos fazendo umas compras e no sábado tem muitos ambulantes na rua, vendendo de tudo. Avistei umas bolsas de pano artesanais, lindas e parei para ver. Meu marido seguiu um pouco com o carrinho do Felipinho, junto com o Pedro #aos8 e o Dani #aos10. Segui, me juntei a eles e disse que iria comprar uma que gostei. O Dan pegou o dinheiro, me deu e ficou junto a uma loja de sapatos que tem ao lado da C&A (para quem conhece se orientar mais ou menos sobre onde estávamos). Estava muito cheia a rua, que é comercial e principal do bairro. Fui comprar a bolsa e voltei, dizendo que estava na dúvida se levava outra, etc... Nisso (eu tenho isso quase que automático), eu olho para os meninos e conto: Dani, Felipe... Espera aí...

CADÊ O PEDRO???


Olhei para todos os lados da rua e nada de vê-lo. Não sabia se tinha seguido em frente, sem ver que tínhamos parado, se voltou por algum motivo, se foi atrás de mim e se perdeu, se atravessou a rua sozinho... Mas não, seguir em frente ele não seguiu, ele parou junto com todos. O pai foi no sentido oposto ao nosso, para ver se ele tinha voltado. E nada...

Em desespero (e também como estratégia), comecei a gritar o nome dele o mais alto que poderia (e olha que minha voz é bem potente), obviamente chamando a atenção de todos em volta. Gritei várias vezes: "Pedro, Pedro, Pedroooooooooooooo!!!". Enquanto isso, tinha que ficar de olho no Felipinho e no Dani, que, nervoso, queria também sair pela rua para procurar o irmão. Nem pensei em entrar na C&A, no shopping ou em alguma loja para nos abrigarmos, pois ele poderia passar ou mesmo me ouvir gritando e voltar. Além disso (surpreendentemente, apesar de colocar a boca no mundo, num piti fenomenal e aos prantos, consegui raciocinar friamente, em contraponto), pensei: se alguém estiver tentando levá-lo, vai se intimidar com a mãe fazendo escândalo, ou ele mesmo vai se desvencilhar e vir ao meu encontro, ou pedir ajuda. Sempre os "treino" para essas situações, embora nenhuma mãe deseje nunca que ela ocorra para testar. Os ambulantes, sempre muito solidários, já estavam se mobilizando para procurar o menino, gente se aglomerava à nossa volta...

Foi quando o Pedro sai da C&A com cara de paisagem, sem saber de nada que estava acontecendo do lado de fora. Ele foi atrás de mim, para ficar comigo, não avisou ao pai (que também não viu, porque estava ajeitando o Felipe no carrinho, que dormia) e pensou que eu tivesse entrado na loja. Lá dentro deu um "rolê", viu umas roupas que gostou e saiu. Simples assim. O pai ainda quis brigar com ele (Nem posso culpá-lo pela atitude, estava desesperado meu ursão...), quando voltou e constatou que ele estava conosco. Mas não deixei, só sabia chorar, abraçar e beijá-lo como se ele fosse um bebê (quem é descendente de italianos deve imaginar minha reação, kkkkk).



Enfim... A gente acha que depois de três filhos, com dois crescidos, sabe tudo (e que eles também sabem se virar). Que nada... É um aprendizado contínuo, por mais atenciosos e presentes sejam os pais.

P.S.: Depois disso tudo eu agradeci a todos que tentaram nos ajudar (várias vezes) e, silenciosamente, pela minha proteção. Quando entrei no shopping, parece que a ficha caiu e passei mal. Tive que me sentar, tomar água, até passar... Já pensou que legal, eu baixar no Pasteur (hospital que tem aqui perto) em pleno sábado à tarde??? Aff... Rs...


Em vez disso, comemos palhas italianas que tinha na bolsa para todos, nos refizemos, terminamos as compras e voltamos para casa, felizes de estarmos juntos.

