Com a experiência aprendemos que podemos voltar atrás sem ser fracos. Aprendemos também que cometer os mesmos erros é burrice e que até para ser burro tem que ter estilo.
A linda e fofa amiga e blogueira de mão cheia Ingrid Strelow me presenteou hoje (e, de quebra, junto com outras amigas queridas) essa frase com o tão fofo quanto Einstein ilustrando:
A vida é dinâmica e não espera nossas vontades. Ela simplesmente passa e segue seu rumo, independente de nós. Vamos esperar a vida passar ou vamos ser protagonistas dessa história?
Termino com a diva das divas Elis, sempre com uma palavra sábia em meio à sua própria loucura. Mesmo que não suas, a interpretação endossava tudo.
"Meu caminho é cada manhã Não procure saber onde estou Meu destino não é de ninguém E eu não deixo os meus passos no chão Se você não entende não vê Se não me vê não entende Não procure saber onde estou Se o meu jeito te surpreende Se o meu corpo virasse sol Se a minha mente virasse sol Mas só chove, chove"
Estou há alguns dias meio que em standby. A inspiração está em algum lugar dando um passeio e não voltou ainda. Curiosamente, vejo que o blog, desde a última postagem, teve alguns dias de pico intenso de visitas, em grande parte graças a essa postagem e ao Book Crossing, o que me deixa feliz, pois são assuntos de importância além de datas estipuladas, distintos em suas proporções. Cultura, engajamento e informação nunca são demais.
Sou uma pessoa que não é muito de ficar desabafando suas tristezas. Curiosamente não sou de guardar desaforo, mas guardo tristeza. Prefiro comentar vagamente com pessoas amigas e seguir em frente, até porque as demandas são muitas. Não me importo nem um pouco que desabafem comigo, adoro ajudar amigos, mas fico melindrada quando é a minha vez. Orgulho? Receio de ser chata? Não saber o que dizer? Isso e um pouco mais. Prefiro compartilhar alegrias que tristezas. E nesse momento, estou triste.
Portanto, não estranhem a ausência, que deve ser temporária, para assentar o que foi para o ventilador. Tenho uma grande faxina a fazer e prometo ser breve. Afinal, é Natal e também quero minha parte dos presentes.
Aproveitando a data de hoje, quando se comemora (?) o "Dia Internacional de Combate à Violência contra Mulher", foi sugerido pela Sofia Amorim, do blog Buteco Feminino, uma blogagem coletiva de apoio.
Infelizmente, tanto no Brasil, como em todo o mundo, esse ainda é um assunto recorrente, e contra as mulheres. Houveram avanços, mas descaso, conivência e medo das vítimas contribuem para um resultado aquém do que seria esperado. Ainda ocorrem estupros, espancamentos, mutilações e segregação. Há muito o que fazer.
Assim como com o Dia Internacional da Mulher, existe toda uma história por trás dessa data. Sua origem está em 1960, na República Dominicana, data em que foram brutalmente asssassinadas as irmãs Patria, Minerva e Maria Teresa Mirabal, por ordem do ditador Rafael Leônidas Trujillo. Quando Trujillo chegou ao poder, a família das três irmãs perdeu sua casa e suas posses. Revoltadas com a situação e também por acreditar que aquele governo era um total equívoco para seu país, formaram um grupo denominado "Las Mariposas", cujo objetivo era fazer oposição. Foi decidido então, em 17 de dezembro de 1999, na Assembleia Geral das Nações Unidas, que a data seria lembrada, em homenagem a essas mulheres de coragem, que sacrificaram suas vidas pelo que acreditavam ser melhor para seu país e não se calaram nem diante de toda a violência que sofreram antes de serem assassinadas.
Aqui no Brasil avançamos muito, com a implantação da Lei 11.340/06, conhecida com Lei Maria da Penha, que ampliou a proteção às vítimas, permitindo a prisão em flagrante do agressor. Mas somente isso não é o suficiente. É necessário, tanto vítima, quanto os que convivem ou estão dela próximos, denunciem. Porque muitas vezes a mulher não o faz, se sujeitando a uma situação de humilhação e violência por anos a fio, seja por amor, por medo ou por depender financeiramente do agressor. Assim como ocorre com a pedofilia, quem não denuncia é cúmplice do criminoso.
