Pela primeira vez, estou participando da Blogagem Coletiva "Pequenas Felicidades", uma inciativa do blogBotõezinhos, que também conheci recentemente. Já havia lido em alguns blogs amigos, como o da Fernanda Reali e o Inventando com a Mamãe, da Chris Ferreira, entre outros queridos, e vejo que a Mari Hart Dore, do Diário de Uma Mãe Polvo! também fez sua estreia.
O tema inicial deste post seria "o tempo", inspirada por uma montagem feita pela minha cunhada com fotos de várias épocas dos meus filhos no Facebook dela. Um filme passou em minha cabeça e quis muito falar sobre isso. A montagem pode ser conferida abaixo. Mas, incentivada pelo post da Mari, percebi que o meu de hoje tinha tudo a ver com essa blogagem e resolvi aderir de vez.
Felicidade para mim é ter minha família por perto, bem e feliz. É ir a uma praia, a um parque ao ar livre ou mesmo dar um banho na cachorra e acabar molhando todo mundo e rindo muito disso. Depois, segue um almoço e um filme ou um jogo, com a participação de todos.
Já quis muito, hoje sou grata pelo que tenho, que é muito mais do que sonhei e não tem preço. Saí de uma séria crise pessoal, demoli meu castelo de cartas sobre sal e areia agora sigo cada vez mais buscando meu prumo. E minha família tem um papel fundamental em tudo isso. Faço por mim, mas também e, principalmente, por eles.
Os responsáveis por tudo isso que resolveram, um dia, que teriam uma família e seriam felizes. Erraram muito, mas acertaram mais ainda. O resultado, pode ser conferido abaixo.
Hoje comemora-se o Dia do Livro Infantil, em homenagem ao nascimento de Monteiro Lobato e também começa no Rio de Janeiro a 14ª edição do Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens. Passem lá no Pequenos Leitores para saberem mais, sobre a data e sobre esse super evento.
Hoje, no blog Pequenos Leitores, dou uma super dica de evento literário, o "Conversas ao Pé da Página", que se realizará em São Paulo nos dias 02 e 03 de maio. Passem lá para maiores detalhes e inscrições. Imperdível!!!
Em pleno processo de metamorfose, mudo também a cara desta espelunca que vos fala. Ficou bonitinho, mas ainda não é o formato final. Na verdade, nem sei se esse blog aqui terá um formato final, pois é meu laboratório e, assim sendo, há necessidade de estar sempre mudando.
Tem um hiato bem grande entre a última postagem e esta aqui. Não foi falta de inspiração, mas foi um misto de falta de tempo, de paciência, período de tristeza, seguido de período de profunda reflexão. Nesse meio tempo, exerci minha capacidade de pedir perdão e de perdoar e voltei a ser casada com o amor da minha vida. Comecei a acertar mais minha agenda. Joguei muita coisa fora, deixei coisas e pessoas irem, umas por minha vontade, outras por vontade alheia à minha. Pessoas voltaram ao meu (seleto) círculo de convivência.
Passado o tal do inferno astral, o que sinto agora é que há uma grande folha em branco para preencher.
O blog está de volta, aos poucos atualizo os assuntos. Agora só quero dizer: obrigada!!!!
Hoje comemora-se o Dia Internacional da Síndrome de Down. Na boa, é muito dia internacional, não é não??? Acho que se tivessem menos 'dias internacionais" e mais ações efetivas, esse tipo de data comemorativa não teria sentido. Não se trata nem de preconceito, porque isso só com educação de gerações se cura. Trata-se de não preservação de direitos básicos.
Ontem me deparei com um texto da Mari Hart Dore, do blog "Diário de Uma Mãe Polvo!", que me deixou muito triste. Nele ela conta a experiência mal sucedida de inclusão escolar de seu Leo. Gostaria muito que lessem o post com muita atenção. Notem que a experiência não foi numa escola convencional, onde a justificativa sempre é a de que os profissionais não estão preparados para lidar com essas crianças. A experiência foi numa escola destinada a crianças deficientes.
Eu sou de opinião que as crianças deveriam estudar, todas, em escolas regulares. Que essas escolas regulares deveriam estar preparadas para receber crianças de todo tipo. Mas não é o que ocorre. A alegação sempre é de que não há preparo, não há estrutura, não há pessoal suficiente... Mas, na verdade, não há vontade de fazer. Crianças diferentes (seja essa diferença evidenciada por deficiência ou não) são vistas como problema. E aí são criadas escolas destinadas a essas crianças, que também, na maioria das vezes, não cumprem o papel da socialização, que é o principal objetivo de uma criança estar na escola. No caso das crianças sem deficiência aparente, joga-se a bola para psicólogos e outros profissionais, sempre fora da escola.
