quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

30 dias para os 40

Quem me acompanha lembra que, ano passado, postei que estava próxima aos 40. E o dia está chegando, exatamente daqui a um mês, em 12 de março. A pisciana com ascendente em Leão, Lua em escorpião e Vênus em Aquário entrará nos 4.0.

Inspirada em post recente da Mari Hart, do blog Diário de Uma Mãe Polvo, fiz uma pequena retrospectiva mental e cheguei à conclusão de que o que dizem, de estar melhor aos 40 do que aos 20 não é desculpa de quem está entrando na chamada "idade da loba". É a mais pura verdade.

Imagem: Página Garotas de Atitude (Facebook)

Com esse tempo de vida, dá para ter aprendido algo, não é? Nada mais somos que crianças que cresceram e que fingem ter responsabilidades. Mas a sabedoria vem, de uma forma ou de outra.

Assim como minha amiga Mari, em seu post, digo não com muito mais facilidade. Sem remorso.

Aquela conversa de separar o joio do trigo... Sempre tive feeling para sentir as pessoas. Tem gente que gosto de graça, outras que não me convencem de jeito nenhum. Isso fica mais apurado a cada dia.

Desapego. Não acumulo nada que não seja de extrema importância ou utilidade. Doando ou jogando fora, sempre abro espaço para o novo e para a energia circular.

Ainda não aprendi a ter foco e a ser organizada. Mas estou melhorando muito. Quem sabe até os 50...

Formei uma família que posso considerar a dos meus sonhos. Temos muito amor entre nós. E olha que, aos 20, eu sequer cogitava ter filhos, não fazia parte dos meus planos. Hoje tenho três meninos, fora os gatos e cachorra. Um marido que, independente do que aconteça conosco, sempre vai ser, acima de tudo, meu amigo. E, por circunstâncias da vida, minha família de origem também está, por mim, se juntando novamente.

Fiquei mais chata e mais exigente. Não me contento com pouco. Nem com coisa vagabunda (seja o que for). Também fiquei mais intolerante com o que me incomoda. 

Aprendi a dar o trabalho exatamente o valor que ele tem. Tenho, hoje, o privilégio de trabalhar com o que gosto, da forma que acho conveniente.

Cometi muitos erros, poderia ter uma vida bem diferente e confortável hoje. Acho que aprendi com eles.

Meu raciocínio hoje é 100 vezes mais rápido que há 20 anos.

Mudo de opinião e peço desculpas sem nenhum problema.

Gosto de cuidar da minha casa. Ela é meu porto seguro e eu sou seu pilar.

Aprendi que tenho que me cuidar para estar bem, não somente para estar bonita. A beleza é consequência de boa saúde e bom estado mental e de espírito. Equilíbrio é a palavra.

Eu sou a responsável pela minha vida, mais ninguém. Consequentemente, pela minha felicidade (ou não).

Quilos a mais não são desejáveis. Tenho que trabalhar muito mais para perdê-los, além do risco de ficar doente. Aos 20, comia o que queria, malhava todos os dias e ficava tudo certo. Hoje, tudo tem que ser planejado.

Aliás, planejamento é tudo para termos liberdade.

A felicidade é uma questão de humor do dia.

Alguns já sabem, minha mãe, que está num estado de senilidade avançado, devido a problemas de saúde (apesar de só ter 66 anos) está morando comigo. Foi um reencontro conturbado, muitos conflitos a serem resolvidos que me fizeram pensar e refletir muito. Sobre meu futuro, sobre como estarei amanhã. Agradeço por essa oportunidade e por isso estar acontecendo justamente agora.

Parabéns para mim!!!

Foto: Mari Hart (Mari Hart- Photo & Soul)

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Cuidando de idosos em família

Imagem: Secretaria de Saúde da Bahia


"Você verá a minha vida através dos seus olhos assim como a sua vida será enxergada através dos meus. O filho se torna o pai e o pai se torna o filho"

Quando o ciclo da vida bate à nossa porta...

