sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Arroz Doce

Hoje fiz o post das minhas Pequenas Felicidades e cometi o pecado de ter esquecido do meu arroz doce, que fiz anteontem e que sempre agrada e faz sucesso.

É um doce que eu adoro!!! Quando vou naqueles restaurantes árabes, tipo os que tem na 25 de março, ou a um lugar mais antigo, tipo leiteria, fico olhando na vitrine se tem. Caso tenha, ganha pontos comigo!

Essa é a minha receita, que adaptei de outras que aprendi, com família e em outras receitas.

Foto do Google, meramente ilustrativa, porque o arroz doce daqui já era, rs. Peguei uma que fica com a mesma consistência.

  • Uma panelinha padrão que usamos para fazer arroz cru e lavado (Deve dar o que... Umas 02 xícaras...) A panelinha é para comparar com o arroz salgado que fazemos no dia a dia, pois para cozinhar como se deve, tem que usar panela grande.
  • Açúcar a gosto - eu coloco o suficiente para cobrir o arroz dentro da panela
  • cravo
  • canela em pau (eu uso dois)
  • noz moscada (eu só uso ralada na hora)
  • 01 livro de leite
  • 01 lata de leite condensado
  • 01 xícara de leite de coco
  • raspas de limão
Eu costumo ligar o fogo e dar uma refogada no arrroz, açúcar e temperos. Depois que o açúcar derreter e ficar transparente, cobre isso tudo com água (01 litro, mais ou menos) e deixa cozinhar até ficar no ponto do arroz convencional, sem deixar secar o "molho". Acrescenta o leite, deixa ferver, abaixa o fogo e deixa cozinhar por 10 minutos ou quando ficar no ponto que você gosta.

Quando tudo estiver ok, deixando o fogo baixo como está, coloca o leite condensado, o leite de coco e as raspas de limão (bem pouco). Deixa por mais um pouco, para pegar o gosto de tudo e coloca num recipiente, salpicando com canela em pó. Sirva quente ou frio, à escolha.

Google


Vai bem com um café que é uma beleza!! :D

Pequenas Felicidades - Post 4

A blogagem coletiva "Pequenas Felicidades" é uma deliciosa iniciativa do blog Botõezinhos e nos convida a rever nossa semana e a valorizar mesmo as mínimas coisas boas que nos acontecem.

Amanhã!
A luminosidade
Alheia a qualquer vontade
Há de imperar!
Amanhã!
Apesar de hoje
Será a estrada que surge
Pra se trilhar
Amanhã!
Mesmo que uns não queiram
Será de outros que esperam
Ver o dia raiar

Com toda a sinceridade, nessa semana eu não iria participar do Pequenas Felicidades. Estou muito triste por conta de algumas mudanças inevitáveis que estão ocorrendo e por conta de outras coisas chatas que insistem e me deixar em batalha comigo mesma. Mas não gosto de celebrar a tristeza e, apesar de tantos problemas nessa semana, não desisto de celebrar a vida.
  • Duda fez 01 ano!!!!!!!! Nossa, como passou rápido!!! Parece ontem que aquela bolinha de pelo preta chegou aqui em casa, assustada, numa noite fria e chuvosa, trazida direto da casa de sua mãe.

Essas fotos são do início do ano, as outras estão num outro cartão de memória, depois eu atualizo, rs.

Felipinho caminha para seus 03 anos ativo, inteligente, educadinho, falando bem melhor e... Mamando!!! Rs. Não quer largar por enquanto, kkk. Quanto à fala, na verdade, ele já conversa há bastante tempo e fala direito um monte de coisas, mas quer conversar no nosso ritmo e acaba embaralhando tudo, falando enrolado, quando tenta estabelecer diálogo, rs. Agora está começando a controlar melhor isso, sem precisar de tradução simultânea, rs.

Dani cada vez mais mostra habilidade com ferramentas e máquinas, já conserta um monte de coisas em casa (desde que não mexa com eletricidade, não que ele não saiba, eu que não deixo).

