domingo, 15 de julho de 2012

Infância Comercializada em Cotas

http://migre.me/9Uils

Hoje eu iria escrever sobre as férias dos pequenos e dicas de como aproveitá-las sem enlouquecer ou perder os empregos. Mas esse assunto vai ter que ser adiado. Dando uma passada pelos jornais pela manhã (coisa que aos domingos consigo fazer de forma mais, digamos, completa) me deparei, com um pouco de atraso, com a notícia no Estadão de que um debate sobre a obesidade infantil, tema mais que importante, por se tratar de um transtorno que em muitos países já se transformou em epidemia, foi cancelado do 16.° Congresso Mundial de Ciência e Tecnologia de Alimentos porque, segundo sua presidente, a Dra. Glaucia Pastore, o tema afugentaria patrocinadores do evento.


O Congresso será realizado de 5 a 9 de agosto, pela primeira vez no Brasil.


Qualquer pai e mãe responsável (não precisa ser cientista, médico ou doutor em qualquer coisa para saber disso) sabe que a obesidade infantil é um dos maiores problemas de saúde pública no mundo. E se torna mais grave quanto maior o poder de compra da população. Não por acaso, com a explosão de consumo nas últimas décadas, o problema também já é nosso, aqui no Brasil. É, portanto, grave, que num evento que pretende discutir de forma séria temas como alimentação e saúde patrocinadores interfiram na pauta a esse ponto. Tão grave quanto médicos receitarem medicamentos porque os laboratórios fabricantes lhes deram "agradinhos" em congressos.


Abaixo, para finalizar, reproduzo o manifesto da jornalista Claudia Visoni, que pode ser direcionado aos organizadores do evento (através de um "Fale Conosco" na página oficial) ou servir de pauta para discutirmos o assunto em sociedade, já que os profissionais que deveriam discuti-lo de forma isenta estão mais preocupados com "jabás" e patrocínios que possam contabilizar.



CARTA ABERTA AOS ORGANIZADORES DO 16º CONGRESSO MUNDIAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE ALIMENTOS


Somos um grupo de mães e pais, cidadãos preocupados com a saúde da próxima geração. Temos conhecimento de que a obesidade infantil é um dos principais problemas de saúde pública enfrentados pela humanidade atualmente e sabemos que os maus hábitos alimentares comprometem o futuro das crianças de hoje, adultos de amanhã. Estima-se, inclusive, que pela primeira vez em séculos sua longevidade será inferior à de seus pais. 


Sabemos também que a má nutrição infantil está intimamente relacionada com a influência da publicidade, que despeja sobre esse público doses maciças de mensagens que visam incentivar o consumo de alimentos de altíssimo valor calórico e baixíssimo conteúdo nutricional. Estamos falando refrigerantes, biscoitos, salgadinhos, pratos prontos, doces, guloseimas e demais produtos com altos teores de açúcar, sódio, gordura, carboidratos refinados, corantes, conservantes e outros aditivos potencialmente danosos à saúde. Se a dieta das crianças fosse baseada em alimentos naturais, frescos e integrais, preferencialmente orgânicos, a epidemia de obesidade infantil acabaria imediatamente. 


Acreditamos que não existe tema mais importante do que o futuro da humanidade para ser debatido 16.° Congresso Mundial de Ciência e Tecnologia de Alimentos. No entanto, ficamos sabendo que tal assunto não será abordado para não desagradar os patrocinadores. Estarrecidas diante desse fato, temos perguntas a fazer:


- Os senhores têm conhecimento das pesquisas alarmantes sobre o efeito da alimentação industrializada na saúde infantil?


- Os senhores não se importam com a saúde das crianças?


- Os senhores acreditam que pautar um congresso a partir das expectativas dos patrocinadores é fazer ciência?


- Os senhores têm como objetivo apenas descobrir novas maneiras de utilizar ingredientes artificiais e potencialmente prejudiciais para criar produtos altamente lucrativos para a indústria e de péssima qualidade para os consumidores?


- Os senhores têm algum interesse genuinamente científico nesse evento ou pretendem apenas aproveitar as verbas oferecidas pelos patrocinadores para farrear em Foz do Iguaçu?



quinta-feira, 12 de julho de 2012

Improvisando Um Risoto Cremoso de Abobrinha

Ontem, terminando o dia, coloquei a cachola para funcionar para fazer um acompanhamento bacana para os bifes de contrafilé que iríamos fazer à noite. Queria mesmo era o Risoto Verde da Chris Ferreira mas, além de não combinar com o bife, não tinha todos os ingredientes em casa e não estava a fim de comprar. Queria algo que já tivesse. Então, "de pronto", como se diz em Sampa, bolei essa receita simples e fácil de fazer.