Eu não pensei que um dia cuidaria de idosos. Não que não ache certo cuidá-los, pelo contrário. Acho que devem ser amparados pela família e que a maturidade e a experiência têm que ser valorizada, temos muito a aprender. Mas, por questões familiares que, no momento, não vem ao caso, achei que por aqui isso não iria acontecer. Só que foi necessário e tive que tomar a frente da situação (com o auxílio do meu irmão), para o bem estar físico e mental da pessoa. No caso, minha mãe, que é portadora de câncer e, devido à doença e a sequelas do estilo de vida que levava, entrou num estado de senilidade avançado, apesar de ter apenas 66 anos.

Atualmente, ela se encontra hospitalizada (hoje já passou do CTI para a unidade semi intensiva, acabei de receber informações), por conta de complicações próprias da doença, causando muita preocupação, pois seu estado de saúde inspira muitos cuidados. Peço que, para ela, aconteça o melhor e o mais confortável e, de nossa parte, estamos adaptando ainda mais a casa, para recebê-la na volta.

O interessante, do ponto de vista de pais com filhos, de ter idosos em casa, sem dúvida, é o exemplo que fica para as crianças, de respeito ao idoso e de como a vida, naturalmente, acontece. Como tudo em família, nada ocorre sem traumas, mas pode, sim, ser gratificante para todos.

Durante esses meses (desde julho) que minha mãe está morando conosco pude estabelecer um método que serve tanto para mantê-la ativa e confortável, quanto para facilitar nossas vidas. Pode servir de dica para quem está passando pela mesma situação e não sabe por onde começar:


  • Tem que ser estabelecida uma rotina. Assim como para nós, assim como para as crianças. A rotina ajuda no sono, na alimentação e no quadro mental, além de impactar menos no dia a dia da casa. Aqui, além de minha mãe, somos dois adultos, dois adolescentes, uma criança de 4 anos, mais 5 gatos e uma cachorra. Cada um com suas necessidades e compromissos. Para tudo funcionar bem, a casa tem que estar organizada e uma rotina tem que ser seguida.



  • A casa tem que ser adaptada. Nada de tapetes que ofereçam risco, móveis com pontas que possam machucar ou mesas de centro (aqui já havia sido retirada por causa das crianças). Nos banheiros, é desejável a instalação de barras de apoio, para banho e uso. Se houver escadas, deve ser instalado o antiderrapante e ter corrimões.



  • Não deixar o idoso apático, o que é comum de acontecer, especialmente se for uma pessoa que esteja contrariada por estar dependente ou em situação que não considera ideal. Estimular com conversas, leituras, passeios... Não ficar só na monotonia de solzinho de 10 minutos, televisão e cama. É preciso estimular a mente.



  • Não isole o idoso no ambiente que foi escolhido para ele. Ele deve interagir com a família, em todos os momentos. Claro que se ele quiser sossego, respeite, mas a interação é fundamental e benéfica.



  • Incentivar o idoso, caso consiga e dentro de suas possibiliades, a fazer coisas sozinho, preservando sua autonomia.



  • Muitas vezes é necessária a contratação de cuidadores e enfermeiros. Cheque bem as referências do profissional, questione suas qualificações, investigue. Além de ser uma pessoa que passará bastante tempo em sua casa (muitas vezes sem a sua presença), tem as questão do bem estar e da segurança do idoso.



  • Todos na casa e também os familiares que não residem no mesmo local, dentro de suas possibilidades, podem e devem se envolver e ajudar no cuidado. Assim, evita-se que somente uma pessoa fique sobrecarregada e também há a desejada integração.



  • Se necessário o uso de fraldas, dobre os cuidados com a higiene, especialmente se for mulher, por causa do risco de candidíase.



  • O idoso normalmente tira mais cochilos, mas deve evitar trocar o dia pela noite, para preservar a imunidade e diminuir o risco de acidentes.



  • Idoso não é sinônimo de criança ou mentalmente incapaz. Mesmo que tenha limitações de diversas ordens, dirija-se a ele como adulto.