Pedro vai, finalmente, voltar a fazer teatro, coisa que adora. Só falta agora voltar para a capoeira.

Tenho arrumado tempo para voltarmos a ficar juntos quando chegamos da escola, no finalzinho da tarde. Lanchamos, conversamos, brincamos, fazemos bagunça, ouvimos música... É, junto com o jantar, o momento de colocar o papo em dia, após um dia inteiro de atividades minha e deles.

Foi também uma semana de muitas ideias, muita produção e muita criatividade, devidamente guardadinhas para serem soltas no momento certo (sim, estou fazendo suspense, kkkk) :)

Termino a semana com a missão de terminar de organizar minha vida, para que a próxima seja bem melhor que essa.

/Update: teve uma deliciosa felicidade: meu arroz doce, cuja receita coloquei aqui. ;)

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Revivendo a adolescência pelo olhar dos filhos


Anteontem, no Seminário Crescer, aprendi mais um pouco sobre o brincar. As informações foram especialmente úteis para usar com meu pequeno Felipe, de quase três anos. Ele tem dominado as atenções ultimamente, revivendo situações, quebrando antigos paradigmas, relembrando erros passados, com mais tempo e mais maturidade, aperfeiçoando o exercício da maternagem.

Com ele, revivo esperiências antigas e acrescento novas informações. Com o Pedro, do meio, foi "no embalo" pois ele veio 1 ano e 9 meses depois que o mais velho. O que aprendia com um, usava com o outro e vice versa. Com o Dani, mais velho, é diferente, ele é cobaia, sempre "inaugura" situações, rs. E, neste momento, ele está para inaugurar outra fase, a adolescência. Com 11 anos, tamanho de 14 (já está da minha altura), cabeça de, bem... Rs... Depende do humor, pode ser de um bebê de 3 ou de um adolescente um pouco mais velho (e rebelde, e chato, rs). Brincadeiras à parte, é uma fase difícil sim, mas encantadora e cheia de possibilidades.

Cena do Filme "Rei Leão"
Daí que fazia séculos que não assistia Malhação... Ontem, estava um pouco mais cansada que o normal, ao chegar das escolas com os meninos e resolvi deitar na cama, após lanchar e procurar algo para ver rapidamente na tv. Percebi que a adolescência mudou muito pouco. Tirando os modismos, efêmeros, as dúvidas, anseios e aspirações são as mesmas.

Sei que biologicamente a adolescência só começa com 13, 14 anos, mas acho que as coisas estão também mais aceleradas e desenvolvidas, isso inclui os corpos deles. A mente nem sempre acompanha - quase nunca.  E essa fase, 11, 12 anos, quando começam o chamado Fundamental II, quando nem são crianças, nem são adolescentes, mas começam a ganhar mais tarefas e responsabilidades, dá uma pirada... O chamado "mercado" também contribui bastante com a confusão, tentando impor o conceito totalmente equivocado de "pré-adolescência", encurtando a infância com o objetivo de aumentar o consumo e o público consumidor.

Minha adolescência foi uma fase muito especial e moldou 90% de quem eu sou hoje. Aprendi muita coisa sozinha ou trocando figurinhas com amigas, pois não tinha muito a quem recorrer (diálogo não era regra na minha casa). Minhas maiores amizades são dessa época. Um grupo que (junto ou separado pelas distâncias) é unido até hoje, coisa de quase trinta anos, mesmo que se fale somente pelo Facebook. Muito de minha experiência dessa época pretendo usar não para andar por eles, mas para mostrar que nem sempre precisamos ir pelos caminhos mais difíceis para provar algo, seja para alguém, seja para nós mesmos.

Como não tenho filha, tenho que lembrar da minha época, mas tenho que lembrar também de como eram os garotos, acrescentando a isso informação, farta e disponível para pais de qualquer geração se conectarem aos seus filhos, sem muitos abismos.