Só um adendo: eu sei que o verdadeiro risoto se faz com arroz arbóreo, manteiga, vinho branco e caldo, com todo aquele procedimento de ir hidratando durante o cozimento. Esse não é assim, é mais simples e rápido para o dia a dia. Fiz com arroz branco, mas creio que fique delicioso com arroz integral (cateto).

Risoto Cremoso de Abobrinha

  • 03 abobrinhas italianas raladas
  • 02 cebolas raladas
  • 03 dentes de alho
  • bom vinagre ou vinho branco seco
  • salsa
  • parte verde da cebolinha
  • sal
  • pimenta do reino preta
  • azeite
  • duas latas de creme de leite com soro e tudo
  • arroz (eu usei a mesma quantidade que faço no dia a dia, uma panela/caçarola média)

Fiz um pouco mais consistente porque é a preferência do pessoal daqui de casa.
Eu prefiro mais cremoso.

Lave bem o arroz, como de costume e reserve. Numa panela grande (porque o bicho cresce e rende que é uma beleza) refogue a cebola com o azeite até ficar transparente. É só para tirar a acidez e não perder as propriedades. Acrescente as abobrinhas raladas, refogue junto. Coloque um jato do vinagre/vinho, para dar sabor, sem acentuar a acidez (que some com o calor).

Acrescente sal e pimenta do reino, deixe refogar mais um pouco tudo até começar a formar caldo. Quando isso ocorrer, junte o arroz, refogue um pouco tudo e cubra com água, deixando a panela tampada até começar a ferver. Daí, deixe a panela meio tampada e observe até começar a secar.

Atenção que não pode secar totalmente, como no arroz comum! Tem que ficar úmido. Assim que a água começar a baixar, tampe novamente a panela para o arroz "engordar". Quando estiver no ponto de estar úmido, mas com o arroz pronto e sem grudar no fundo, acrescente o creme de leite, misturando bem. Coloque mais azeite e acerte o sal e a pimenta, se achar necessário. Deixe por um ou dois minutos em fogo bem baixo, verificando sempre para não grudar no fundo, dê uma mexida final e está pronto.

Sirva com queijo ralado por cima assim que ficar pronto. Se sobrar para o dia seguinte, é só esquentar em fogo bem baixo, que fica bem legal ainda para comer.

Aproveitem, fica uma delícia. As crianças amaram!!!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

TDAH, a droga da obediência e os rótulos

Google


Há alguns dias, no blog Conteúdo Livre, um artigo do Estado de Minas, ""Droga da obediência" prestes a se tornar epidemia" chamou minha atenção e hoje, pelo Facebook, a discussão sobre o uso indiscriminado de medicação para transtornos de comportamento infantil voltou à tona. “O que estão fazendo com as nossas crianças? Como estão sendo diagnosticados esses pacientes? E os remédios, como estão sendo prescritos? É algo que está sendo dado para a ansiedade dos pais, dos educadores e dos psiquiatras para responder às inquietações dos meninos. Alguém está preocupado com isso?” são perguntas feitas no artigo e que muito intrigam e angustiam pais e mães que passam por suspeitas ou diagnósticos de fato.


Como mãe e como pessoa que procura estar bem informada antes de tomar uma decisão, vejo com muita reserva essa prescrição rápida de medicamentos para crianças diagnosticadas com TDAH e outros transtornos semelhantes ou complementares a esse. Eu sofro desse problema e digo que não é fácil manter-se focado e organizar-se. Mas não faço uso de nenhum medicamento. Isso demanda algum sofrimento para me adaptar, mas prefiro isso a ficar dependente química. No caso de crianças, isso tem que ser pensado e repensado. Tem que pesar os prós e contras. Benefícios reais versus consequências a médio e longo prazo. Temos que ver alternativas antes de chegar ao medicamento. E, se ele for inevitável, como vamos fazer para a criança não ficar dependente dele.


