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sábado, 17 de março de 2012

O que ensinam as novas famílias

Estava passeando por blogs do grupo Amiga Comenta, da Rede Mulher e Mãe, quando parei no post da Ana Carolina Amado, no blog Loucura Materna. onde ela comenta sobre o preconceito das pessoas com famílias ditas diferentes formadas, principalmente, por casais gays. Nos comentários, dizia-se que as crianças adotadas por essas famílias deveriam ser preparadas para o eventual preconceito que sofreriam. Preocupação que até acho digna e legítima, mas...

O Surgimento das Novas Famílias
O mundo mudou, as famílias mudaram, não existe mais um padrão. Não acho que exija muita preparação com as crianças quanto a isso, pois elas percebem o que ocorre à sua volta. Quando uma coisa é natural e encarada sem tabus ou fogos de artifício, fica natural para elas também.

Agora estou recém separada, mas há 12 anos meus filhos viveram o modelo tradicional familiar. Só que, desde muito cedo, sabem que existem meninos que casam com meninos e meninas que casam com meninas. Então, se passarem na rua e verem um casal assim, ou se por acaso na escola tiver uma família com esse formato, eles não vão estranhar nem um pouco. Acho que não são os filhos dessas novas famílias que têm que ser preparados, mas os das famílias tidas como tradicionais, para livrarem um pouco desses preconceitos nossa sociedade e, um dia, conseguirmos viver com as diferenças em harmonia e com respeito.

Globo.com

\UPDATE 23/04/2013: Estou novamente casada (com o mesmo marido), mas nosso conceito de família continua o mesmo: grupo formado por amor, independente de sua composição.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Sociedade do Photoshop e do Espetáculo

No último domingo, foi transmitida a cerimônia do Grammy. A grande vencedora da noite foi a lindíssima e maravilhosa Adele. Mas os comentários que pipocavam nas redes sociais, especialmente no Twitter, eram do tipo: "Ai, que gorda escrota"; "Baleia cantante"; "Obesa mórbida"... Como se o fato dela ser gorda a desabonasse de alguma forma e, até mesmo, superasse o fato dela ter uma belíssima voz e uma interpretação única.


Quando do episódio da Christiane Torloni, que foi fotografada em uma praia do Rio colocando flores, no dia de Iemanjá, deixando sua forma à vista de todos, comentei que fiquei chocada com os comentários a respeito, em blogs e nas redes sociais e que a cultura do Photoshop estava passando dos limites. Li alguns comentários bem humorados até, mas muitos maldosos, colocando inclusive em dúvida se ela deveria estar na praia por não estar em forma (!). Absurdo semelhante ocorreu com Pierce Brosnan e sua esposa. A mídia o persegue, querendo saber por que ele não a deixa por ter engordado depois da gravidez. Comentam que ela é doente, que passa imagem de doença, denegrindo a imagem dele. 

Cada vez mais tenho certeza de que as coisas estão do avesso e de que nossa sociedade está se afundando em preconceitos, maledicências e inveja. Os valores estão invertidos. Não é nem somente mais o ter acima do ser, mas o de parecer acima de tudo. Tem que parecer magro e feliz, se não é um loser.

"Nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é bunda"

Pior de tudo, esses mesmos valores são passados de geração em geração, de pai para filho, com cargas cada vez mais violentas de veneno. Crianças temem ser gordas, fazem regime, não tomam sorvete, não comem bolo. E ofendem e isolam outras crianças que não seguem o padrão estabelecido. Não defendo aqui a obesidade infantil, tampouco para adultos, pelo contrário. Obesidade é doença e deve assim ser tratada. Mas para servir de parâmetro de comparação e classificação de pessoas, passando por cima de outras qualidades muito mais relevantes é, no mínimo, ignorância.
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