Ele, felizmente, tem algo que eu e meu irmão por parte de mãe não tivemos: um pai presente. Isso vai ser importante, no que diz respeito a referências.

Faço questão que tenhamos diálogo, falamos abertamente sobre tudo aqui em casa, nenhum assunto fica sem resposta. Cobro muito (reconheço que às vezes de forma excessiva), mas se cobro é para extrair dele e dos irmãos o melhor. Claro que tem as birras típicas, mas isso faz parte e a gente aprende a lidar, ora endurecendo, ora fazendo com que eles riam deles mesmos. As broncas também crescem e aparecem, rs.

O que temos sempre que fazer é ficarmos presentes para sanar as dúvidas, mas também deixar espaço para que cresçam, aprendam e aproveitem o pouquinho de infância que lhes resta, sem acelerar processos, sem pular fases.


http://centraldequadrinhos.com

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Brincar é coisa de criança

"Você pode descobrir mais sobre uma pessoa em uma hora de brincadeira do que em um ano de conversa". Platão

Getty Images

Aconteceu hoje o 4º Seminário Revista Crescer, cujo tema este ano foi "brincar".

domingo, 9 de setembro de 2012

Falando de infância e prevenção

Um rápido prólogo, porque acho que estou devendo uma satisfação a meus leitores.

Fiquei ausente por um tempo (mais longo que gostaria, pois gosto muito de escrever e da interatividade com vocês). Tudo começou com um problema no html do template, que deixou o layout totalmente doido. Como a ajuda do Blogger é zero à esquerda, tive que pesquisar para eu mesma resolver o problema. Problema resolvido, aí vieram as demandas, o desânimo de escrever ou simplesmente falta de tempo, apagando incêndios. Felizmente, me mantive ativa nas redes sociais, o que minimiza um pouco a "saudade".

Sim, foram muitas demandas, mas não quero ficar falando de mim, tampouco me lamentando. Estou de volta à blogosfera.

Nesses quase dois meses que fiquei "fora" alguns assuntos bombaram. Vou atualizando por aqui aos poucos, para não gerar posts gigantescos, rs. Mas um em especial me chamou atenção, por afetar diretamente meu cotidiano.


No início de agosto, recebi um convite muito fofo da Osmogel para participar do evento "Mães em Ação", um café da manhã que aconteceu no Jardim Botânico, no Espaço de Plantas Medicinais, seguido de um bate papo com o Dr. Edmilson Migowski (pediatra, infectologista e diretor do Instituto Prevenir É Saúde) sobre prevenção de acidentes infantis. Infelizmente, não pude estar presente, mas me inteirei do que rolou no evento, que marcou o Dia da Prevenção de Acidentes com Crianças, celebrado no dia 31/08.

Acidentes são a primeira causa de morte e sequelas em crianças e a prevenção é a única forma de evitar isso. Achamos que nunca vai acontecer conosco, até que a fatalidade ocorre. 90% dos acidentes podem ser evitados.

Desde uma exposição prolongada ao sol, passando pela cozinha ou pela área de serviço (locais extremamente perigosos para crianças, especialmente as pequenas), pelo trânsito, piscinas, praias... São vários lugares e situações e todos eles fazem parte do nosso dia a dia. Sabendo evitar, os acidentes não ocorrem, tampouco evoluem para algo mais grave. Pensando nisso, a Osmogel editou essa interessante cartilha, leitura obrigatória para pais e cuidadores, com várias dicas de prevenção. Vale a pena baixar e dar uma lida!!!!


Outras blogueiras daqui do Rio estiveram presentes (felizmente conheço bem todas essas lindas): Eliane CecconSofia Amorim (que fez um post super completo a respeito, com importantes dados e estatísticas), Chris FerreiraRebeca Brício e Mari Hart Dore. Foi uma manhã super agradável, algumas levaram os filhotes e estes se divertiram muito no espaço destinado a eles. As fotos do evento podem ser conferidas aqui.