Outro problema é que existe um excesso de diagnósticos, muitas vezes feitos por profissionais não qualificados para identificar na criança características específicas que os justifiquem. As escolas, quando não conseguem lidar com crianças fora do padrão de comportamento que julgam adequado, são as primeiras a rotular. Começa com um chamado, reunião com coordenadores pedagógicos até a taxação efetiva: seu filho tem o transtorno e é preciso tratá-lo. Isso antes da criança passar por qualquer avaliação médica, baseados apenas em comportamentos pontuais, que podem ser desde tédio com o sistema de aula até outra coisa totalmente diferente (e mais séria até). A blogueira e artesã Lu Brasil relata isso aqui e eu também passei por isso, com meu filho mais velho, quando ele tinha quatro anos e estava no Jardim II. Estava numa fase muito rebelde, não obedecia prontamente (fase essa que durou, por sinal, alguns anos). Mas, nesse caso, ele não se interessava por algumas atividades ou simplesmente preferia ficar sozinho no canto da leitura folheando livros. Foi o bastante para me chamarem e dizerem: "Olha, seu filho tem ou altismo ou TDAH. Vamos indicar profissionais para tratá-lo". Recusei imediatamente a indicação, levamos à neuropediatra, depois ele fez um tempo de terapia e chegamos à conclusão de que elas estavam totalmente enganadas.

É fácil rotular e dar um remedinho, em vez de resolver de fato a situação. É mais cômodo, para pais e para a escola. Poupa tempo de todos, a criança obedece e fica tudo certo. Não, não fica!!!! Na verdade pode-se piorar o problema, jogando-o para baixo do tapete. Ou criando um problema que simplesmente não existe.


sábado, 7 de julho de 2012

Sem assunto

http://migre.me/9NlJn

Estou há um tempo publicando poucos posts. Acho que fiquei sem assunto.


O que nos inspira? Ao menos a mim, o dia a dia, o cotidiano. Quando esse cotidiano está chato e com demandas chatas em looping, a inspiração não vem. Tenho adoecido, inclusive. E tenho certeza que não é à toa. Meu corpo pede movimento, mudança, acontecimentos. Que tal começar hoje? Que tal jogar fora o que não serve e abrir espaço ao novo? Que tal aproveitar que a lua míngua para resolver o que precisa ser resolvido?

Um bom programa para esse sábado!!!!

domingo, 24 de junho de 2012

"Todos juntos somos fortes, somos flecha e somos arco..."



Esperteza, Paciência
Lealdade, Teimosia
E mais dia menos dia
A lei da selva vai mudar


Tive uma pequena baixa no início da semana, que começou com muita dor, devido ao acidente de semana passada e agravou-se com um (a princípio) resfriado que se revelou gripe com tudo a que tem direito: ardência nas vias respiratórias, febre, falta de ar e muita tosse. Necessitei de alguns dias de repouso absoluto.  Mesmo nesse estado, acompanhei atentamente a Rio+20.

O saldo que faço do evento é que foi um grande equívoco do ponto de vista prático e uma festa de democracia e diversidade, com seus eventos paralelos e populares. Essa parte foi o verdadeiro evento, com sua autenticidade e suas propostas reais e sólidas. Uma pena que nossos dirigentes não estiveram à altura dessa demanda, jogando fora a oportunidade de inserir na agenda mundial a sustentabilidade como melhor alternativa viável à crise existente.

Está mais que provado que governos não representam os legítimos interesses da sociedade. Não temos que e não precisamos depender de governos para estabelecer nossa agenda. Nós temos que fazer. “Todos juntos, somos fortes”.

O mundo é feito de pessoas, não de governos. Está mais que na hora da sociedade civil se fazer representar por ela mesma. Ela é quem faz acontecer.

Essa foi a grande mensagem que a Rio+20 nos deixou. As propostas existem. Vamos fazer acontecer. Vamos arrumar nosso quintal, para arrumar o mundo. Como diz a propaganda de jornal: “Eu e você já são dois gritando”.

domingo, 17 de junho de 2012

"Se queres ser universal, começa por pintar a tua aldeia."

Hoje me peguei pensando sobre um post que escrevi ano passado, "O acaso não protege quem anda distraído...". Tenho me distraído muito ultimamente, deixando levar pela roda viva e não focando no que é essencial. Deu no que deu. Quando a gente não leva a vida, ela nos leva e, normalmente, para onde não queremos.

Para quem não sabe, na quinta feira um tombo besta (uma virada de pé na rua) me fez baixar no hospital com lesão na costela. Ainda tenho que pegar os exames feitos para voltar a um médico e bla, bla, bla... Até aí, nada demais, não fosse minha rotina: mãe de três meninos (sendo que o mais novo está com dois anos e oito meses), um em cada escola diferente, mais afazeres domésticos, trabalho (em andamento e procurando por mais), afazeres pessoais... Eu, ainda bem, muito dificilmente fico de cama ou de repouso. Tenho boa alimentação, boa constituição física e isso ajuda bastante. Nesse momento, entendo perfeitamente quando dizem que "Mãe não pode ficar doente". Por mais que tenhamos quem cuide de nós (e eu tenho, meu marido está sendo dez, como sempre e meus mais velhos fazem o que podem), tudo desanda se não tem nossa mão guiando.