"Eu fico com a pureza da resposta das criancas... É a vida, é bonita e é bonita"!!!

Tenho o hábito de levantar antes de todos aqui em casa. Durante a semana, é para preparar café da manhã e tudo mais para chamar os meninos para a escola (ou madrugar para adiantar meu trabalho e chamar os meninos, em sequência). No final de semana, é diferente. Acordo e, com a casa num silêncio inacreditável, coloco ideias em dia, leio o jornal com mais calma e fico mais um pouco de bobeira na net, um dos meus passatempos favoritos, rs.

Hoje fui direto ao Facebook conferir minhas notificações, quando me deparei com o chamado das amigas Rogéria Thompson e Vanice Santana. Resolvi, então, me juntar a elas numa mini-blogagem coletiva improvisada, para conhecer e divulgar a história do Pedrinho, um lindo menino de 01 ano e 03 meses, idade para ser companheiro do meu Felipinho (tenho certeza que os dois juntos iriam aprontar todas!!! :D), com toda sua potencialidade ainda por desenvolver e toda a vida pela frente.



Pedrinho está precisando de nós. Foi diagnosticado com leucemia e está à procura de um doador. Para quem estiver no Rio hoje e puder se deslocar até o INCA - Praça da Cruz Vermelha, 23/7º andar , sua mãe, Júlia, está organizando uma doação coletiva no local. Quem não estiver no Rio, pode doar em qualquer hemocentro de sua cidade, bastam 5 ml de sangue para entrar para o Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea (REDOME). Tem alguma dúvida? Tudo se esclarece aqui.


Vamos ajudar, galerinha!!! Então está combinado, programa de sábado!!! Dá uma passada no INCA e faça a sua parte, faça a diferença. Pedrinho agradece com seu lindo sorriso.




Doar sangue e medula óssea é mais que um gesto de amor, é um gesto de cidadania. E um gesto simples e rápido, que pode ser feito em qualquer horário de sua conveniência. A medicina avançou e é capaz de salvar mais vidas. Mas ainda necessita da solidariedade das pessoas para isso. Vamos salvar uma vida hoje?


terça-feira, 23 de agosto de 2011

Atrasada, mas com carinho: Blogagem Coletiva #paisnaescola (@futurodopresent)


É com muita satisfação e orgulho que participo, com esse meu novo espaço, de minha primeira blogagem coletiva: #paisnaescola, do querido blog Futuro do Presente com um tema que é para mim muito especial e fundamental: educação.

 
Em primeiro lugar, a escola tem que deixar de ser encarada ou como prestadora de serviço, no caso das particulares ou entidade filantrópica, na qual se presta um favor (não sendo admitidas exigências), no caso das públicas. É claro que nem todas seguem esse padrão, mas essas são poucas e honrosas exceções, cujos profissionais têm amor ao que fazem e competência para exercer seu ofício.

Meus filhos já passaram por algumas escolas e, na maioria das vezes, o procedimento era sempre o mesmo: comunicação pela agenda ou com hora marcada. Na escola atual, apesar da carência de reuniões de pais (é somente uma, no início do ano letivo) e de haver a agenda, nós pais temos plena liberdade de entrar na escola junto com as crianças (não tem aquilo de deixar na porta), falar com a professora na entrada e até bater na porta da sala de aula, se isso for necessário. E não há contratempos desagradáveis, tudo funciona muito bem. Eu acho isso muito importante e sentia falta disso nas outras escolas.

Eu não acredito que uma relação burocrática estabeça o vínculo que é necessário para a formação das crianças em idade escolar. E não há estímulo para que os pais interajam com a escola! As reuniões são sempre monótonas e repetitivas. Sempre que precisamos falar especificamente de um filho, acabamos falando em particular com a professora. Não há interação, não há troca, a conversa não flui, o que ocorre é somente um monólogo: da professora lendo um roteiro preparado. Por vezes, a reunião começa com algum texto edificante, algumas mães se emocionam, e fica só nisso. Uma variação é uma dinâmica ou outra, com pais nitidamente constrangidos participando a contragosto. Um horror!!!