Parabéns a todos os envolvidos pelo sucesso do evento e por trazer esse assunto tão importante ao debate.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Esmalte e Atrevimento

"Nós, os malucos, vamos lutar
Pra nesse estado continuar
Nunca sensatos nem condizentes
Mas parecemos supercontentes
Nossos neurônios são esquisitos
Por isso estamos sempre aflitos
Vamos incertos
Pelo caminho
Nos comportando estranhos no ninho
Quando a solução se encontra, 
um maluco é do contra

Mas se vai pro lado errado, 
um maluco vai do lado

Malucos, a nossa vida é dar bandeira
ligando a luz da cabeceira,
se a água pinga na torneira
Malucos, a nossa luta é abstrata
já que afundamos a fragata,
mas temos medo de barata

Nós, os malucos, temos um lema
Tudo na vida é um problema
Mas nunca tente nos acalmar
Pois um maluco pode surtar
Os nossos planos são absurdos
Tipo gritar no ouvido dos surdos

Mas todo mundo que é genial
Nunca é descrito como normal
Quando o papo se esgota,
um maluco é poliglota
Mas se todo mundo grita,
um maluco se irrita

Malucos, somos iguais a diferença
e todos temos uma crença:
seguir a lei jamais compensa
Malucos, somos a mola desse mundo,
mas nunca iremos muito a fundo
nesse dilema tão profundo

Malucos, a nossa vida é dar bandeira
ligando a luz da cabeceira,
se a água pinga na torneira
Malucos, a nossa luta é abstrata
já que afundamos a fragata,
mas temos medo de barata"

Fernanda Reali, estou na área!!!

Ousadia para mim é vermelho. Para esse post escolhi o "Atração Fatal", da Colorama. Intenso como paixão. Porque para ser atrevido, tem que ser um apaixonado. Pela vida, principalmente.

É com muito prazer que hoje estreio nessa blogagem coletiva. Me apaixonei por ela aos poucos, curtindo semanalmente os posts.

O tema de hoje praticamente me obrigou a participar. Sou louca de pedra. Sou atrevida. Sou desaforada. Sou kamikaze, se a situação pedir.

Me junto a esse bando de louco (sem alusão ao Curíntia, please) que não tem medo de falar, se expor, chorar, rir alto, se jogar, dar chilique, sair na porrada ou de simplesmente sorrir para um estranho. Como disse a Lola Diacuy, "ousadia... e alma livre". Um caleidoscópio de ideias, contestações, de onde sai a criação, de onde saem soluções e também de onde sai muita encrenca.






Pequenas Felicidades - Post 3

A blogagem coletiva "Pequenas Felicidades" é uma deliciosa iniciativa do blog Botõezinhos e nos convida a rever nossa semana e a valorizar mesmo as mínimas coisas boas que nos acontecem.

Fiquei um tempinho fora blogagem coletiva. Não que em dois meses e pouco não tivesse tido nenhuma felicidade, pequena ou grande. Mas demandas (sempre elas) unidas a probleminhas pontuais de saúde atrapalharam um pouco a garimpagem semanal de prazeres. Mas eles estiveram presentes e nessa semana volto a listá-los.

Foi uma semana que começou com febre do pequeno, adiamento de compromissos, algumas tristezas por coisas que às vezes fogem ao controle, frio e chuva. A chuva foi cessando, as nuvens dissipando e as coisas foram voltando ao seu lugar. Felipinho já está ótimo e comendo, os três estão de férias e tudo se encaminha para um final de semana em paz e com sol :D

Sexta, 15/07, foi o último dia do ano letivo dos meninos antes das férias. E as três escolas aproveitaram para fazer festa!!! As do Dani e do Pedro fizeram as respectivas festas juninas internas, para os alunos e a do Pedro fez uma linda apresentação para os pais, todas com músicas de Luiz Gonzaga, em homenagem ao centenário de seu nascimento.

Pedro dançou muito bem e era um dos mais animados!!!

Tirando o chapéu, que foi ideia da professora, ele é que produziu o visual para a festa.

