domingo, 21 de agosto de 2011

O acaso não protege quem anda distraído...




Comecei muito bem minha semana: acordei cedo, antes de todos. Meditei, alonguei, tomei meu café, fui conferir notícias e blogs que curto. Começar o dia sem correria não tem preço... Mas fazer isso num domingo, para mim, tem sabor especial e me traz bons presságios para a semana que inicia. Recomeço, potencialidade, onde tudo posso e tudo consigo. É também um bom dia para pensar sobre minha vida, os rumos que estou dando a ela e de planejar minha semana. Tudo isso é muito bom quando acontece nessa ordem, mas nem sempre é assim...

Desde quarta, quando coloquei o blog no ar, não o atualizo. De certa forma, foi esse receio que me tirou um pouco o incentivo de manter um, de não atualizá-lo diariamente, ou com mais frequência. Mas, especialmente nos últimos dias, estou aprendendo que se a gente não faz não acontece. Tem coisas maravilhosas que ficam anos a fio no papel e não são colocadas em prática, simplesmente porque não temos ânimo, coragem, força, tempo (ou tudo isso junto). Ou porque nos dizem que pode não dar certo e acreditamos.

São os sabotadores e o pior de todos, nós mesmos nos sabotando. Fazemos isso o tempo todo. É preciso manter muito a cabeça no lugar para não sucumbir e desistir. Especialmente para mim, que tenho extrema dificuldade de me organizar e de concentração, a diligência tem que ser redobrada. É preciso muita meditação, autoafirmação e confiança no meu taco para seguir em frente e colocar tudo para funcionar. E tem dado certo. Nessa semana mesmo, comecei novo caminho profissional paralelo. Uma coisa que, até então, era um hobby extremamente prazeiroso: cozinhar. Fiz uma vez, coloquei para teste, no trabalho do maridão, depois fiz de novo. Resultado: vendeu toda a produção. Isso deu novo fôlego às coisas e me mostrou onde investir de forma diversificada recursos e energia, sem abandonar o que já estou fazendo, mas acrescentando, fazendo "o bolo" crescer.

O título desse post é uma frase que sempre repito... É preciso se manter alerta, sempre. Viver acordada. Seja para entender quando surgem oportunidades ou para perceber o perigo, quando ele acontece. Para ver de verdade o mundo à nossa volta, sentir com os cinco sentidos, viver intensamente e direcionar sua mente para trabalhar em cima do que é interessante a você, não permitindo-se sabotar com pensamentos que em nada ajudam e medos que paralisam. É acreditar em milagres quando se precisa deles (E acontecem, viu?), mas também fazer sua parte, fazer a roda girar, sempre em frente. Deixa a distração para os momentos de recreio, rs.

Bom domingo para todos nós!!!


Domingão nublado é bom pra pensar, rs...

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Ser criança combina com trabalho?

“Santos (Joaquim José Santos, ou, como é conhecido no Centro do Rio de Janeiro, onde está à frente de bacanas e descolados restaurantes no Polo Gastronômico da Praça XV) vai homenagear a avó, com quem aprendeu tudo de cozinha, e chamará a deli – que abre em um mês – de Vovó Laura.

– Aos 9 anos, eu já estava na beira do fogão – conta Santos, que diariamente percorre as quatro casas.” Jornal O Globo, revista Rio Show, 15/07/11


Ainda sob impacto do excelente episódio do programa A Liga, exibido ontem, sobre trabalho escravo, e refletindo durante a semana sobre o que é ou não exploração do trabalho infantil, minha reflexão vai um pouco além, mais para perto de nós, dentro de nossas casas.

Nos últimos dias, por conta de empreendimentos que estão em andamento, junto com meu marido-sócio-companheiro e por estarmos reorganizando nossa rotina, a fim de facilitar nosso trabalho doméstico (já que não contamos com empregada), os mais velhos, #aos8 e #aos10, são chamados e também manifestam vontade em ajudar (em muitas horas, confesso, é uma ajuda bem-vinda). #aos10 foi mais além, querendo aprender e dar uma força também nos negócios.