  • Sempre que possível, tenha o acompanhamento de um bom geriatra.


Existe ainda a questão lar geriátrico x casa, que é delicada e tem que ser decidida com lucidez pela família, sem falsos moralismos ou culpas. A principal (e ampla) pergunta é: "Vou conseguir cuidar de forma adequada"? E o fato de uma eventual opção por lar geriátrico não é sinônimo de abandono. Claro, aqui vale o mesmo que para cuidadores e enfermeiros: checar em detalhes todas as referências.

Felizmente, com os avanços da medicina e com a maior conscientização em termos de higiene, alimentação e prática de exercícios, cada vez mais os idosos vivem mais e melhor. Muitos preferem preservar sua intimidade e autonomia morando sozinhos, outros, precisam ou querem conviver com familiares. O importante é respeitá-los e ampará-los, em caso de necessidade, nunca abandonando os que, lá atrás, cuidaram de nós.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

O amor comemorado como gol


Ontem, no capítulo final de Amor à Vida, aconteceu o esperado beijo gay. Acredita-se que seja o primeiro masculino na teledramaturgia em tv aberta. As redes sociais fervilharam, ouviu-se gritos como de torcida por todo o Brasil. A Globo gravou três possibilidades de cena e só decidiu em cima da hora qual iria ao ar. Eu, particularmente, preferia que fosse um beijo normal, como homem e mulher fazem, não um selinho ensaiado. Mas valeu. Foi, sim, uma vitória.

Melhor ainda, meus filhos testemunharam isso!!! Eles não assistem novelas desse horário, mas fiz questão que assistissem ao último capítulo comigo e com o pai deles, para testemunharem esse momento. Não é a primeira vez que tocamos no assunto com eles, tampouco é a primeira vez que eles assistem a um beijo gay. Mas queria que eles presenciassem esse momento, inédito na tv aberta, sinal de novos tempos.

Em 2012, escrevi um post sobre as novas famílias e sobre como as crianças encaram isso com naturalidade, se for colocado para elas como natural (o que, na realidade, é).

Considero inaceitável, nos dias de hoje, um beijo ser motivo de discussão e que a sexualidade seja colocada como barreira para algo. São pessoas que se amam. Isso deveria bastar. E não me refiro somente a uniões estáveis. Cada um sabe da sua vida. Cada um sabe o momento de ficar, de namorar, de casar. Isso independe de sexo ou de sexualidade.

Gritos de torcida por um beijo gay me emocionam mais do que gritos de gol em jogo do Brasil. Nada contra a Seleção Brasileira, estão fazendo o trabalho deles. Mas, com uma Copa tão amaldiçoada como esta (sem exagero), com tantas promessas vazias, com tanto roubo do nosso dinheiro e sem nenhum benefício para nós, nem antes, nem durante, nem depois... É significativo saber que o amor emociona e que o preconceito, mesmo que devagar, cai por terra. E, melhor, que se tornou "feio" ser preconceituoso.

Feliciano e Malafaia não devem ter tido uma boa noite, kkkkkkkkk

sábado, 25 de janeiro de 2014

Pequenas Felicidades - primeiras semanas do ano

Aos poucos o blog volta à sua programação normal, porque, em contrapartida, a vida também está voltando. E é com prazer que retomo a BC Pequenas Felicidades, proposta do blog Botõezinhos, que já ganhou vida própria. Afinal, é uma delícia valorizar os bons momentos e lembrar toda semana o quanto são importantes.

O fato do blog estar no ar de novo já é, para mim, uma grande felicidade!!! Tenho muito carinho por este projeto aqui e pretendo retomá-lo com tudo, junto com o Protesto Materno, que está ativo e terá novidades ainda nos próximos dias.