Na escolinha do Felipe, como já tinham feito festa junina, aproveitaram os trabalhos feitos para a Rio+20 e fizeram uma apresentação para os pais, com os trabalhos e com performance dos pequenos. Foi a primeira apresentação do Felipinho!!!!! :D (Primeira porque não participamos da festa junina, já que foi no dia seguinte que eu me acidentei, fraturando a costela e ainda estava com muita dor).

Aguardando o começo da apresentação.



Pau brasil que será plantado no quintal da escola.


Xote Ecológico

Lindão se apresentando direitinho!!!











Meus três lindos - Daniel, Pedro Henrique e Luís Felipe.

Nessa apresentação do Felipe tive uma emoção a mais: a turma do EI-10 apresentou "A Linda Rosa Juvenil" como parte do evento. Eu, com a mesma idade (por volta de 5 anos) também apresentei, fazendo o papel da Rosa. Pode parecer besteira para alguns, mas essas lembranças de minha infância me emocionam de verdade. Mostram de onde vim, quem eu realmente sou e me lembram de nunca esquecer que aquela menina sou eu!!!







Sexta 15/07 também foi Dia Mundial do Rock. Para uma família de roqueiros é uma super data, com muito a comemorar!!!



Por fim, tivemos bons momentos gastronômicos (com esse frio só dá vontade disso, rs): um risoto especial de abobrinha que nasceu de um improviso e as impagáveis esfihas do maridão.




Um super final de semana e que a próxima semana seja ainda melhor!!!!!!!!!!!!

UPDATE!!!
Felipinho, brincando de montar com seus bloquinhos coloridos, vem e me mostra, dizendo que fez um pão!!! :D



domingo, 15 de julho de 2012

Infância Comercializada em Cotas

http://migre.me/9Uils

Hoje eu iria escrever sobre as férias dos pequenos e dicas de como aproveitá-las sem enlouquecer ou perder os empregos. Mas esse assunto vai ter que ser adiado. Dando uma passada pelos jornais pela manhã (coisa que aos domingos consigo fazer de forma mais, digamos, completa) me deparei, com um pouco de atraso, com a notícia no Estadão de que um debate sobre a obesidade infantil, tema mais que importante, por se tratar de um transtorno que em muitos países já se transformou em epidemia, foi cancelado do 16.° Congresso Mundial de Ciência e Tecnologia de Alimentos porque, segundo sua presidente, a Dra. Glaucia Pastore, o tema afugentaria patrocinadores do evento.


O Congresso será realizado de 5 a 9 de agosto, pela primeira vez no Brasil.


Qualquer pai e mãe responsável (não precisa ser cientista, médico ou doutor em qualquer coisa para saber disso) sabe que a obesidade infantil é um dos maiores problemas de saúde pública no mundo. E se torna mais grave quanto maior o poder de compra da população. Não por acaso, com a explosão de consumo nas últimas décadas, o problema também já é nosso, aqui no Brasil. É, portanto, grave, que num evento que pretende discutir de forma séria temas como alimentação e saúde patrocinadores interfiram na pauta a esse ponto. Tão grave quanto médicos receitarem medicamentos porque os laboratórios fabricantes lhes deram "agradinhos" em congressos.


Abaixo, para finalizar, reproduzo o manifesto da jornalista Claudia Visoni, que pode ser direcionado aos organizadores do evento (através de um "Fale Conosco" na página oficial) ou servir de pauta para discutirmos o assunto em sociedade, já que os profissionais que deveriam discuti-lo de forma isenta estão mais preocupados com "jabás" e patrocínios que possam contabilizar.



CARTA ABERTA AOS ORGANIZADORES DO 16º CONGRESSO MUNDIAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE ALIMENTOS


Somos um grupo de mães e pais, cidadãos preocupados com a saúde da próxima geração. Temos conhecimento de que a obesidade infantil é um dos principais problemas de saúde pública enfrentados pela humanidade atualmente e sabemos que os maus hábitos alimentares comprometem o futuro das crianças de hoje, adultos de amanhã. Estima-se, inclusive, que pela primeira vez em séculos sua longevidade será inferior à de seus pais. 


