sexta-feira, 4 de novembro de 2011

#DiadaFavela. Oi???

Eu sei que existe dia para tudo, mas "Dia da Favela" não conhecia. Até hoje, ao ver o termo no topo dos Trending Topics do Twitter... Graças ao Deus Google e ao @marcelotas, fiquei sabendo que a palavra "favela" tem origem em uma flor e que o Dia da Favela é uma invenção da cidade do Rio de Janeiro, em referência a um episódio ocorrido no Morro da Providência, a primeira favela oficialmente instalada em nossa cidade. Esse dia, teoricamente, surgiu com o objetivo de resgatar a dignidade de quem habita uma favela e de mostrar a cara dessa gente tão sofrida que lá vive.


Aqui em nosso país, temos a bizarra mania de enaltecer tudo ligado à miséria e à pobreza, colocando um verniz folclórico e chamando aquilo de "estética". Nesse caso, a "estética da favela". Estética de que, cara pálida??? Quem já entrou numa favela sabe que a maioria das pessoas que lá habitam vivem em residências improvisadas, sem rede de esgoto, saneamento básico, em condições muito aquém às de que um ser humano minimamente precisa para dizer que mora e vive com dignidade. Em vez de enaltecer a tal "estética da favela", por que a sociedade não oferece a essas pessoas condições dignas de moradia, com todos os direitos e deveres que isso demanda? Parabenizar alguém porque mora em uma favela??? Só podem estar de sacanagem Deve ser brincadeira... Eu tenho é que desejar que as pessoas que lá vivem (a maioria honesta e trabalhadora) "desçam" para uma moradia digna, aqui no asfalto, junto de nós. Não que fiquem separados em um gueto.

A tal "estética da favela" produziu movimentos culturais interessantes, muitos deles derivados de projetos sociais. Até aí, tudo bem, cultura nunca é demais. Só que fica só nisso. O gueto para lá, nós para cá e todo mundo fica feliz porque fez a sua parte. Mais uma vez, o brasileiro (o carioca é especialista nisso) se contenta com um pouco de pão e circo, quando seu dia a dia continua da mesma forma, violento, miserável e ele, o cidadão, à margem.


http://www.cufa.org.br/

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Contradições (ou "Quero Minha Primavera de Volta")

Recentemente, parece que tudo voltou atrás. A primavera retrocedeu e o inverno se instaurou novamente, com todas as suas privações. Nessas horas, parece que ocorre um efeito cascata nefasto. Além de nada dar certo, não há forças para ir à diante. Voltam a letargia, a desordem, o caos.



Ontem, resolvi que seria diferente. Com todas as forças reunidas, às vezes rateando, comecei de novo os trabalhos. De grão em grão novamente, não tem jeito. Não concluí tudo, mas deixei encaminhado. Hoje pedi mais uma chance à vida, parece que consegui. Saiu 6 de copas no tarot. É uma carta que nos manda olhar para trás, lá no nosso arquivo pessoal do passado. Me pede para investigar. Provavelmente, para evitar novas repetições infelizes. E é isso que pretendo fazer, mas com os dois olhos voltados para frente. Porque preciso seguir em frente, já perdi muito tempo e não pretendo perder mais. Acelerei muito nos últimos meses, de repente esse pode ser um momento de pausa, também de aviso, de que nada dura para sempre. E de que não posso me distrair, se não tudo desanda. No meu caso, o alerta tem que ser constante.

Mas o 6 de copas também traz promessa de renovação. Parece que tudo não passou de um ajuste. Mas doeu, viu? Estou muito cansada, dolorida. Mas vou em frente, não tenho outra escolha.

E não é que minha primavera começa a aparecer de novo???




sábado, 22 de outubro de 2011

Saúde e prazer têm que ser sinônimos!!!

 No último dia 20 tive o prazer de participar do Workshop de Culinária Saudável com Maria Cecília Corsi, que é parte do projeto "Emagrece, Brasil!", promovido por duas revistas que amo de paixão, a Saúde e a Boa Forma, ambas da Editora Abril, com patrocínio da Coca-Cola. Tive esse privilégio graças ao querido blog Conversas de Cozinha, da Sam Shiraishi e do Guilherme Nunes da Silva, que me agraciaram com o convite. Com a oportunidade, ainda conheci o Espaço Carioca de Gastronomia, um local incrível, com diversos cursos para quem gosta de uma boa mesa. Todos fomos muito bem recebidos por Lucia Helena de Oliveira, diretora de redação da revista Saúde e pela equipe da Editora Abril, de ambas as revistas.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

"Criança feliz, feliz a cantar... Alegre a embalar, seu sonho infantil..."




