domingo, 6 de novembro de 2011

Tá de bobeira??? Quer uma receita de bolo rápida e gostosa :) ?

Esse bolo pode ser feito à mão ou em batedeira. A textura ficará diferente de um modo ou de outro, mas ambas ficarão boas. Pode acrescentar baunilha, chocolate ou o que você quiser, caso não queira fazer a versão branca, comum.

Bolo Rápido da Cris



  • 2 xícaras de açúcar
  • 2 colheres de sopa de manteiga ou margarina sem sal
Mistura tudo!!!
  • 3 ovos inteiros
Bate tudo!!! O ponto é quando ficar fofo e uniforme.
  • 2 xícaras de farinha de trigo
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
Mistura tudo. Acrescenta por último:
  • 1 xícara de leite
Dá aquela misturada final, até a massa ficar totalmente uniforme. Unta e enfarinha uma forma de buraco no meio e deixa no forno por 30 a 40 minutos. Fica pronto quando o meio estiver seco (verifica com o indefectível palitinho ou com um garfo mesmo).

Só quero ver alguém preferir massa de bolo pronta agora, rs...

Enjoy it!!!!

Minha vida é uma set list!!! (#BlogagemColetiva "As músicas da minha vida")

Mais uma blogagem coletiva divertidíssima, proposta pela amiga Fê Iasi (adorei) em homenagem ao niver de casamento da amiga Ingrid Strelow e seu maridão Paulo Lima.



Desde que me entendo por ser humano minimamente civilizado gosto de música. Ela sempre esteve presente em minha casa. A diva Vanice Santana me lembrou das Patotinhas no post dela (que também foram indiretamente lembradas no meu do Dia das Crianças). Foi um dos meus primeiros contatos espontâneos com música, vindo depois Balão Mágico, Trem da Alegria, as músicas daqueles especiais infantis da Globo (quando chamavam Raul para fazer, em vez de pagodeiros e subcelebridades...), músicas clássicas de criança, naqueles discos de historinhas coloridos... Fui dessas crianças que se fantasia e imita o artista e tudo. Sempre colocava música para brincar, para estudar, em minhas festas sempre tinha, muita.







Daí para o rock foi um pulo... Meu primeiro contato (tirando o Raul, já citado acima) foi o melhor possível: Queen. Minha mãe por milagre comprou algo que não fosse pagode resolveu inovar, comprou e gostou: o álbum The Works, com o qual fui presenteada pela música Radio Ga Ga. Essa música é minha primeira referência musical de verdade e me emociona até hoje.






Daí que partindo do Queen, conheci Kiss, que veio ao Brasil fazer show em 83 e logo depois surgiram do Rock'n Rio (ao menos para mim, que ainda não conhecia e onde o Queen arrasou, nos emocionando ao extremo) Ozzy Osbourne, AC/DC, Scorpions...








Além de, claro, meu querido BRock, que bombou na época, ficou esquecido um tempo e voltou com tudo: Lulu Santos, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Legião Urbana, Titãs... O Legião, em especial, pois Renato sempre foi para mim muito mais que um cantor, mas uma referência cultural. Senti muito por sua partida tão precoce (o que, aliás, ocorreu com Cazuza, Cássia Eller, Freddy Mercury...).



Nesse ínterim, uma breve pausa para o bizarro... EU GOSTEI DE MENUDO... :/ Pois é... E gostei de dançar coreografia, me rasgar e até me vestir igual a eles. Ninguém é perfeito...



Acreditam que ouvindo a música agora, involuntariamente, o corpo ainda se mexe lembrando da coreografia??? Eu hein... o.O E não é que os bichinhos eram feios??? E, sim, playback não é exclusivdade do Justin Bieber, nos shows deles rolava solto também, rs.

Nos anos 80 a new wave também era muito forte, obrigatória nas festinhas. Eu me acabava!!!! :D





Era new wave e o gótico ("farofa" or not...), que tocava nas chamadas "festas dark" (todo mundo de preto, com batom e unha escuros, dançando com a própria sombra): The Cure, The Smiths, Morrissey, The Cult, Echo and Bunnymen...