Além do problema das escolas, que não cumprem o papel que deveriam cumprir, existem as dificuldades do dia a dia, como pessoas sem deficiência parando em vagas destinadas a deficientes, falta de acessibilidade nos prédios e nas ruas e quase impossibilidade de usar o transporte público, pois os profissionais não estão capacitados para atender a esse público e, muitas vezes, tampouco têm vontade de ajudar.
Há muito o que fazer, da parte de governos e sociedade. E acho que deveríamos cobrar muito mais do que cobramos. Através de projetos de lei, através da Justiça, por todos os meios que dispusermos. Pagamos impostos altos e nossos filhos têm direitos como cidadãos brasileiros que são. Direito, principalmente, à dignidade!!!
Hoje ocorre o equinócio de outono, quando dia e noite têm a mesma duração, quando fica mais fresquinho e quando estamos para finalizar o primeiro trimestre, nos encaminhando para o meio do ano. É um bom momento para verificar nossa primeira colheita e ver o que pode ser feito para melhorar.
Meu aniversário é um pouco antes do outono e sinto muito isso. Esse ano é especial, muita coisa ocorrendo ao mesmo tempo. Mudanças que já eram para ter acontecido há tempos estão acontecendo agora, na marra. Dói, mas é bom. Tenho dois anos para me preparar para chegar aos 40 do jeito que eu quero. Estou reaprendendo coisas que tinha esquecido, aprendendo novas e aprendendo a esquecer o que não me interessa. E, mais que tudo, aprendendo a ver as coisas de forma mais leve.
Na terça-feira passada, tinha reunião na escola do meu do meio. Como sabem, ele agora estuda em escola pública. E era reunião geral, com a diretora: auditório lotado, ainda sem ar condicionado (e era um típico dia de verão carioca). Para completar, atrasei um pouco para levá-lo à escola. E Felipinhho teria que ir junto, pois não havia ninguém para ficar com ele em casa. Mentalmente já fiz o discurso de que não poderia ficar, que depois, por favor, elas me repassassem o conteúdo da reunião. Estava me sentindo mal, talvez pressão baixa... Mesmo assim, coloquei o kit Felipinho na bolsa: biscoito, maçã, água e o celular, onde ele desenha, ouve música, joga (inclusive jogos que eu fico olhando com cara de pata, sem nem saber por onde começar)... Cheguei na escola uns 5 minutos atrasada somente, muito menos do que eu esperava. Entrei com o Felipe no colo, auditoório já lotado, como eu esperava. Oba! Alguém me cedeu o lugar! Assisti toda a reunião, Felipe praticamente tomou café da manhã no meu colo, reclamou algumas vezes, eu o abanei, a moça ao lado também abanava e ele se entreteve com o celular na maior parte do tempo. Consegui, inclusive, falar com a diretora alguns assuntos que estavam pendentes e dei duas sugestões que queria dar.
Na volta, ele conversou muito, como sempre, passou por vários tipos de flores no caminho, me dizendo a cor de todas elas. Me mostrou algumas coisas que chamaram sua atenção. Entramos na padaria para comprar pão, pois eu tinha saído sem comer nada. E meu lindo surpreende mais uma vez: faz questão de levar o saco de pão. Levou até em casa, não deixou eu tirar nem morto, rs! Um gentleman!!!
Assim como nesse post, Felipinho, quem eu chamo muitas vezes de "Minha Alegria", me ensina a viver com mais leveza e sem reclamações desnecessárias. Obrigada, meu bebê!!!
Update: Feliz Dia do Blogueiro para nós que compartilhamos histórias, informação e conteúdo e somos a nova mídia - colaborativa e livre!!!
Estava passeando por blogs do grupo Amiga Comenta, da Rede Mulher e Mãe, quando parei no post da Ana Carolina Amado, no blog Loucura Materna. onde ela comenta sobre o preconceito das pessoas com famílias ditas diferentes formadas, principalmente, por casais gays. Nos comentários, dizia-se que as crianças adotadas por essas famílias deveriam ser preparadas para o eventual preconceito que sofreriam. Preocupação que até acho digna e legítima, mas...
O mundo mudou, as famílias mudaram, não existe mais um padrão. Não acho que exija muita preparação com as crianças quanto a isso, pois elas percebem o que ocorre à sua volta. Quando uma coisa é natural e encarada sem tabus ou fogos de artifício, fica natural para elas também.
Agora estou recém separada, mas há 12 anos meus filhos viveram o modelo tradicional familiar. Só que, desde muito cedo, sabem que existem meninos que casam com meninos e meninas que casam com meninas. Então, se passarem na rua e verem um casal assim, ou se por acaso na escola tiver uma família com esse formato, eles não vão estranhar nem um pouco. Acho que não são os filhos dessas novas famílias que têm que ser preparados, mas os das famílias tidas como tradicionais, para livrarem um pouco desses preconceitos nossa sociedade e, um dia, conseguirmos viver com as diferenças em harmonia e com respeito.