Sabemos também que a má nutrição infantil está intimamente relacionada com a influência da publicidade, que despeja sobre esse público doses maciças de mensagens que visam incentivar o consumo de alimentos de altíssimo valor calórico e baixíssimo conteúdo nutricional. Estamos falando refrigerantes, biscoitos, salgadinhos, pratos prontos, doces, guloseimas e demais produtos com altos teores de açúcar, sódio, gordura, carboidratos refinados, corantes, conservantes e outros aditivos potencialmente danosos à saúde. Se a dieta das crianças fosse baseada em alimentos naturais, frescos e integrais, preferencialmente orgânicos, a epidemia de obesidade infantil acabaria imediatamente. 


Acreditamos que não existe tema mais importante do que o futuro da humanidade para ser debatido 16.° Congresso Mundial de Ciência e Tecnologia de Alimentos. No entanto, ficamos sabendo que tal assunto não será abordado para não desagradar os patrocinadores. Estarrecidas diante desse fato, temos perguntas a fazer:


- Os senhores têm conhecimento das pesquisas alarmantes sobre o efeito da alimentação industrializada na saúde infantil?


- Os senhores não se importam com a saúde das crianças?


- Os senhores acreditam que pautar um congresso a partir das expectativas dos patrocinadores é fazer ciência?


- Os senhores têm como objetivo apenas descobrir novas maneiras de utilizar ingredientes artificiais e potencialmente prejudiciais para criar produtos altamente lucrativos para a indústria e de péssima qualidade para os consumidores?


- Os senhores têm algum interesse genuinamente científico nesse evento ou pretendem apenas aproveitar as verbas oferecidas pelos patrocinadores para farrear em Foz do Iguaçu?



quinta-feira, 12 de julho de 2012

Improvisando Um Risoto Cremoso de Abobrinha

Ontem, terminando o dia, coloquei a cachola para funcionar para fazer um acompanhamento bacana para os bifes de contrafilé que iríamos fazer à noite. Queria mesmo era o Risoto Verde da Chris Ferreira mas, além de não combinar com o bife, não tinha todos os ingredientes em casa e não estava a fim de comprar. Queria algo que já tivesse. Então, "de pronto", como se diz em Sampa, bolei essa receita simples e fácil de fazer.

Só um adendo: eu sei que o verdadeiro risoto se faz com arroz arbóreo, manteiga, vinho branco e caldo, com todo aquele procedimento de ir hidratando durante o cozimento. Esse não é assim, é mais simples e rápido para o dia a dia. Fiz com arroz branco, mas creio que fique delicioso com arroz integral (cateto).

Risoto Cremoso de Abobrinha

  • 03 abobrinhas italianas raladas
  • 02 cebolas raladas
  • 03 dentes de alho
  • bom vinagre ou vinho branco seco
  • salsa
  • parte verde da cebolinha
  • sal
  • pimenta do reino preta
  • azeite
  • duas latas de creme de leite com soro e tudo
  • arroz (eu usei a mesma quantidade que faço no dia a dia, uma panela/caçarola média)

Fiz um pouco mais consistente porque é a preferência do pessoal daqui de casa.
Eu prefiro mais cremoso.

Lave bem o arroz, como de costume e reserve. Numa panela grande (porque o bicho cresce e rende que é uma beleza) refogue a cebola com o azeite até ficar transparente. É só para tirar a acidez e não perder as propriedades. Acrescente as abobrinhas raladas, refogue junto. Coloque um jato do vinagre/vinho, para dar sabor, sem acentuar a acidez (que some com o calor).

Acrescente sal e pimenta do reino, deixe refogar mais um pouco tudo até começar a formar caldo. Quando isso ocorrer, junte o arroz, refogue um pouco tudo e cubra com água, deixando a panela tampada até começar a ferver. Daí, deixe a panela meio tampada e observe até começar a secar.