Depois disso veio a adolescência, já no final dos 80 e avançou pelos 90's. A disco voltava com tudo, só que repaginada, em forma de "dance music" e o pop subia direto nas paradas. Era época de Erasure, Pet Shop Boys, New Order... Foi a época que comecei a sair à noite e me acabar nas pistas, onde também tocava pérolas dessa época, como Sonia e Kon Kan. Zoom, Babilônia, La Dolce Vita, Hippopotamus (onde consegui entrar algumas vezes com jabá de convidados), Circus... Depois, com o movimento das raves, lá pelo meio dos 90's, vieram as festas na Fundição Progresso, a Bitch do Tivoli Park, a Monnight no Sírio e Libanês (já entrando nos 2000)... Bons tempos...












Hoje sou um pouco de cada uma dessas músicas (tem muito mais, se fosse colocar tudo ficaria aqui até à noite, rs). Um mix de tudo isso. E passo para meus filhos todas essas referências, para que eles conheçam um pouco da minha história e para que tenham embasamento para formar as próprias set lists de suas vidas.

Parabéns, Ingrid, a você e ao maridão!!! Que a música e a magia sempre estejam em suas vidas e que sejam o mote dessa família linda.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

#DiadaFavela. Oi???

Eu sei que existe dia para tudo, mas "Dia da Favela" não conhecia. Até hoje, ao ver o termo no topo dos Trending Topics do Twitter... Graças ao Deus Google e ao @marcelotas, fiquei sabendo que a palavra "favela" tem origem em uma flor e que o Dia da Favela é uma invenção da cidade do Rio de Janeiro, em referência a um episódio ocorrido no Morro da Providência, a primeira favela oficialmente instalada em nossa cidade. Esse dia, teoricamente, surgiu com o objetivo de resgatar a dignidade de quem habita uma favela e de mostrar a cara dessa gente tão sofrida que lá vive.


Aqui em nosso país, temos a bizarra mania de enaltecer tudo ligado à miséria e à pobreza, colocando um verniz folclórico e chamando aquilo de "estética". Nesse caso, a "estética da favela". Estética de que, cara pálida??? Quem já entrou numa favela sabe que a maioria das pessoas que lá habitam vivem em residências improvisadas, sem rede de esgoto, saneamento básico, em condições muito aquém às de que um ser humano minimamente precisa para dizer que mora e vive com dignidade. Em vez de enaltecer a tal "estética da favela", por que a sociedade não oferece a essas pessoas condições dignas de moradia, com todos os direitos e deveres que isso demanda? Parabenizar alguém porque mora em uma favela??? Só podem estar de sacanagem Deve ser brincadeira... Eu tenho é que desejar que as pessoas que lá vivem (a maioria honesta e trabalhadora) "desçam" para uma moradia digna, aqui no asfalto, junto de nós. Não que fiquem separados em um gueto.

A tal "estética da favela" produziu movimentos culturais interessantes, muitos deles derivados de projetos sociais. Até aí, tudo bem, cultura nunca é demais. Só que fica só nisso. O gueto para lá, nós para cá e todo mundo fica feliz porque fez a sua parte. Mais uma vez, o brasileiro (o carioca é especialista nisso) se contenta com um pouco de pão e circo, quando seu dia a dia continua da mesma forma, violento, miserável e ele, o cidadão, à margem.


http://www.cufa.org.br/

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Contradições (ou "Quero Minha Primavera de Volta")

Recentemente, parece que tudo voltou atrás. A primavera retrocedeu e o inverno se instaurou novamente, com todas as suas privações. Nessas horas, parece que ocorre um efeito cascata nefasto. Além de nada dar certo, não há forças para ir à diante. Voltam a letargia, a desordem, o caos.