Eu estou, neste início de ano, meio que em modo standby, como sempre fico nesta época, por conta das férias dos meninos. Vou conciliando minhas atividades com eles, para aproveitar de perto o fato deles estarem em casa. A gente brinca em casa, a gente passeia pela cidade, vai se ajeitando para poder ficar o máximo de tempo juntos. Não que não façamos isso durante o ano também, mesmo com correria e atividades de todos. Mas é que nessa época as coisas ainda estão tranquilas e não precisam ser tão planejadinhas, há espaço para imprevistos e improviso (no bom sentido). Neste ano, especificamente, tem a novidade de minha mãe, que está demandando cuidados especiais, estar morando conosco, mas nada que uma mexida na rotina não resolva.

Inicio o ano já com boas leituras.



Apesar de termos perdido a fantástica exposição de Yayoi Kussama, por falta de tempo de ir, no final do ano e por não querermos pegar filas enormes (vamos esperar chegar a São Paulo), não deixamos de visitar o CCBB, que sempre tem uma programação interessante e, além disso, é um lugar lindo e agradável por si só. Os meninos adoram. O Felipe aproveitou o foyer vazio para promover um mini pique com as crianças que lá estavam, rs.



Exposição (permanente) na Galeria de Valores: a história da moeda, no Brasil e no Mundo. Está totalmente repaginada e visualmente mais interessante.



Fomos também ao Paço Imperial e almoçamos no agradável Samba Caffè, na Rua do Ouvidor, na parte do Polo Gastronômico. Indico, pelo atendimento (super "children friendly", apesar de estar localizado numa área boêmia) e pela comida, deliciosa. E o preço é bem razoável.








E já teve evento já agora no início do mês! Trazer assuntos novos para o blog sempre é uma felicidade!!! A Coca-Cola, em coletiva de imprensa, anunciou iniciativa de apoio a comunidades, em forma de projetos de inclusão da população afrodescendente. Eu estive por lá e encontrei várias pessoas queridas, entre os blogueiros do projeto #vivapositivamente. Estavam também presentes vários representantes de expressão de nossa sociedade e ativistas dos direitos civis, de vários setores, interessados em conhecer a proposta. Em outro post contarei com mais detalhes essa novidade.

Eu e Chris Ferreira, antes de começar. Foto dela.
Blogueiros do #vivapositivamente. Foto: Chris Ferreira
Após o evento, momento de descontração. Foto: Chris Ferreira
Com uma paisagem dessa, dá vontade de tirar centenas de fotos, mesmo iguais, rs.



Falando em Rio de Janeiro, nesta semana, dia 20, ele, minha cidade natal, fez 447 anos. São Paulo, meu segundo lar, faz 460 aninhos hoje.

Foto tirada na parte externa do Centro de Exposição Imigrantes (SP).

Uma boa próxima semana para todos nós!!!!


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Alfabetização e fases

Semana passada, eu anunciei no Facebook uma alegria deste ano: meu filhote Pedro Henrique, do meio (11 anos) foi aprovado para entrar no Colégio Pedro II, no 6º ano. Acaba de concluir o Fundamental I e parece que foi ontem que se formou na Educação Infantil e entrou na Alfabetização...

Estamos do meio para o final das férias e muitos de nossos filhos vão este ano para essa fase escolar. Semana passada tivemos o Dia do Leitor que, providencialmente, cai no período onde eles estão em casa e podemos estimular mais de perto, contando histórias e lendo para eles, formando novos leitores, desde muito cedo. Porque alfabetizar é muito mais do que simplesmente ensinar a ler e a escrever. É integrar a criança ao conhecimento, incentivando sua autonomia intelectual, quando ela está saindo da primeira infância e amadurecendo, cumprindo a primeira grande passagem de sua vida.

bienaldolivrosp.tumblr.com
Minha grande amiga Kathleen Irizaga, blogueira no Mamy Tri, graduada em Pedagogia pela UFRGS e pós-graduada em Psicopedagogia Clínica pela PUCRS, além de mãe de três, fotógrafa e artesã, relatou em seu livro Todos Alfabetizados no Primeiro Ano, sua bem sucedida experiência com uma turma de alfabetização, respondendo afirmativamente à pergunta provocadora de sua obra: "É possível alfabetizar em um ano letivo?". Ela acredita que o aprendizado só acontece quando há afeto. E afeto é o que pauta seu trabalho.