Já é clichê dizer que estamos na era da informação. Com tantos recursos, seja para reuniões presenciais, seja online, para quem não puder comparrecer, a escola ainda não modificou sua forma de integrar os pais a seu cotidiano. Os mais interssados têm que ir atrás, insistir, marcar hora e muitas vezes vêm seu esforço ser em vão, pois, infelizmente, a maioria não está intersssada, acha que a escola tem que resolver tudo pois é paga para isso e eles são muito ocupados (para ir a reunião de pais, a festinhas e também para brincar com o próprio filho, ler uma história para ele...).

É um jogo onde todos perdem. E quem mais perde são as crianças, que ficam sem nenhum referencial no meio disso tudo. Incluindo sérios problemas de comportamento e bullying, vemos cada vez mais crianças que terminam o Ensino Fundamental sem saber ler e escrever direito, sem saber fazer uma conta de cabeça ou sem nenhum hábito de leitura. Pois não há incentivo e crianças são movidas a incentivo e bons exemplos.


 A solução? Conciliação e conscientização do papel de cada um. Da escola, abrir-se mais aos pais - e ouvi-los, em vez de somente prestar contas, usar dos recursos que temos atualmente para abrigar todas as agendas, para que todos possam participar. Capacitar melhor seus professores, para que não sejam meros ditadores de matéria para decorar. Tornar o aprendizado mais interessante e atrativo, fazer as crianças, desde cedo, terem amor ao que fazem, para sererm futuros adultos de sucesso no que escolherem.

E aos pais? A esses cabe a sua tarefa primordial: serem pais acima de suas outras funções. Priorizar seus filhos em suas agendas, em suas demandas. Crianças até aprendem sozinhas, se preciso for. Mas aí são meras sobreviventes. Criança precisa da família por perto, amparando, ensinando e até aprendendo junto, para uma formação completa. Precisa de incentivo, aplauso, quando for o caso, e exigência e bronca, quando também necessário. Juntando isso com amor, não tem como não dar certo.

Não corro atrás da felicidade, prefiro que ela ande lado a lado comigo ;)


Durante a tarde de ontem, enquanto dava conta de minhas tarefas normais, vi que passaria na tv (tá, era na Globo, mas vale assim mesmo) o filme "À Procura da Felicidade". Com Will Smith melhor que nunca, encarnando um herói diferente do que ele costuma fazer. Nesse filme ele não dá porrada, tampouco atira em alguém ou mata algum monstro. Não literalmente. Na verdade, ele faz tudo isso e um pouco mais, só que como nós fazemos no dia a dia, para garantir sustento e dignidade para nós e para quem amamos. E com alegria e leveza, não deixando o lado lúdico de lado, usando a fantasia a seu favor.

Destaco a sequência do metrô, para onde Chris Gardner vai com o filho, após perder o apartamento e, desorientado, não sabe o que fazer. O filho diz que eles estão voltando no tempo, daí começam a fantasiar que estão na pré-história e que há dinossauros em volta e precisam se proteger, achar uma caverna. A "caverna" encontrada é o banheiro da estação, onde eles dormem.

Resolvi rever o filme, enquanto terminava algumas coisas que estava fazendo, e aproveitei a oportunidade para, já que meus filhos estudariam Português, lhes propor uma tarefa: eles também veriam o filme e depois fariam uma dissertação, com toda a norma de praxe, dizendo com suas palavras o que acharam. O resultado foi o melhor possível: o mais velho fez de cara, o mais novo teve um pouco mais de dificuldade, vai terminar hoje, mas contou oralmente a história como gente grande. Nessas horas vemos que os valores passados a eles estão dando certo, por eles terem entendido tão bem a mensagem passada no filme.