Denunciar é preciso, sempre!!! E as mulhereres, aos primeiros sinais de que seu companheiro é violento, devem tomar providências para que coisa mais grave não ocorra à frente. É preciso que a mulher também se valorize e não permita nunca ser tratada como inferior ou sem respeito. Violência não é só a física, também é a verbal e a velada, quando se discrimina pelo sexo, quando se deixa (explícito ou não) que aquilo "não é para mulher", quando se tenta diminuir e humilhar, quando se ofende.
Quanto às instituições, além de existir uma Leie todo um Código Penal, é necessário que essa Lei se cumpra. Que existam casas de amparo e Delegacias da Mulher. Que as empresas sejam punidas por discriminar, seja por ser mulher, seja pela mulher estar grávida ou ser uma trabalhadora com filhos.
As famílias têm seu papel, educando filhos e filhas para conviverem com respeito e sem segregação (isso é para menino, isso é para menina). Ensinando as filhas a se defenderem e aos filhos que violência não os torna mais machos.
Toda a sociedade tem que se mobilizar a respeito. Somente assim, chegaremos perto da chamada "igualdade" (de direitos e deveres) e todas as lutas não terão sido em vão.
Hoje tive o prazer de participar da Colcha de Retalhos do Mamatraca, dando um depoimento sobre erros que cometemos no exercício da maternidade. Por mais que nos achemos mães perfeitas e imaculadas, somos (embora muitas vezes nos esqueçamos disso) seres humanos, sujeitos a falhas e erros. E como se erra sendo mãe! Seja por excesso (meu caso) ou por falta...
Além do meu tem vários outros, emocionantes e hilários, que valem a pena!!!
Aqui no Brasil já foi chamado de "Atentado Poético". O BookCrossing é uma prática que visa "libertar" livros para incentivar o hábito da leitura. E a blogosfera tem sua versão, o BookCrossing Blogueiro. As ilustrações fofas desse post foram gentilmente feitas pela Luma, que está divulgando a iniciativa aqui no mundo online. Fui lembrada pela Mari e participo com muito prazer da inciativa.
Para participar, basta trocar com alguém que conheça (ou não) um livro por outro ou "esquecer" o livro por aí, em locais movimentados, como praças, ônibus, metrô, supermercados (locais onde o livro possa ser resgatado facilmente por quem passa). Coloque um bilhete ou uma dedicatória, no próprio livro, para que a pessoa agraciada fique sabendo o porquê do movimento e se sinta incentivada a levá-lo, transformando-se assim numa leitora, mesmo que, a princípio, não o seja. É uma forma de compartilhar cultura com quem não tem condições financeiras de comprar um livro ou mesmo para incentivar quem acha que não tem tempo.
Quem quiser divulgar o ato, com fotos e textos de incentivo, pode fazê-lo em seu próprio blog ou nas redes sociais. Podemos ainda, como sugeriu a Luma, trocar resenhas e impressões sobre os livros que libertamos.
Então, pegue aqueles livros que estão mofando em sua estante, sem serem lidos, e liberte-os, dando a eles um destino mais digno e conquistando mais um leitor. Informação é para circular, não para ficar guardada!!!
Update: E os pequenos não podem ficar de fora também!!!! Divulguei também no blog Pequenos Leitores. Veja como seu filho pode participar, ou como você pode fazer uma criança feliz com um livro hoje ;)
Esse bolo pode ser feito à mão ou em batedeira. A textura ficará diferente de um modo ou de outro, mas ambas ficarão boas. Pode acrescentar baunilha, chocolate ou o que você quiser, caso não queira fazer a versão branca, comum.
Bolo Rápido da Cris
2 xícaras de açúcar
2 colheres de sopa de manteiga ou margarina sem sal
Mistura tudo!!!
3 ovos inteiros
Bate tudo!!! O ponto é quando ficar fofo e uniforme.
2 xícaras de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó
Mistura tudo. Acrescenta por último:
1 xícara de leite
Dá aquela misturada final, até a massa ficar totalmente uniforme. Unta e enfarinha uma forma de buraco no meio e deixa no forno por 30 a 40 minutos. Fica pronto quando o meio estiver seco (verifica com o indefectível palitinho ou com um garfo mesmo).