Ilustração: Daniela Moreno

Atendo com muito prazer ao convite da amiga Ingrid Strelow, do Descontruindo a Mãe, para essa deliciosa blogagem coletiva :D

Fui uma criança de Peixes. O que isso significa??? Nada, se o arquétipo desse meu signo solar não fosse tão presente na infância (o ascendente Leão só se manifestou depois). Sonhadora ao extremo, vivia no mundo da lua. Sonhava, sonhava, sonhava... E essa capacidade de sonhar me acompanha até hoje e permeia meus projetos.

Minha infância foi de 74 até o meio dos anos 80 (um pouco além, mas, metida como era, não assumia, rs). Fui criança de apartamento. Até mais ou menos 9 anos, só brincava "indoor". Tenho um irmão materno dois anos mais novo, com o qual brinquei bastante até mais ou menos essa idade, pois na maioria das vezes éramos só nós dois. Tinha uma penca de brinquedos, meu apartamento era um parque de diversões!!! Depois dos 9 anos, comecei a brincar no meu prédio, com uma turminha da qual tenho amigos até hoje. Brincava com as meninas e também com os meninos. Corria, andava de bicicleta, pulava corda, pulava elástico, jogava bola, enfim, tudo que uma criança saudável deve fazer. Já existia videogame (tive Odissey e Atari), mas nem de longe era a principal diversão. Lia muito (comecei a ler muito cedo), ouvia muita música (boa), via desenho animado (com horário para começar e terminar, nunca fiquei o dia todo na frente da tv), fazia ballet e jazz, sempre gostei muito de dançar.

Nossa casa sempre tinha visitas e eu gostava de ficar na sala ouvindo a conversa dos adultos (e me metendo nelas de vez em quando, rs). Todos os domingos (religiosamente) íamos à casa de minha tia avó Dinah, programa que gostava muito. Ela tinha um jardim onde eu ficava na maior parte do tempo, soltando minha imaginação, brincando sozinha, coisa que também gostava muito de fazer. Como eu morava em apartamento, uma casa com jardim e quintal para mim era uma brincadeira diferente e divertida, com mil possibilidades. À tarde, tinha o delicioso lanche, com tudo que eu gostava. À noite, Trapalhões, Silvio Santos, e íamos para casa.

Naná (como eu a chamei até seu último dia, ano passado) fazia mais o papel de vovozinha do que minha própria avó. Era na casa dela que tudo era divertido e permitido. Era para lá que eu corria quando estava aborrecida. Lá eu me sentia livre, naquele jardim cheio de hortênsias e com uma espirradeira enorme e rosada (só fui saber que era venenosa lá pelos 13, 14 anos, na escola, sempre brinquei com ela, rs), na cadeira de balanço que tinha no quintal, onde eu lia ou ficava olhando para o ceu ou na penteadeira dela, com aqueles frascos estranhos de perfume, que muitas vezes viravam poções mágicas.

Uma brincadeira da qual gostava muito era imitar cantoras. Ia no guarda roupa da minha mãe, montava uma produção de estrela, colocava o disco na vitrolinha, improvisava um microfone, cantando e dançando por horas!!! Muitas vezes a performance era compartilhada com a família, que aplaudia como plateia de verdade, rs. Alguém aí lembra da Bianca?? Pois era uma das que mais gostava de imitar.

Minha mãe sempre foi muito vaidosa e acabei herdando isso desde cedo. Gostava muito de me arrumar, colocar fitas no cabelo (eu tinha um rabão de cavalo lindo, que fazia questão de balançar quando passava, kkkk). Só tinha um pequeno problema: eu não ficava muito tempo quieta. Em questão de minutos toda a produção tinha ido por água abaixo: cabelo desgrenhado, roupa suja e amassada de correr, pular e me arrastar no chão durante as brincadeiras. A Cinderela virava abóbora com tanta farra!!!

Sempre fui boa aluna. Mamãe nunca teve trabalho para me pôr para estudar, pois eu fazia isso com muito prazer, curiosa como eu era. Também era muito participativa e ativista, me enfiava em tudo que pudesse: representante de turma, pelotão da bandeira (fui porta-bandeira do Brasil da escola do 3º  ao 5º ano), grêmio estudantil, Conselho Escola Comunidade, apresentações de dança...