\UPDATE 23/04/2013: Estou novamente casada (com o mesmo marido), mas nosso conceito de família continua o mesmo: grupo formado por amor, independente de sua composição.
Aproveitando algumas circunstâncias favoráveis, comecei o processo de desfralde e desmame do Felipinho. Estou aguardando vaga na creche do bairro e gostaria que ele fosse para lá mais independente.
Google
O Desfralde
Melhor impossível!!! Xixi aprendeu de pronto - e sem penico ou redutor de assento. A gente coloca ele sentadinho, segurando em nós e ele faz. É claro que no início aconteceram acidentes, tanto de dia quanto à noite. Só que ele tem um ponto a favor: detesta ficar sujo.
Aqui, nos dois primeiros, vivi duas situações distintas: Dani assim que começou a ir ao banheiro, por volta dos dois anos, nunca mais usou fraldas na vida. Já Pedro demorou um pouquinho e à noite ainda precisava de atenção especial.
Eis que Felipinho passou dos dois anos e ficávamos pensando em quando seria a vez dele. Até que chegou um dia em que constatamos que tinha acabado a fralda. Decretei: vai ser hoje!! Conversei com o baby e, claro, não adiantou nada, ele fez xixi da primeira, segunda e terceira vez no chão. Mas, observador como ele só, começou a perceber que não era daquela forma. E, vamos combinar, que no desfralde a família tem que ter disponibilidade, pois esse é o grande segredo, a meu ver. De dez em dez minutos, aproximadamente, eu perguntava a ele se ele queria fazer xixi. Fiz na frente dele, para ele ver como é e até rolou o "Tchau, xixi!!!". Da primeira vez que ele fez direito, dei beijinho, elogiei, disse que era isso mesmo, que ele era muito esperto. Não demorou muito para ele, do jeitinho dele, começar a me avisar: vinha correndo de onde estivesse brincando, tirava a cuequinha (box, off course, que meu baby é gatinho e anda na moda, rs) e falava várias vezes: "Mamãe, xixi!!! Mamãe, xixi!! Mamãe, xixi!!!". É muito engraçado e, ao mesmo tempo, muito gratificante ver meu princepezinho lindo aprendendo a se virar sozinho tão rapidamente. Independência se conquista com perseverança e com o apoio da família.
Já com o cocô... Ficou três dias sem fazer. Eu já estava entrando em desespero. Combinamos que iríamos comprar fralda, pois desconfiamos que ele estava com medo de fazer sem. Com a fralda, ele tinha um jeitinho peculiar de fazer cocô: abaixava de cócoras e ficava nessa posição até fazer tudo. Aí vinha para nós, como que para mostrar e para tomar banhinho.
Superado o medo inicial, agora ele faz também direitinho. E não chegou a fazer o nº 2 no chão nenhuma vez!!! Agora, nem de fralda dorme mais, quando ele não pede eu mesma levo ao banheiro para fazer xixi caso acorde de madrugada. Não tenho saído para longe com ele, mas pretendo continuar sem a fralda mesmo quando sairmos, dando preferência a lugares que tenham banheiros decentes ou fraldários/bamheiro família. Agora que ele pede e está se controlando tão bem, acho que seria um retrocesso colocar fralda em qualquer circunstância.
Com esse desfralde tranquilo, me sinto confortável para dar algumas dicas para as mamães que estão passando pelo mesmo período:
O primeiro sinal de que o baby está pronto para começar o desfralde é quando ele começa a avisar que fez ou que vai fazer. Já é meio caminho andado para ele aprender sem medo, independente do método e do acessório que se use com ele.
Vá sempre com calma e paciência. Tem que ter disponibilidade, para levar em vários períodos do dia (que não podem ser longos, tem que ser mais ou menos de 10/10, 15/15 minutos), para perguntar sempre se ele quer fazer. Tem que ter carinho. Tem que elogiar, quando dá certo, sem fogos de artifício. Da primeira vez, a ênfase e o entusiasmo podem ser maiores, para estimular. Mas, depois, encare como algo natural. Se ele se amedrontar, pare e depois volte de novo, com mais calma.
Acidentes acontecerão sempre, no início. Nem pense em brigar com a criança por causa disso!!!
É que nem andar de bicicleta, rs, quando vê, já foi. E não esquece mais, kkkk.
Ah, tá, o desmame... :/
Well... kkkkkk... Isso vai ter que ficar para outro post, pois o moleque não larga o peito de jeito nenhum, rs. Se teve algum progresso??? Ahn, serve dizer, em certos períodos do dia: "Acabou o mamá", seguido de um chilique da parte dele??? É, isso vai ter que ficar para depois. Mas não estou muito preocupada não, pois sei que, apesar de me incomodar, quando tenho algo a fazer, faz bem a ele. Uma coisa por vez...
Update 06/02/2013: Sobre desmame, que não ocorreu, eu conto em outro post...