Só quero ver alguém preferir massa de bolo pronta agora, rs...
Mais uma blogagem coletiva divertidíssima, proposta pela amiga Fê Iasi (adorei) em homenagem ao niver de casamento da amiga Ingrid Strelow e seu maridão Paulo Lima.
Desde que me entendo por ser humano minimamente civilizado gosto de música. Ela sempre esteve presente em minha casa. A diva Vanice Santana me lembrou das Patotinhas no post dela (que também foram indiretamente lembradas no meu do Dia das Crianças). Foi um dos meus primeiros contatos espontâneos com música, vindo depois Balão Mágico, Trem da Alegria, as músicas daqueles especiais infantis da Globo (quando chamavam Raul para fazer, em vez de pagodeiros e subcelebridades...), músicas clássicas de criança, naqueles discos de historinhas coloridos... Fui dessas crianças que se fantasia e imita o artista e tudo. Sempre colocava música para brincar, para estudar, em minhas festas sempre tinha, muita.
Daí para o rock foi um pulo... Meu primeiro contato (tirando o Raul, já citado acima) foi o melhor possível: Queen. Minha mãe por milagre comprou algo que não fosse pagode resolveu inovar, comprou e gostou: o álbum The Works, com o qual fui presenteada pela música Radio Ga Ga. Essa música é minha primeira referência musical de verdade e me emociona até hoje.
Daí que partindo do Queen, conheci Kiss, que veio ao Brasil fazer show em 83 e logo depois surgiram do Rock'n Rio (ao menos para mim, que ainda não conhecia e onde o Queen arrasou, nos emocionando ao extremo) Ozzy Osbourne, AC/DC, Scorpions...
Além de, claro, meu querido BRock, que bombou na época, ficou esquecido um tempo e voltou com tudo: Lulu Santos, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Legião Urbana, Titãs... O Legião, em especial, pois Renato sempre foi para mim muito mais que um cantor, mas uma referência cultural. Senti muito por sua partida tão precoce (o que, aliás, ocorreu com Cazuza, Cássia Eller, Freddy Mercury...).
Nesse ínterim, uma breve pausa para o bizarro... EU GOSTEI DE MENUDO... :/ Pois é... E gostei de dançar coreografia, me rasgar e até me vestir igual a eles. Ninguém é perfeito...
Acreditam que ouvindo a música agora, involuntariamente, o corpo ainda se mexe lembrando da coreografia??? Eu hein... o.O E não é que os bichinhos eram feios??? E, sim, playback não é exclusivdade do Justin Bieber, nos shows deles rolava solto também, rs.
Nos anos 80 a new wave também era muito forte, obrigatória nas festinhas. Eu me acabava!!!! :D
Era new wave e o gótico ("farofa" or not...), que tocava nas chamadas "festas dark" (todo mundo de preto, com batom e unha escuros, dançando com a própria sombra): The Cure, The Smiths, Morrissey, The Cult, Echo and Bunnymen...
Depois disso veio a adolescência, já no final dos 80 e avançou pelos 90's. A disco voltava com tudo, só que repaginada, em forma de "dance music" e o pop subia direto nas paradas. Era época de Erasure, Pet Shop Boys, New Order... Foi a época que comecei a sair à noite e me acabar nas pistas, onde também tocava pérolas dessa época, como Sonia e Kon Kan. Zoom, Babilônia, La Dolce Vita, Hippopotamus (onde consegui entrar algumas vezes com jabá de convidados), Circus... Depois, com o movimento das raves, lá pelo meio dos 90's, vieram as festas na Fundição Progresso, a Bitch do Tivoli Park, a Monnight no Sírio e Libanês (já entrando nos 2000)... Bons tempos...
Hoje sou um pouco de cada uma dessas músicas (tem muito mais, se fosse colocar tudo ficaria aqui até à noite, rs). Um mix de tudo isso. E passo para meus filhos todas essas referências, para que eles conheçam um pouco da minha história e para que tenham embasamento para formar as próprias set lists de suas vidas.
Parabéns, Ingrid, a você e ao maridão!!! Que a música e a magia sempre estejam em suas vidas e que sejam o mote dessa família linda.