As festas de aniversário eram feitas no apartamento. Minha mãe fazia tudo, com a ajuda de tias e amigas para arrumação. Muitos convidados, muitos primos e amigos de escola, parabéns animado, tudo cabia naquele apartamento!!!   Eu nem dormia direito na noite anterior, adorava!!!

Enfim, fui uma menina feliz. Curiosa, sonhadora, agitada, briguenta, quando achava necessário, que aprontava quando dava na telha, que cedo teve que se fazer de forte e que também teve que crescer um tantinho cedo demais. Essa menina ficou um tempo esquecida, em meio a demandas que surgiram. Mas foi resgatada a tempo e agora está novamente aqui, pronta para novas aventuras!!!





quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Casa de ferreiro não pode ter espeto de pau - #paisnaescola - tema que rende...


Outro dia, vi um anúncio no Facebook me chamou atenção, de um colégio novo. Entrei para ver as fotos e comentários, e vi que o endereço era familiar. Era o colégio que estudei (do 6º ano ao 2º do ensino médio)!!! Vendo que era no bairro, fiquei curiosa em conhecer mais, apesar de estar satisfeita com o colégio dos meninos e o Dani estar prestes para ir para o Aplicação da UERJ.

Não gostei muito do que vi. Reconheci o prédio original, mas as fotos (simulações virtuais) só mostravam luxuosas áreas de convivência, nenhuma mostrou salas de aula, tampouco se mencionava projeto pedagógico. Fiz algumas críticas (construtivas e com muita educação), dizendo que achava o projeto superficial, que já vi muitos colégios de fachada, que queria conhecer melhor para ver se era tudo isso mesmo, etc., nos comentários e até comentei com alguns amigos de escola. Passou.

Hoje de manhã cedo, ao abrir minha caixa de mensagens, verifiquei que haviam  duas do tal dono da escola, num tom totalmente grosseiro, me questionando do porquê de eu ter feito as críticas, que ele trabalhou duro, escreveu não sei quantos livros, morou num barraco no subúrbio, etc... Tá, e daí? Daí ele continuou dizendo que investiu 1,5 milhão em infraestrutura, que eu deveria estar feliz (Oi?) por esse colégio estar inaugurando no meu bairro (Como se não existissem excelentes escolas por aqui... Meus filhos passaram pelos melhores e atualmente estão em um deles). Perguntou ainda o que eu já fiz de bom pela sociedade e disse que sou infeliz e amargurada, que isso não é o comportamento esperado de uma "mãe-educadora". E qual o papel esperado então, cara pálida??? De ficar fazendo elogios baseada em desenhos virtuais, como vi muita gente por lá fazer, quando o colégio não se dá ao trabalho sequer de mostrar salas de aula e detalhar seu projeto pedagógico (se é que existe um)???


Há pouco tempo, participei de uma blogagem coletiva, a #paisnaescola http://crisgms.blogspot.com/2011/08/atrasada-mas-com-carinho-blogagem.html onde abordávamos da distância no relaciomanento escola-família e da necessidade de questionar o estabelecimento de ensino que se considera meramente prestador de serviço e de fachada bonita. Escola é mais que isso!!! Se um dono de escola não tem maturidade e estabilidade emocional suficiente para lidar com críticas, o que vamos esperar do seu estabelecimento???

Questionar e criticar é sim prerrogativa minha, como "mãe-educadora", como ele mesmo disse, e, em último caso, como "cliente-pagante" (mesmo que a escola seja pública, pago com meus impostos). De um local cujo dono se dá ao trabalho de invadir uma caixa de mensagens privada (sim, porque nem adicionado meu ele é) para questionar de maneira grosseira uma crítica, em vez de me convidar a conhecer e me surpreender, caso esteja errada, não dá para esperar muita coisa.

Quando se coloca um projeto para o público, há de se esperar críticas, mesmo que essas sejam precipitadas. Se existe algo bom e consistente, não há o que temer, pois a primeira má impressão será desfeita. Nesse caso, só me deu mais motivos para desconfiar e também de querer conhecer (mas para ver se realmente existe algo errado por ali). Espero que me surpreenda, que eu esteja errada a respeito, aí sim vou ficar feliz, caso contrário, vou continuar exercendo o meu direito de criticar e questionar (e vou manter meus filhos onde estão, esse sim colégio sério e com excelente infraestrutura).