Parada estratégica??? Acho que não... :/

Semana passada começou oficialmente a Rio+20. Vou acompanhar atentamente o evento, embora não esteja nele tão presente como gostaria. Vou arrumar minha vida, para depois ajudar a arrumar o mundo. Porque a sustentabilidade começa com nossa casa e com nosso quintal.

"Se queres ser universal, começa por pintar a tua aldeia." (Tolstói).

terça-feira, 12 de junho de 2012

Lugar de criança é na escola ou brincando!!! #semtrabinfantil Blogagem Coletiva de Combate ao Trabalho Infantil

Segundo a OIT, a prática do trabalho infantil atinge 215 milhões de crianças e adolescentes em todo o mundo. Aqui no Brasil, 132 mil domicílios são chefiados por crianças. Para mobilizar as pessoas a combater esse mal da nossa sociedade, há dez anos, foi instituído o dia 12 de junho como o Dia Internacional do Combate ao Trabalho Infantil. O Brasil instituiu a data em 2007. Durante a semana de 11 a 15/06, uma rede formada por ONGs, jornalistas, blogueiros, educadores, fóruns, conselhos tutelares, municípios e demais cidadãos engajados apresentará campanhas, palestras, seminários e várias outras atividades.


Dentre essas atividades, está a blogagem coletiva pelo Dia Internacional de Combate ao Trabalho Infantil, proposta pela Samantha Shiraishi, do blog A Vida Como A Vida Quer, que ocorrerá simultaneamente a diversas ações voluntárias pelo dia de hoje. Convido meus amigos blogueiros e com perfis nas redes sociais a participar. No Twitter, haverá manifestação especial das 14:00 às 16:00, utilizando a hashtag #semtrabinfantil, mas durante todo o dia podemos dar nossa contribuição.

Somos atualmente considerados a 6ª maior economia do mundo, ultrapassando o Reino Unido em termos de PIB. Somos "investment grade", o que, em tese, significa que temos solidez em nossa economia, estabilidade política, capacidade de honrar pagamentos e fatores sociais, como por exemplo distribuição de renda, são aceitáveis. Será mesmo?

Análises e discussões financeiras à parte, o fato é que o país tem muito dinheiro, mas continua pobre. A renda continua concentrada nas mãos de uma minoria, o nível educacional é baixo e as condições de ensino, por padrão, são precárias. Entre as mazelas presentes e enraizadas, o trabalho infantil é a mais cruel, pois tira de milhões de crianças o direito de viverem plenamente sua infância.

O trabalho escravo e infantil são realidade em nosso país, que utiliza em vários setores da cadeia produtiva esse tipo de mão de obra. É preciso conscientizar empresários e, principalmente, consumidores a não comprarem de empresas que utilizem desse método para produzir. Temos que nos responsabilizar por nossas atitudes e o consumo consciente é uma arma poderosa para mudarmos esse cenário.

Além das empresas, nos lares esse tipo de trabalho também é utilizado, seja em forma de "ajuda", seja em forma de contratação direta de crianças para desempenhar atividades domésticas. Uma coisa é a criança participar proporcionalmente à sua idade das atividades cotidianas da família, o que é saudável e que dá, desde cedo, noção de responsabilidade. Outra, bem diferente, é a criança ser obrigada a desempenhar tarefas que seriam de adultos, quando deveria estar brincando ou estudando.

É prática cultural, enraizada e cruel, que tem que ser combatida com todos os meios, sendo dever de todos a proteção às crianças e seus direitos.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Day after...

Posso dizer que meu Dia das Mães foi prosaico. Se eu já quero distância de restaurantes e churrascarias em domingos, muito mais em datas como essa. Somando a um domingo chuvoso, furada total. Ficamos em casa. E foi muito bom!!! Fiz meu infalível bolo de batata recheado de carne, feijão fresquinho, arroz branco e terminamos o dia com bolo de cenoura e café (tá, só eu tomo café, rs).