O livro é um passo a passo do que foi produzido em sua experiência: primeiro, as características de seus alunos, depois seu método, o planejamento, as atividades e fundamentos nos quais se baseou. Tudo feito de forma lúdica e criativa, com o amor que é dedicado quando se faz o que gosta. Ao final, ainda propõe uma reflexão sobre o que foi exposto e de como fica o processo de alfabetização em tempos de tecnologia e de novidades que surgem a cada momento.

Leitura interessante, tanto para profissionais da área educacional, quanto para famílias que têm ou terão crianças sendo alfabetizadas.



Todos Alfabetizados no Primeiro Ano
Kathleen Floriano Irizaga
Editora Mediação
120 páginas

domingo, 12 de janeiro de 2014

Diversão gratuita na Zona Norte: "Esporte é Saúde" (Turma da Mônica no Shopping Nova América)

Sexta, dia 10, fiz uma coisa que não faço com frequência: passear no shopping. A programação até seria outra, mas foi ficando tarde, marido tinha que trabalhar e queria fazer alguma coisa com os filhotes. Escolhemos o Shopping Nova América pela proximidade de nossa casa, por lá ser mais tranquilo que o outro shopping grande que tem aqui na região e por estar, nesse dia, estreando a atração "Esporte é Saúde", iniciativa da Turma da Mônica visando, além de diversão, estimular as crianças à prática de atividades físicas.


Almoçamos, demos uma volta, compramos algumas coisas que estávamos precisando e aproveitamos para levar o Felipe para brincar um pouco. Ele, claro, adorou!!! Subiu na corrida de obstáculos, desceu no tubo, foi na piscina de bolinhas, na cama elástica... Além dessas atrações, tem "gol de ouro" (futebol, tipo uma batida de pênalti) e basquete.



 

Apesar de pequeno, o espaço atende bem às crianças. Fui num horário tranquilo, 14 horas e já estava cheio, mas não insuportável. Creio que nos horários de pico haverá muita fila. As crianças são cadastradas, assim como o responsável (nome, cpf e telefone celular) e ambos ganham um crachá, com um número, cada um. A criança só é retirada com esse crachá.


Só faço uma ressalva quanto à segurança: a grade que cerca o local poderia ser mais alta. Qualquer criança com mais destreza é capaz de pulá-la. O Felipe, com 4 anos, pula fácil. E não sei se daria tempo das monitoras, num dia de muito movimento, perceber se alguma criança resolver fazer essa "arte". E ainda tem o agravante de estar ao lado de uma escada rolante. Mas, por outro lado, também não é aconselhável deixar a criança sozinha e ir passear. Primeiro, porque o programa de férias é em família, temos que estar junto, brincando, vibrando... Depois, por questão de bom senso, é bom sempre estar por perto, por mais seguro que seja o ambiente. #ficaadica

Cerca: eu achei muito baixa.
Eu, particularmente, não sou muito fã de atrações desse tipo em shoppings, mas achei bacana a iniciativa. Valeu a pena, o pequeno se divertiu. Durante o final de semana descansei um pouco, por conta de uma gripe ocorrida provavelmente por baixa imunidade e, quem me acompanha de perto, sabe que o final de ano foi corrido e os últimos dias intensos (para dizer o mínimo). Mas, semana que vem, sairei mais com os meninos. Já esgotou as opções em casa e na pracinha aqui perto (que é ótima, mas "já deu"), rs.

A atração é gratuita e ficará no Shopping Nova América até o dia 25/01, das 14:00 às 20:00, na Praça de Eventos, 1º Piso (Expansão).





terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O feliz ano que começou cedo demais...

Tem ano que começa "já começando", rápido, sem pedir licença. 2014 é desses anos, já mostrou isso no primeiro dia útil.