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Blogagem Coletiva: #mulhernapublicidade

Atendendo ao convite da amiga Silvia Azevedo, dou minha contribuição, como mulher e profissional que já esteve do outro lado, com formação e experiência profissional em publicidade e marketing. Conforme foi muito bem lembrado, homens são maioria nos departamentos de criação de agências. Não é em todas as agências que isso ocorre, mas é quase regra essa situação. Curiosamente, em contraponto, nos departamentos de marketing das empresas, mulheres cada vez mais são presentes. Existe, portanto, um claro ruído de comunicação, entre empresa e agência e entre empresa e suas clientes.


Normalmente, a publicidade somente retrata a sociedade em que vivemos, transformando isso em apelo de vendas. Se a imagem da mulher é estereotipada, isso vai servir de gancho em anúncios e ações de marketing, com o equívoco de achar que com isso o público alvo está sendo atingido. A mídia reforça essa imagem estereotipada e tudo isso vira um ciclo. O resultado? Ações e anúncios completamente "sem noção", que não retratam a mulher real, que trabalha, cuida dos seus filhos (ou opta por não tê-los), se cuida, sem neuroses ou exageros, vota, se engaja nas causas que acredita, aceita suas marcas como parte de sua história e que conquistou muito até hoje para ser encaixada em perfis pré-determinados de consumo, que acabam se tornando referências quiméricas.

Eu, como mulher, gostaria muito que as propagandas a mim direcionadas me retratassem como sou, não apenas uma parte de mim, ou uma pessoa que sequer tem a ver comigo. Que não me fizessem promessas disso ou daquilo, que não quisessem me tranformar no que não sou. Não sou modelo. Gosto de cuidar da minha casa, mas não sou Amélia. Não sou mãe em 100% do meu tempo. Não sou "cachorra". Não acho que devo me comportar como um homem para me impor.

Tantos "nãos" poderiam servir de base para pesquisas em prol de uma propaganda mais real, mais bem direcionada, que provavelmente atingiria melhor seu objetivo. Isso não está nas mãos das equipes de criação, mas nas nossas. Desconstruindo estereótipos em nosso dia a dia, assumindo que não somos perfeitas, nem temos a obrigação de ser. Nos valorizando, como mulheres e como cidadãs. E não consumindo!!! Nada que vá contra a nossa natureza, que induza a uma qualidade de vida inferior em prol de mero comodismo, que nos retrate de forma desrespeitosa ou inadequada. Está em nossas mãos, somos ativas na economia, somos formadoras de opinião.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O dia em que a andorinha voou...

Dramática e toscana como sou, explico: filhão #aos10 botou os pezinhos pela primeira vez 100% sozinho para fora de casa. Desceu a vila e entregou, à diante uns 20 metros, o cartão de bilhete único que o papai esqueceu em casa. Mas para a mama foi como se ele tivesse viajado para o outro lado do mundo.

Recomendações: não falar com estranhos, não descer a ladeira da vila correndo, pois estaria sozinho, sem ninguém para ajudar (como se o pai não estivesse lá embaixo :/), se alguém tentasse segui-lo, que saísse correndo; se alguém tentasse agarrá-lo, fizesse escândalo, mordesse, batesse onde conseguisse machucar... Enfim, sem comentários, rs...

Resultado da experiência, que não durou nem 3 minutos: filhão obviamente voltou ileso, após cumprir sua missão e foi recebido com beijos e agradecimento. Sinto que um portal se abriu e que nova fase se inicia, junto com a primavera...

sábado, 10 de setembro de 2011

Sem fortes emoções não tem graça... :/

Hoje passei por uma que não desejo a ninguém que é mãe ou pai. Foi no Méier, bairro daqui do Rio pertinho da minha casa. Estávamos fazendo umas compras e no sábado tem muitos ambulantes na rua, vendendo de tudo. Avistei umas bolsas de pano artesanais, lindas e parei para ver. Meu marido seguiu um pouco com o carrinho do Felipinho, junto com o Pedro #aos8 e o Dani #aos10. Segui, me juntei a eles e disse que iria comprar uma que gostei. O Dan pegou o dinheiro, me deu e ficou junto a uma loja de sapatos que tem ao lado da C&A (para quem conhece se orientar mais ou menos sobre onde estávamos). Estava muito cheia a rua, que é comercial e principal do bairro. Fui comprar a bolsa e voltei, dizendo que estava na dúvida se levava outra, etc... Nisso (eu tenho isso quase que automático), eu olho para os meninos e conto: Dani, Felipe... Espera aí...

CADÊ O PEDRO???


