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sábado, 1 de fevereiro de 2014
O amor comemorado como gol
Ontem, no capítulo final de Amor à Vida, aconteceu o esperado beijo gay. Acredita-se que seja o primeiro masculino na teledramaturgia em tv aberta. As redes sociais fervilharam, ouviu-se gritos como de torcida por todo o Brasil. A Globo gravou três possibilidades de cena e só decidiu em cima da hora qual iria ao ar. Eu, particularmente, preferia que fosse um beijo normal, como homem e mulher fazem, não um selinho ensaiado. Mas valeu. Foi, sim, uma vitória.
Melhor ainda, meus filhos testemunharam isso!!! Eles não assistem novelas desse horário, mas fiz questão que assistissem ao último capítulo comigo e com o pai deles, para testemunharem esse momento. Não é a primeira vez que tocamos no assunto com eles, tampouco é a primeira vez que eles assistem a um beijo gay. Mas queria que eles presenciassem esse momento, inédito na tv aberta, sinal de novos tempos.
Em 2012, escrevi um post sobre as novas famílias e sobre como as crianças encaram isso com naturalidade, se for colocado para elas como natural (o que, na realidade, é).
Considero inaceitável, nos dias de hoje, um beijo ser motivo de discussão e que a sexualidade seja colocada como barreira para algo. São pessoas que se amam. Isso deveria bastar. E não me refiro somente a uniões estáveis. Cada um sabe da sua vida. Cada um sabe o momento de ficar, de namorar, de casar. Isso independe de sexo ou de sexualidade.
Gritos de torcida por um beijo gay me emocionam mais do que gritos de gol em jogo do Brasil. Nada contra a Seleção Brasileira, estão fazendo o trabalho deles. Mas, com uma Copa tão amaldiçoada como esta (sem exagero), com tantas promessas vazias, com tanto roubo do nosso dinheiro e sem nenhum benefício para nós, nem antes, nem durante, nem depois... É significativo saber que o amor emociona e que o preconceito, mesmo que devagar, cai por terra. E, melhor, que se tornou "feio" ser preconceituoso.
Feliciano e Malafaia não devem ter tido uma boa noite, kkkkkkkkk
sábado, 17 de março de 2012
O que ensinam as novas famílias
Estava passeando por blogs do grupo Amiga Comenta, da Rede Mulher e Mãe, quando parei no post da Ana Carolina Amado, no blog Loucura Materna. onde ela comenta sobre o preconceito das pessoas com famílias ditas diferentes formadas, principalmente, por casais gays. Nos comentários, dizia-se que as crianças adotadas por essas famílias deveriam ser preparadas para o eventual preconceito que sofreriam. Preocupação que até acho digna e legítima, mas...
O mundo mudou, as famílias mudaram, não existe mais um padrão. Não acho que exija muita preparação com as crianças quanto a isso, pois elas percebem o que ocorre à sua volta. Quando uma coisa é natural e encarada sem tabus ou fogos de artifício, fica natural para elas também.
Agora estou recém separada, mas há 12 anos meus filhos viveram o modelo tradicional familiar. Só que, desde muito cedo, sabem que existem meninos que casam com meninos e meninas que casam com meninas. Então, se passarem na rua e verem um casal assim, ou se por acaso na escola tiver uma família com esse formato, eles não vão estranhar nem um pouco. Acho que não são os filhos dessas novas famílias que têm que ser preparados, mas os das famílias tidas como tradicionais, para livrarem um pouco desses preconceitos nossa sociedade e, um dia, conseguirmos viver com as diferenças em harmonia e com respeito.
| O Surgimento das Novas Famílias |
Agora estou recém separada, mas há 12 anos meus filhos viveram o modelo tradicional familiar. Só que, desde muito cedo, sabem que existem meninos que casam com meninos e meninas que casam com meninas. Então, se passarem na rua e verem um casal assim, ou se por acaso na escola tiver uma família com esse formato, eles não vão estranhar nem um pouco. Acho que não são os filhos dessas novas famílias que têm que ser preparados, mas os das famílias tidas como tradicionais, para livrarem um pouco desses preconceitos nossa sociedade e, um dia, conseguirmos viver com as diferenças em harmonia e com respeito.
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| Globo.com |
\UPDATE 23/04/2013: Estou novamente casada (com o mesmo marido), mas nosso conceito de família continua o mesmo: grupo formado por amor, independente de sua composição.