Ainda sob os efeitos da bagunça pós festas (que foram simples e agradáveis), acordo na manhã de 02/01 e me deparo com minha Sofia, de 2 meses, caída sob um pallet... Os filhotes da minha Elisabeth (quatro gatinhos mais a Sofia), provavelmente o derrubaram fazendo bagunça. Correria, choro, veterinário... Ela ficou dois dias internada, veio para casa, teve melhora, mas regrediu, apesar de continuar a se alimentar. Descansou hoje pela manhã, no meu colo. Senti quando ela se foi. Apesar de triste, fiquei aliviada, por ela. Porque estava sofrendo. Porque não queria mais permanecer entre nós como estava. Ela optou por ir e respeito a decisão dela. Gatos são assim, só fazem o que querem. E Sofia tem muita personalidade, além de ser uma gata linda. Estará sempre conosco.



 

Claro que o que aconteceu com Sofia foi uma fatalidade. Mas me serviu de alerta. Esse anjinho peludo me mostrou o quão frágil é a vida, para perder tempo com coisas ruins, pessoas ruins, coisas ruins, que não nos servem mais. Antes mesmo de acontecer, eu já estava nessa "vibe", de eliminar da minha vida o que não serve. Só que algumas coisas estavam sendo mal julgadas e pude consertar isso a tempo. Sei que não vai ser um ano ideal e estou longe de ser uma pessoa que pratica a tal da aceitação. Mas vou encarar os desafios de modo mais maduro, condizente com os 40's, que chegarão para mim em março. Não há bônus sem ônus. Essa foi a grande lição que aprendi logo nesse início.

Ano regido por Júpter, por Xangô, pelo Cavalo do Horóscopo Chinês... Ou pode ser regido pela minha Vontade. Foto: Observatório Astronômico da UFMG

Será um bom ano. Porque eu quero que seja. Porque assim é.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Fechando a tampa de 2013...

2013 foi um ano e tanto, para o bem e para o mal. Não vou ficar fazendo retrospectivas, porque todos, inclusive a tv, já fizeram isso. No meu caso, tive momentos bons, boas conquistas, mas também tive uma baixa importante, mais para o final do ano, quando deixei projetos de lado, incluindo esse blog, para arrumar a minha vida e repensar o que quero daqui para frente.

Agora, já ciente do que quero e preciso, só quero uma coisa em 2014: amor. Pelos meus projetos, pelos meus amigos e família, que foram fundamentais para mim, especialmente nesse ano... Quero começar 2014 amando o que faço e amando quem eu sou.

Esse blog, que teve um hiato importante entre as postagens, será atualizado com a frequência que é desejável. Continuará sendo um projeto que toco com carinho, utilizando a linguagem escrita para dizer o que sinto, informar e, por que não, fazer amigos. A internet e as redes sociais me trouxeram várias surpresas boas :)

Bom ano para todos nós!!!




quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Meus heróis são outros - Nelson Mandela

Homenagem a Nelson Mandela. Imagem: Nelson Mandela Centre of Memory



Nelson Mandela foi uma das primeiras pessoas que inspiraram meu jeito de pensar e ver o mundo. Ainda no ensino fundamental, enquanto aprendia a respeito do apartheid, regime segregacionista étnico que vigorou na África do Sul de 1948 a 1990, ano em que Mandela também foi libertado da prisão, após ficar em cárcere por 27 anos.

Rolihlahla Madiba Mandela nasceu em Mvezo, Transkei, em 18 de julho de 1918. O nome "Nelson" foi dado por uma professora quando frequentava a escola primária, pois era costume dar às crianças em idade escolar "nomes cristãos". Ele foi o primeiro membro de sua família a frequentar uma escola.

Frequentou as universidades de Witwatersrand e, posteriormente, de Londres, mas não se formou em nenhuma das duas. Só iria completar o estudo superior em 1989, ainda preso, quando graduou-se pela Universidade da África do sul, in absentia, em cerimônia na Cidade do Cabo.