Atenção que não pode secar totalmente, como no arroz comum! Tem que ficar úmido. Assim que a água começar a baixar, tampe novamente a panela para o arroz "engordar". Quando estiver no ponto de estar úmido, mas com o arroz pronto e sem grudar no fundo, acrescente o creme de leite, misturando bem. Coloque mais azeite e acerte o sal e a pimenta, se achar necessário. Deixe por um ou dois minutos em fogo bem baixo, verificando sempre para não grudar no fundo, dê uma mexida final e está pronto.

Sirva com queijo ralado por cima assim que ficar pronto. Se sobrar para o dia seguinte, é só esquentar em fogo bem baixo, que fica bem legal ainda para comer.

Aproveitem, fica uma delícia. As crianças amaram!!!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

TDAH, a droga da obediência e os rótulos

Google


Há alguns dias, no blog Conteúdo Livre, um artigo do Estado de Minas, ""Droga da obediência" prestes a se tornar epidemia" chamou minha atenção e hoje, pelo Facebook, a discussão sobre o uso indiscriminado de medicação para transtornos de comportamento infantil voltou à tona. “O que estão fazendo com as nossas crianças? Como estão sendo diagnosticados esses pacientes? E os remédios, como estão sendo prescritos? É algo que está sendo dado para a ansiedade dos pais, dos educadores e dos psiquiatras para responder às inquietações dos meninos. Alguém está preocupado com isso?” são perguntas feitas no artigo e que muito intrigam e angustiam pais e mães que passam por suspeitas ou diagnósticos de fato.


Como mãe e como pessoa que procura estar bem informada antes de tomar uma decisão, vejo com muita reserva essa prescrição rápida de medicamentos para crianças diagnosticadas com TDAH e outros transtornos semelhantes ou complementares a esse. Eu sofro desse problema e digo que não é fácil manter-se focado e organizar-se. Mas não faço uso de nenhum medicamento. Isso demanda algum sofrimento para me adaptar, mas prefiro isso a ficar dependente química. No caso de crianças, isso tem que ser pensado e repensado. Tem que pesar os prós e contras. Benefícios reais versus consequências a médio e longo prazo. Temos que ver alternativas antes de chegar ao medicamento. E, se ele for inevitável, como vamos fazer para a criança não ficar dependente dele.


Outro problema é que existe um excesso de diagnósticos, muitas vezes feitos por profissionais não qualificados para identificar na criança características específicas que os justifiquem. As escolas, quando não conseguem lidar com crianças fora do padrão de comportamento que julgam adequado, são as primeiras a rotular. Começa com um chamado, reunião com coordenadores pedagógicos até a taxação efetiva: seu filho tem o transtorno e é preciso tratá-lo. Isso antes da criança passar por qualquer avaliação médica, baseados apenas em comportamentos pontuais, que podem ser desde tédio com o sistema de aula até outra coisa totalmente diferente (e mais séria até). A blogueira e artesã Lu Brasil relata isso aqui e eu também passei por isso, com meu filho mais velho, quando ele tinha quatro anos e estava no Jardim II. Estava numa fase muito rebelde, não obedecia prontamente (fase essa que durou, por sinal, alguns anos). Mas, nesse caso, ele não se interessava por algumas atividades ou simplesmente preferia ficar sozinho no canto da leitura folheando livros. Foi o bastante para me chamarem e dizerem: "Olha, seu filho tem ou altismo ou TDAH. Vamos indicar profissionais para tratá-lo". Recusei imediatamente a indicação, levamos à neuropediatra, depois ele fez um tempo de terapia e chegamos à conclusão de que elas estavam totalmente enganadas.

É fácil rotular e dar um remedinho, em vez de resolver de fato a situação. É mais cômodo, para pais e para a escola. Poupa tempo de todos, a criança obedece e fica tudo certo. Não, não fica!!!! Na verdade pode-se piorar o problema, jogando-o para baixo do tapete. Ou criando um problema que simplesmente não existe.


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