No sábado, tive o grande prazer de encontrar amigas, desvirtualizando com algumas, revendo outras. Foi uma tarde gostosíssima no Forte de Copacabana. Sexta tem mais, com a chegada da linda Ana China. Espero poder ir e que possamos nos encontrar mais frequentemente, pois são todas umas lindas.

Com as lindonas Carla Tavares, Eliane Ceccon, Chris Ferreira, Rose Misceno,
Rogéria Thompson, Sofia Amorim e Silvia Azevedo
Uma super semana para todos nós. Aqui no Rio começou com chuva, com ar limpo e fresco, sol querendo abrir, uma delícia!!!

sexta-feira, 11 de maio de 2012

O que eu realmente gostaria de ganhar no Dia das Mães - Blogagem Coletiva



Hoje estou dando um um tempinho das Pequenas Felicidades para participar da blogagem coletiva proposta pela Rede Mulher e Mãe.

Não curto ganhar presentes em datas comemorativas. O presente é mais interessante quando a gente ganha de surpresa, numa data comum. E também acho que datas como Dia das Mães, Dia dos Pais, Natal, são meros apelos comerciais. Paradoxalmente eu sempre, mesmo antes de ser mãe, gostei de comemorá-las, principalmente porque era o momento de reunir a família. Depois que me tornei mãe, há 11 anos, esse compromisso se consolidou mais ainda. Compromisso com a celebração, independente do que eu desse ou ganhasse.

Já dei e ganhei muitos presentes. Dos meus filhos, guardo todos, desde o início de sua vida escolar, que é quando a gente começa a ganhar presentinhos deles. Nunca faltei nenhuma apresentação (e sempre me emocionei, em todas). O marido também sempre me surpreende, seja com um mimo, seja com uma bela cesta de café da manhã ou um almoço caprichado.

Não tenho nada a pedir nesse dia das mães, só a agradecer. Apesar de todos os percalços e contratempos que tivemos nesses 11 anos de vida materna/paterna, os bons momentos foram as grandes recompensas. E os maiores presentes eu ganhei, respectivamente, em 2001, 2002 e 2009. Mudaram minha vida para sempre, me fizeram chegar a extremos e, no fim das contas, me fizeram uma pessoa melhor, como tem que ser quando nos tornamos mães. Se eu fosse pedir alguma coisa, seria sabedoria para entender que não tenho todas as respostas, mas que, de alguma forma, elas sempre aparecem no momento certo.




Um super feliz Dia das Mães!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Falando sobre drogas

Semana passada, Pedro, meu do meio (9 anos, curasando o 4º ano do Fundamental), foi com sua escola visitar a Câmara de Vereadores do RJ, onde assistiu à palestra "Papo Reto", quando foi abordado o tema "dependência química e prevenção ao uso de drogas", promovida pelo Dr. Jorge Manaia, vereador pelo PDT. Também foi abordado o tema recorrente "Bullying", juntamente com uma visita à exposição ao ar livre "A Terra vista do céu", que abre os trabalhos da Rio + 20 e outra de reconhecimento do Palácio Pedro Ernesto, que abriga o plenário. Saíram de lá com um excelente material, que inclui um folder sobre a palestra, outro sobre bullying, um exemplar do Estatuto da Criança e do Adolescente e um livrinho da ONG Sementes do Bem, com mensagens positivas.

Tráfico de drogas é assunto de polícia e tem que ser combatido com o maior rigor possível. Dependência química é questão de saúde pública. Achei, portanto, a inciativa muito válida e especialmente útil num momento em que cracolândias proliferam pela cidade e o alcoolismo se torna crônico, com o início do consumo acontecendo cada vez mais cedo.

A melhor maneira de combater as drogas é com prevenção. Em casa e na escola, falando abertamente sobre o assunto, sem medo e sem tabus. A criança tem que saber dos perigos que a cerca e aprender a se defender e a dizer não.

Diálogo é fundamental na criação de uma criança. E informação hoje não falta. Cabe, principalmente, aos pais a tarefa de começar o trabalho de prevenção, conversando, mostrando exemplos e, principalmente, sendo o exemplo, não fazendo uso de drogas ilícitas, ou mesmo ingerindo álcool e fumando na frente de crianças.

Google

A implementação de políticas públicas de prevenção e assistência aos dependentes químicos e suas famílias deve ser uma prioridade dos governos e é nosso dever cobrar isso. Tem que haver no sistema de saúde canais decentes de atendimento, casas de desintoxicação e a internação deve ser compulsória, em último caso, para o bem de todos.

Esse é um assunto de todos nós e deve ser discutido à exaustão.
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