Aqui já passamos por algumas dificuldades pesadas e agora posso dizer que estamos naqueles momentos de superação. Pouco a pouco reconstruindo o que sobrou após o vendaval passar. Quem tem filhos sabe que passar aperto com criança dói em dobro (no caso aqui, vezes três)... Mas, como sempre há algo bom no que vivemos, para eles também ficam algumas lições, como valorizar o que temos, agradecer sempre, insistir numa ideia que você acha que vai dar certo, mesmo que digam que não. Ou como diz Chris Gardner, no filme, para seu filho: "Nunca deixe ninguém dizer que você não é capaz de fazer alguma coisa".

domingo, 21 de agosto de 2011

O acaso não protege quem anda distraído...




Comecei muito bem minha semana: acordei cedo, antes de todos. Meditei, alonguei, tomei meu café, fui conferir notícias e blogs que curto. Começar o dia sem correria não tem preço... Mas fazer isso num domingo, para mim, tem sabor especial e me traz bons presságios para a semana que inicia. Recomeço, potencialidade, onde tudo posso e tudo consigo. É também um bom dia para pensar sobre minha vida, os rumos que estou dando a ela e de planejar minha semana. Tudo isso é muito bom quando acontece nessa ordem, mas nem sempre é assim...

Desde quarta, quando coloquei o blog no ar, não o atualizo. De certa forma, foi esse receio que me tirou um pouco o incentivo de manter um, de não atualizá-lo diariamente, ou com mais frequência. Mas, especialmente nos últimos dias, estou aprendendo que se a gente não faz não acontece. Tem coisas maravilhosas que ficam anos a fio no papel e não são colocadas em prática, simplesmente porque não temos ânimo, coragem, força, tempo (ou tudo isso junto). Ou porque nos dizem que pode não dar certo e acreditamos.

São os sabotadores e o pior de todos, nós mesmos nos sabotando. Fazemos isso o tempo todo. É preciso manter muito a cabeça no lugar para não sucumbir e desistir. Especialmente para mim, que tenho extrema dificuldade de me organizar e de concentração, a diligência tem que ser redobrada. É preciso muita meditação, autoafirmação e confiança no meu taco para seguir em frente e colocar tudo para funcionar. E tem dado certo. Nessa semana mesmo, comecei novo caminho profissional paralelo. Uma coisa que, até então, era um hobby extremamente prazeiroso: cozinhar. Fiz uma vez, coloquei para teste, no trabalho do maridão, depois fiz de novo. Resultado: vendeu toda a produção. Isso deu novo fôlego às coisas e me mostrou onde investir de forma diversificada recursos e energia, sem abandonar o que já estou fazendo, mas acrescentando, fazendo "o bolo" crescer.

O título desse post é uma frase que sempre repito... É preciso se manter alerta, sempre. Viver acordada. Seja para entender quando surgem oportunidades ou para perceber o perigo, quando ele acontece. Para ver de verdade o mundo à nossa volta, sentir com os cinco sentidos, viver intensamente e direcionar sua mente para trabalhar em cima do que é interessante a você, não permitindo-se sabotar com pensamentos que em nada ajudam e medos que paralisam. É acreditar em milagres quando se precisa deles (E acontecem, viu?), mas também fazer sua parte, fazer a roda girar, sempre em frente. Deixa a distração para os momentos de recreio, rs.

Bom domingo para todos nós!!!


Domingão nublado é bom pra pensar, rs...

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Ser criança combina com trabalho?

“Santos (Joaquim José Santos, ou, como é conhecido no Centro do Rio de Janeiro, onde está à frente de bacanas e descolados restaurantes no Polo Gastronômico da Praça XV) vai homenagear a avó, com quem aprendeu tudo de cozinha, e chamará a deli – que abre em um mês – de Vovó Laura.