Olhei para todos os lados da rua e nada de vê-lo. Não sabia se tinha seguido em frente, sem ver que tínhamos parado, se voltou por algum motivo, se foi atrás de mim e se perdeu, se atravessou a rua sozinho... Mas não, seguir em frente ele não seguiu, ele parou junto com todos. O pai foi no sentido oposto ao nosso, para ver se ele tinha voltado. E nada...

Em desespero (e também como estratégia), comecei a gritar o nome dele o mais alto que poderia (e olha que minha voz é bem potente), obviamente chamando a atenção de todos em volta. Gritei várias vezes: "Pedro, Pedro, Pedroooooooooooooo!!!". Enquanto isso, tinha que ficar de olho no Felipinho e no Dani, que, nervoso, queria também sair pela rua para procurar o irmão. Nem pensei em entrar na C&A, no shopping ou em alguma loja para nos abrigarmos, pois ele poderia passar ou mesmo me ouvir gritando e voltar. Além disso (surpreendentemente, apesar de colocar a boca no mundo, num piti fenomenal e aos prantos, consegui raciocinar friamente, em contraponto), pensei: se alguém estiver tentando levá-lo, vai se intimidar com a mãe fazendo escândalo, ou ele mesmo vai se desvencilhar e vir ao meu encontro, ou pedir ajuda. Sempre os "treino" para essas situações, embora nenhuma mãe deseje nunca que ela ocorra para testar. Os ambulantes, sempre muito solidários, já estavam se mobilizando para procurar o menino, gente se aglomerava à nossa volta...

Foi quando o Pedro sai da C&A com cara de paisagem, sem saber de nada que estava acontecendo do lado de fora. Ele foi atrás de mim, para ficar comigo, não avisou ao pai (que também não viu, porque estava ajeitando o Felipe no carrinho, que dormia) e pensou que eu tivesse entrado na loja. Lá dentro deu um "rolê", viu umas roupas que gostou e saiu. Simples assim. O pai ainda quis brigar com ele (Nem posso culpá-lo pela atitude, estava desesperado meu ursão...), quando voltou e constatou que ele estava conosco. Mas não deixei, só sabia chorar, abraçar e beijá-lo como se ele fosse um bebê (quem é descendente de italianos deve imaginar minha reação, kkkkk).



Enfim... A gente acha que depois de três filhos, com dois crescidos, sabe tudo (e que eles também sabem se virar). Que nada... É um aprendizado contínuo, por mais atenciosos e presentes sejam os pais.

P.S.: Depois disso tudo eu agradeci a todos que tentaram nos ajudar (várias vezes) e, silenciosamente, pela minha proteção. Quando entrei no shopping, parece que a ficha caiu e passei mal. Tive que me sentar, tomar água, até passar... Já pensou que legal, eu baixar no Pasteur (hospital que tem aqui perto) em pleno sábado à tarde??? Aff... Rs...


Em vez disso, comemos palhas italianas que tinha na bolsa para todos, nos refizemos, terminamos as compras e voltamos para casa, felizes de estarmos juntos.

"Eu fico com a pureza da resposta das criancas... É a vida, é bonita e é bonita"!!!

Tenho o hábito de levantar antes de todos aqui em casa. Durante a semana, é para preparar café da manhã e tudo mais para chamar os meninos para a escola (ou madrugar para adiantar meu trabalho e chamar os meninos, em sequência). No final de semana, é diferente. Acordo e, com a casa num silêncio inacreditável, coloco ideias em dia, leio o jornal com mais calma e fico mais um pouco de bobeira na net, um dos meus passatempos favoritos, rs.

Hoje fui direto ao Facebook conferir minhas notificações, quando me deparei com o chamado das amigas Rogéria Thompson e Vanice Santana. Resolvi, então, me juntar a elas numa mini-blogagem coletiva improvisada, para conhecer e divulgar a história do Pedrinho, um lindo menino de 01 ano e 03 meses, idade para ser companheiro do meu Felipinho (tenho certeza que os dois juntos iriam aprontar todas!!! :D), com toda sua potencialidade ainda por desenvolver e toda a vida pela frente.



Pedrinho está precisando de nós. Foi diagnosticado com leucemia e está à procura de um doador. Para quem estiver no Rio hoje e puder se deslocar até o INCA - Praça da Cruz Vermelha, 23/7º andar , sua mãe, Júlia, está organizando uma doação coletiva no local. Quem não estiver no Rio, pode doar em qualquer hemocentro de sua cidade, bastam 5 ml de sangue para entrar para o Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea (REDOME). Tem alguma dúvida? Tudo se esclarece aqui.