Ontem, resolvi que seria diferente. Com todas as forças reunidas, às vezes rateando, comecei de novo os trabalhos. De grão em grão novamente, não tem jeito. Não concluí tudo, mas deixei encaminhado. Hoje pedi mais uma chance à vida, parece que consegui. Saiu 6 de copas no tarot. É uma carta que nos manda olhar para trás, lá no nosso arquivo pessoal do passado. Me pede para investigar. Provavelmente, para evitar novas repetições infelizes. E é isso que pretendo fazer, mas com os dois olhos voltados para frente. Porque preciso seguir em frente, já perdi muito tempo e não pretendo perder mais. Acelerei muito nos últimos meses, de repente esse pode ser um momento de pausa, também de aviso, de que nada dura para sempre. E de que não posso me distrair, se não tudo desanda. No meu caso, o alerta tem que ser constante.

Mas o 6 de copas também traz promessa de renovação. Parece que tudo não passou de um ajuste. Mas doeu, viu? Estou muito cansada, dolorida. Mas vou em frente, não tenho outra escolha.

E não é que minha primavera começa a aparecer de novo???




sábado, 22 de outubro de 2011

Saúde e prazer têm que ser sinônimos!!!

 No último dia 20 tive o prazer de participar do Workshop de Culinária Saudável com Maria Cecília Corsi, que é parte do projeto "Emagrece, Brasil!", promovido por duas revistas que amo de paixão, a Saúde e a Boa Forma, ambas da Editora Abril, com patrocínio da Coca-Cola. Tive esse privilégio graças ao querido blog Conversas de Cozinha, da Sam Shiraishi e do Guilherme Nunes da Silva, que me agraciaram com o convite. Com a oportunidade, ainda conheci o Espaço Carioca de Gastronomia, um local incrível, com diversos cursos para quem gosta de uma boa mesa. Todos fomos muito bem recebidos por Lucia Helena de Oliveira, diretora de redação da revista Saúde e pela equipe da Editora Abril, de ambas as revistas.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

"Criança feliz, feliz a cantar... Alegre a embalar, seu sonho infantil..."




Ilustração: Daniela Moreno

Atendo com muito prazer ao convite da amiga Ingrid Strelow, do Descontruindo a Mãe, para essa deliciosa blogagem coletiva :D

Fui uma criança de Peixes. O que isso significa??? Nada, se o arquétipo desse meu signo solar não fosse tão presente na infância (o ascendente Leão só se manifestou depois). Sonhadora ao extremo, vivia no mundo da lua. Sonhava, sonhava, sonhava... E essa capacidade de sonhar me acompanha até hoje e permeia meus projetos.

Minha infância foi de 74 até o meio dos anos 80 (um pouco além, mas, metida como era, não assumia, rs). Fui criança de apartamento. Até mais ou menos 9 anos, só brincava "indoor". Tenho um irmão materno dois anos mais novo, com o qual brinquei bastante até mais ou menos essa idade, pois na maioria das vezes éramos só nós dois. Tinha uma penca de brinquedos, meu apartamento era um parque de diversões!!! Depois dos 9 anos, comecei a brincar no meu prédio, com uma turminha da qual tenho amigos até hoje. Brincava com as meninas e também com os meninos. Corria, andava de bicicleta, pulava corda, pulava elástico, jogava bola, enfim, tudo que uma criança saudável deve fazer. Já existia videogame (tive Odissey e Atari), mas nem de longe era a principal diversão. Lia muito (comecei a ler muito cedo), ouvia muita música (boa), via desenho animado (com horário para começar e terminar, nunca fiquei o dia todo na frente da tv), fazia ballet e jazz, sempre gostei muito de dançar.

Nossa casa sempre tinha visitas e eu gostava de ficar na sala ouvindo a conversa dos adultos (e me metendo nelas de vez em quando, rs). Todos os domingos (religiosamente) íamos à casa de minha tia avó Dinah, programa que gostava muito. Ela tinha um jardim onde eu ficava na maior parte do tempo, soltando minha imaginação, brincando sozinha, coisa que também gostava muito de fazer. Como eu morava em apartamento, uma casa com jardim e quintal para mim era uma brincadeira diferente e divertida, com mil possibilidades. À tarde, tinha o delicioso lanche, com tudo que eu gostava. À noite, Trapalhões, Silvio Santos, e íamos para casa.