– Aos 9 anos, eu já estava na beira do fogão – conta Santos, que diariamente percorre as quatro casas.” Jornal O Globo, revista Rio Show, 15/07/11


Ainda sob impacto do excelente episódio do programa A Liga, exibido ontem, sobre trabalho escravo, e refletindo durante a semana sobre o que é ou não exploração do trabalho infantil, minha reflexão vai um pouco além, mais para perto de nós, dentro de nossas casas.

Nos últimos dias, por conta de empreendimentos que estão em andamento, junto com meu marido-sócio-companheiro e por estarmos reorganizando nossa rotina, a fim de facilitar nosso trabalho doméstico (já que não contamos com empregada), os mais velhos, #aos8 e #aos10, são chamados e também manifestam vontade em ajudar (em muitas horas, confesso, é uma ajuda bem-vinda). #aos10 foi mais além, querendo aprender e dar uma força também nos negócios.

As tarefas normais deles não são poucas: escola, inglês, leituras, atividades extraclasse. Além do pleno direito que eles têm de ser simplesmente crianças. Será certo então deixá-los se envolver tão cedo assim nesses assuntos?

Fonte: MdeMulher

Na época de minha adolescência a Carteira Profissional podia ser tirada aos 14 anos (hoje somente é permitido aos 16). Lembro que com 12, 13, eu já estava ansiosa para exercer alguma atividade, seja em loja, lanchonete, o que aparecesse. Acabei só começando aos 16, pois minha mãe não permitiu antes disso. Conheço pessoas que têm negócios onde os filhos participam, mesmo que timidamente, desde cedo, mesmo que seja para arrumar uns papéis na gaveta ou simplesmente ficar olhando. Há crianças que adoram ir para a cozinha ajudar, que arrumam seu quarto, que trocam uma fralda do irmãozinho mais novo em um momento de aperto. Pergunto novamente: isso pode ser considerado exploração?

Essa mesma sociedade que critica quando damos alguma tarefa a mais para nossas crianças, permite que o trabalho escravo seja amplamente utilizado na construção, no agronegócio, em confecções, com tudo devidamente consumido depois sem culpa (e muitas vezes custando caro). Acha normal (ou finge que não vê) crianças pedindo dinheiro no sinal, sendo exploradas e até alugadas para exploração pelos adultos que deveriam por elas zelar. Ou vê com bons olhos meninas desfilando com visual de adultas, em clima de competição feroz ou ficando mais de 12 horas num casting para um anúncio de tv.

Situações degradantes de trabalho e exploração, obviamente, devem ser duramente denunciadas e combatidas. Existe, inclusive, uma PEC tramitando pelo Congresso a respeito, cuja proposta prevê o confisco das propriedades rurais onde forem constatadas situações assim. Existe pressão e temos que fazer mais ainda, e com muito barulho, para que seja aprovada pelo Governo. Iniciativas semelhantes existem para evitar a exploração de mão de obra infantil.

O que questiono é que se hoje em dia alguém contar que deixou o filho de 9 anos pilotar um fogão (sob a supervisão e proteção dos responsáveis), cortar uma salada ou mesmo varrer seu quarto, é capaz de chamarem o Conselho Tutelar e a pessoa ser processada por incentivar o trabalho infantil (e escravo). Vivemos uma época de histeria travestida de boas intenções politicamente corretas (das quais o inferno está cheio), visando teoricamente o bem estar de nosssas crianças, quando as ações que realmente importam não ganham tanta projeção e importância.

Na segunda semana de julho, circulou pelas redes sociais o excelente texto da jornalista Elaine Brum para sua coluna na Época falando da blindagem imposta pelos pais aos filhos em relação a frustrações, tendo eles a obrigação de prover felicidade a seus rebentos. Quando eles descobrem que o buraco é mais embaixo, fazem beicinho. Não estão preparadas para a vida e não sabem o que é colaboração, coisa cada vez mais valorizada e necessária.

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