Vamos ajudar, galerinha!!! Então está combinado, programa de sábado!!! Dá uma passada no INCA e faça a sua parte, faça a diferença. Pedrinho agradece com seu lindo sorriso.




Doar sangue e medula óssea é mais que um gesto de amor, é um gesto de cidadania. E um gesto simples e rápido, que pode ser feito em qualquer horário de sua conveniência. A medicina avançou e é capaz de salvar mais vidas. Mas ainda necessita da solidariedade das pessoas para isso. Vamos salvar uma vida hoje?


terça-feira, 23 de agosto de 2011

Atrasada, mas com carinho: Blogagem Coletiva #paisnaescola (@futurodopresent)


É com muita satisfação e orgulho que participo, com esse meu novo espaço, de minha primeira blogagem coletiva: #paisnaescola, do querido blog Futuro do Presente com um tema que é para mim muito especial e fundamental: educação.

 
Em primeiro lugar, a escola tem que deixar de ser encarada ou como prestadora de serviço, no caso das particulares ou entidade filantrópica, na qual se presta um favor (não sendo admitidas exigências), no caso das públicas. É claro que nem todas seguem esse padrão, mas essas são poucas e honrosas exceções, cujos profissionais têm amor ao que fazem e competência para exercer seu ofício.

Meus filhos já passaram por algumas escolas e, na maioria das vezes, o procedimento era sempre o mesmo: comunicação pela agenda ou com hora marcada. Na escola atual, apesar da carência de reuniões de pais (é somente uma, no início do ano letivo) e de haver a agenda, nós pais temos plena liberdade de entrar na escola junto com as crianças (não tem aquilo de deixar na porta), falar com a professora na entrada e até bater na porta da sala de aula, se isso for necessário. E não há contratempos desagradáveis, tudo funciona muito bem. Eu acho isso muito importante e sentia falta disso nas outras escolas.

Eu não acredito que uma relação burocrática estabeça o vínculo que é necessário para a formação das crianças em idade escolar. E não há estímulo para que os pais interajam com a escola! As reuniões são sempre monótonas e repetitivas. Sempre que precisamos falar especificamente de um filho, acabamos falando em particular com a professora. Não há interação, não há troca, a conversa não flui, o que ocorre é somente um monólogo: da professora lendo um roteiro preparado. Por vezes, a reunião começa com algum texto edificante, algumas mães se emocionam, e fica só nisso. Uma variação é uma dinâmica ou outra, com pais nitidamente constrangidos participando a contragosto. Um horror!!!

Já é clichê dizer que estamos na era da informação. Com tantos recursos, seja para reuniões presenciais, seja online, para quem não puder comparrecer, a escola ainda não modificou sua forma de integrar os pais a seu cotidiano. Os mais interssados têm que ir atrás, insistir, marcar hora e muitas vezes vêm seu esforço ser em vão, pois, infelizmente, a maioria não está intersssada, acha que a escola tem que resolver tudo pois é paga para isso e eles são muito ocupados (para ir a reunião de pais, a festinhas e também para brincar com o próprio filho, ler uma história para ele...).

É um jogo onde todos perdem. E quem mais perde são as crianças, que ficam sem nenhum referencial no meio disso tudo. Incluindo sérios problemas de comportamento e bullying, vemos cada vez mais crianças que terminam o Ensino Fundamental sem saber ler e escrever direito, sem saber fazer uma conta de cabeça ou sem nenhum hábito de leitura. Pois não há incentivo e crianças são movidas a incentivo e bons exemplos.


 A solução? Conciliação e conscientização do papel de cada um. Da escola, abrir-se mais aos pais - e ouvi-los, em vez de somente prestar contas, usar dos recursos que temos atualmente para abrigar todas as agendas, para que todos possam participar. Capacitar melhor seus professores, para que não sejam meros ditadores de matéria para decorar. Tornar o aprendizado mais interessante e atrativo, fazer as crianças, desde cedo, terem amor ao que fazem, para sererm futuros adultos de sucesso no que escolherem.

E aos pais? A esses cabe a sua tarefa primordial: serem pais acima de suas outras funções. Priorizar seus filhos em suas agendas, em suas demandas. Crianças até aprendem sozinhas, se preciso for. Mas aí são meras sobreviventes. Criança precisa da família por perto, amparando, ensinando e até aprendendo junto, para uma formação completa. Precisa de incentivo, aplauso, quando for o caso, e exigência e bronca, quando também necessário. Juntando isso com amor, não tem como não dar certo.
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