As tarefas normais deles não são poucas: escola, inglês, leituras, atividades extraclasse. Além do pleno direito que eles têm de ser simplesmente crianças. Será certo então deixá-los se envolver tão cedo assim nesses assuntos?

Fonte: MdeMulher

Na época de minha adolescência a Carteira Profissional podia ser tirada aos 14 anos (hoje somente é permitido aos 16). Lembro que com 12, 13, eu já estava ansiosa para exercer alguma atividade, seja em loja, lanchonete, o que aparecesse. Acabei só começando aos 16, pois minha mãe não permitiu antes disso. Conheço pessoas que têm negócios onde os filhos participam, mesmo que timidamente, desde cedo, mesmo que seja para arrumar uns papéis na gaveta ou simplesmente ficar olhando. Há crianças que adoram ir para a cozinha ajudar, que arrumam seu quarto, que trocam uma fralda do irmãozinho mais novo em um momento de aperto. Pergunto novamente: isso pode ser considerado exploração?

Essa mesma sociedade que critica quando damos alguma tarefa a mais para nossas crianças, permite que o trabalho escravo seja amplamente utilizado na construção, no agronegócio, em confecções, com tudo devidamente consumido depois sem culpa (e muitas vezes custando caro). Acha normal (ou finge que não vê) crianças pedindo dinheiro no sinal, sendo exploradas e até alugadas para exploração pelos adultos que deveriam por elas zelar. Ou vê com bons olhos meninas desfilando com visual de adultas, em clima de competição feroz ou ficando mais de 12 horas num casting para um anúncio de tv.

Situações degradantes de trabalho e exploração, obviamente, devem ser duramente denunciadas e combatidas. Existe, inclusive, uma PEC tramitando pelo Congresso a respeito, cuja proposta prevê o confisco das propriedades rurais onde forem constatadas situações assim. Existe pressão e temos que fazer mais ainda, e com muito barulho, para que seja aprovada pelo Governo. Iniciativas semelhantes existem para evitar a exploração de mão de obra infantil.

O que questiono é que se hoje em dia alguém contar que deixou o filho de 9 anos pilotar um fogão (sob a supervisão e proteção dos responsáveis), cortar uma salada ou mesmo varrer seu quarto, é capaz de chamarem o Conselho Tutelar e a pessoa ser processada por incentivar o trabalho infantil (e escravo). Vivemos uma época de histeria travestida de boas intenções politicamente corretas (das quais o inferno está cheio), visando teoricamente o bem estar de nosssas crianças, quando as ações que realmente importam não ganham tanta projeção e importância.

Na segunda semana de julho, circulou pelas redes sociais o excelente texto da jornalista Elaine Brum para sua coluna na Época falando da blindagem imposta pelos pais aos filhos em relação a frustrações, tendo eles a obrigação de prover felicidade a seus rebentos. Quando eles descobrem que o buraco é mais embaixo, fazem beicinho. Não estão preparadas para a vida e não sabem o que é colaboração, coisa cada vez mais valorizada e necessária.

“Me vê! Que eu tô voltando pra casa outra vez...”

Estou há dois anos e alguma coisa no Twitter e optei por permanecer assim, enquanto arrumava minha vida e minhas ideias. Bem, ainda não arrumei nem minha vida, nem minhas ideias, rs, mas hoje, oficialmente, volto a ser blogueira. Foi uma ideia por muito tempo adiada. Na verdade, interrompida.Tive um blog despretensioso em 2005, escrevia o que dava na telha para amigos (aqui não vai ser muito diferente). Agora, resolvi tomar vergonha na cara dar novamente mais voz a meus dedinhos. Será este blog aqui e mais dois, que serão lançados em breve, cada um com sua função, fazendo parte de minha nova etapa profissional, fora outras coisas acontecendo junto.

Esse aqui é meu espaço, onde pretendo mostrar um pouco mais do que dá para mostrar em 140 caracteres no Twitter e outros tantos nas outras redes sociais. Espero que visitem, comentem, gostem, desgostem, elogiem, critiquem, discordem, falem bem ou mal – mas falem!!! ;)

Sejam bem vindos!!!



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