Como estudante de direito, Mandela começou a envolver-se na oposição. Lutou contra o regime, inclusive pegando em armas, tornando-se o principal líder de resistência. Foi condenado à prisão perpétua. Mesmo preso, seu nome continuava a ser clamado e vários movimentos pediam por sua libertação. Recusou revisão de sua pena e a oferta de liberdade condicional, em troca de desestimular a luta armada. Foi libertado em 1990, após grande pressão internacional e posteriormente tornou-se presidente, liderando a transição para o fim do apartheid. Recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1993. Após seu mandato, dedicou-se a causas sociais e de direitos humanos.

Faleceu hoje, em Pretória. Descansou. Sua obra permanece e inspira quem luta por liberdade e justiça social.

"Lutei contra a dominação branca e lutei contra a dominação negra. Eu estimo o ideal de uma sociedade democrática e livre na qual todas as pessoas convivam em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal que espero viver e alcançar. Mas, se for preciso, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer ". Nelson Mandela


Imagem: eNCA

terça-feira, 17 de setembro de 2013

#VemPraRua #socialgood O 4º post - o poder é, de fato, nosso


Durante o auge das manifestações ocorridas no meio do ano, fiz uma série de três posts a respeito (Post 1Post 2 e Post 3). No último 7 de setembro, esse clima reacendeu um pouco para, logo depois, cair novamente o gigante em sono, como muitos dizem. Será?

Os desmandos continuam, não se iludam. Assim como as soluções paliativas, os factoides, a tentativa de desqualificação do movimento das ruas, por parte da mídia convencional. A população ficou receosa de sair, com tantas imagens do que chamam de vandalismo. Quem ainda está no "front" são poucos resistentes que, mesmo marginalizados, continuam lutando por eles, por mim e por você. Mas algo novo acontece. Não estamos dormindo novamente, como muitos acreditam. Estamos bem acordados, atentos ao que acontece, às informações que chegam pelas redes sociais, essa a maior arma que temos atualmente para uma informação isenta, rápida e sem censura. Informação vinda diretamente das ruas, dos plenários, da situação. Sem edições, sem cortes, sem compromissos com patrocinadores. Claro que muita coisa tem que ser filtrada e checada, para isso estão aí as pessoas com maior poder de discernimento, formadores de opinião. Informação e cultura não servem só para serem armazenadas, mas para serem usadas na prática, para ajudar, para o bem comum. E essas informações são repassadas de forma veloz e eficiente, chegando a quem se interessar por elas.

De tudo que ocorreu durante o ano, a lição mais valiosa que aprendemos foi a do exercício da cidadania. Se quisermos, nós fazemos, nós mudamos, nós reescrevemos. Não é um processo fácil, nem indolor. Mas é um processo necessário e o momento é agora!!!

Não vamos sair das ruas, nem das redes sociais. Estamos sim, mais atentos. Ano que vem teremos eleições gerais. Precisamos nos fazer ouvir nas urnas. Precisamos votar melhor, mesmo com opções limitadas. E, quando as eleições acabarem, temos que cobrar. Para não ficar reclamando de quatro em quatro anos apenas... Para fazer o sistema trabalhar para nós, pois somos nós que pagamos por ele, com quase meio ano de nosso trabalho.

Queremos um país mais justo e com mais oportunidades para todos. O poder para isso nós temos.

"Todos juntos somos fortes, somos flecha, somos arco..."

Foto de Rebeca Brício, do blog "Mulher que pariu!!!", feita durante a manifestação de 17/06, que levou milhões de pessoas às ruas das principais capitais do país. 

No dia 24 de setembro, em São Paulo, acontecerá o Seminário Social Good Brasil 2013, cujo tema será Inovação Social em uma Sociedade Conectada. O objetivo do evento é proporcionar um ambiente favorável para troca de ideias e colaboração, disseminando o uso da tecnologia como ferramenta de mudança e ação. A programação traz Anna Penido, diretora do Instituto Inspirare, Regina Esteves, superintendente do Centro Ruth Cardoso, entre outras pessoas que fazem acontecer. Poderá ser acompanhado ao vivo, pela página, por streaming.
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