Eu sei que existe dia para tudo, mas "Dia da Favela" não conhecia. Até hoje, ao ver o termo no topo dos Trending Topics do Twitter... Graças ao Deus Google e ao @marcelotas, fiquei sabendo que a palavra "favela" tem origem em uma flor e que o Dia da Favela é uma invenção da cidade do Rio de Janeiro, em referência a um episódio ocorrido no Morro da Providência, a primeira favela oficialmente instalada em nossa cidade. Esse dia, teoricamente, surgiu com o objetivo de resgatar a dignidade de quem habita uma favela e de mostrar a cara dessa gente tão sofrida que lá vive.
Aqui em nosso país, temos a bizarra mania de enaltecer tudo ligado à miséria e à pobreza, colocando um verniz folclórico e chamando aquilo de "estética". Nesse caso, a "estética da favela". Estética de que, cara pálida??? Quem já entrou numa favela sabe que a maioria das pessoas que lá habitam vivem em residências improvisadas, sem rede de esgoto, saneamento básico, em condições muito aquém às de que um ser humano minimamente precisa para dizer que mora e vive com dignidade. Em vez de enaltecer a tal "estética da favela", por que a sociedade não oferece a essas pessoas condições dignas de moradia, com todos os direitos e deveres que isso demanda? Parabenizar alguém porque mora em uma favela??? Só podem estar de sacanagem Deve ser brincadeira... Eu tenho é que desejar que as pessoas que lá vivem (a maioria honesta e trabalhadora) "desçam" para uma moradia digna, aqui no asfalto, junto de nós. Não que fiquem separados em um gueto.
A tal "estética da favela" produziu movimentos culturais interessantes, muitos deles derivados de projetos sociais. Até aí, tudo bem, cultura nunca é demais. Só que fica só nisso. O gueto para lá, nós para cá e todo mundo fica feliz porque fez a sua parte. Mais uma vez, o brasileiro (o carioca é especialista nisso) se contenta com um pouco de pão e circo, quando seu dia a dia continua da mesma forma, violento, miserável e ele, o cidadão, à margem.
Recentemente, parece que tudo voltou atrás. A primavera retrocedeu e o inverno se instaurou novamente, com todas as suas privações. Nessas horas, parece que ocorre um efeito cascata nefasto. Além de nada dar certo, não há forças para ir à diante. Voltam a letargia, a desordem, o caos.
Ontem, resolvi que seria diferente. Com todas as forças reunidas, às vezes rateando, comecei de novo os trabalhos. De grão em grão novamente, não tem jeito. Não concluí tudo, mas deixei encaminhado. Hoje pedi mais uma chance à vida, parece que consegui. Saiu 6 de copas no tarot. É uma carta que nos manda olhar para trás, lá no nosso arquivo pessoal do passado. Me pede para investigar. Provavelmente, para evitar novas repetições infelizes. E é isso que pretendo fazer, mas com os dois olhos voltados para frente. Porque preciso seguir em frente, já perdi muito tempo e não pretendo perder mais. Acelerei muito nos últimos meses, de repente esse pode ser um momento de pausa, também de aviso, de que nada dura para sempre. E de que não posso me distrair, se não tudo desanda. No meu caso, o alerta tem que ser constante.
Mas o 6 de copas também traz promessa de renovação. Parece que tudo não passou de um ajuste. Mas doeu, viu? Estou muito cansada, dolorida. Mas vou em frente, não tenho outra escolha.
E não é que minha primavera começa a aparecer de novo???
No último dia 20 tive o prazer de participar do Workshop de Culinária Saudável com Maria Cecília Corsi, que é parte do projeto "Emagrece, Brasil!", promovido por duas revistas que amo de paixão, a Saúde e a Boa Forma, ambas da Editora Abril, com patrocínio da Coca-Cola. Tive esse privilégio graças ao querido blog Conversas de Cozinha, da Sam Shiraishi e do Guilherme Nunes da Silva, que me agraciaram com o convite. Com a oportunidade, ainda conheci o Espaço Carioca de Gastronomia, um local incrível, com diversos cursos para quem gosta de uma boa mesa. Todos fomos muito bem recebidos por Lucia Helena de Oliveira, diretora de redação da revista Saúde e pela equipe da Editora Abril, de ambas as revistas.