Naná (como eu a chamei até seu último dia, ano passado) fazia mais o papel de vovozinha do que minha própria avó. Era na casa dela que tudo era divertido e permitido. Era para lá que eu corria quando estava aborrecida. Lá eu me sentia livre, naquele jardim cheio de hortênsias e com uma espirradeira enorme e rosada (só fui saber que era venenosa lá pelos 13, 14 anos, na escola, sempre brinquei com ela, rs), na cadeira de balanço que tinha no quintal, onde eu lia ou ficava olhando para o ceu ou na penteadeira dela, com aqueles frascos estranhos de perfume, que muitas vezes viravam poções mágicas.

Uma brincadeira da qual gostava muito era imitar cantoras. Ia no guarda roupa da minha mãe, montava uma produção de estrela, colocava o disco na vitrolinha, improvisava um microfone, cantando e dançando por horas!!! Muitas vezes a performance era compartilhada com a família, que aplaudia como plateia de verdade, rs. Alguém aí lembra da Bianca?? Pois era uma das que mais gostava de imitar.

Minha mãe sempre foi muito vaidosa e acabei herdando isso desde cedo. Gostava muito de me arrumar, colocar fitas no cabelo (eu tinha um rabão de cavalo lindo, que fazia questão de balançar quando passava, kkkk). Só tinha um pequeno problema: eu não ficava muito tempo quieta. Em questão de minutos toda a produção tinha ido por água abaixo: cabelo desgrenhado, roupa suja e amassada de correr, pular e me arrastar no chão durante as brincadeiras. A Cinderela virava abóbora com tanta farra!!!

Sempre fui boa aluna. Mamãe nunca teve trabalho para me pôr para estudar, pois eu fazia isso com muito prazer, curiosa como eu era. Também era muito participativa e ativista, me enfiava em tudo que pudesse: representante de turma, pelotão da bandeira (fui porta-bandeira do Brasil da escola do 3º  ao 5º ano), grêmio estudantil, Conselho Escola Comunidade, apresentações de dança...

As festas de aniversário eram feitas no apartamento. Minha mãe fazia tudo, com a ajuda de tias e amigas para arrumação. Muitos convidados, muitos primos e amigos de escola, parabéns animado, tudo cabia naquele apartamento!!!   Eu nem dormia direito na noite anterior, adorava!!!

Enfim, fui uma menina feliz. Curiosa, sonhadora, agitada, briguenta, quando achava necessário, que aprontava quando dava na telha, que cedo teve que se fazer de forte e que também teve que crescer um tantinho cedo demais. Essa menina ficou um tempo esquecida, em meio a demandas que surgiram. Mas foi resgatada a tempo e agora está novamente aqui, pronta para novas aventuras!!!





quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Casa de ferreiro não pode ter espeto de pau - #paisnaescola - tema que rende...


Outro dia, vi um anúncio no Facebook me chamou atenção, de um colégio novo. Entrei para ver as fotos e comentários, e vi que o endereço era familiar. Era o colégio que estudei (do 6º ano ao 2º do ensino médio)!!! Vendo que era no bairro, fiquei curiosa em conhecer mais, apesar de estar satisfeita com o colégio dos meninos e o Dani estar prestes para ir para o Aplicação da UERJ.

Não gostei muito do que vi. Reconheci o prédio original, mas as fotos (simulações virtuais) só mostravam luxuosas áreas de convivência, nenhuma mostrou salas de aula, tampouco se mencionava projeto pedagógico. Fiz algumas críticas (construtivas e com muita educação), dizendo que achava o projeto superficial, que já vi muitos colégios de fachada, que queria conhecer melhor para ver se era tudo isso mesmo, etc., nos comentários e até comentei com alguns amigos de escola. Passou.

Hoje de manhã cedo, ao abrir minha caixa de mensagens, verifiquei que haviam  duas do tal dono da escola, num tom totalmente grosseiro, me questionando do porquê de eu ter feito as críticas, que ele trabalhou duro, escreveu não sei quantos livros, morou num barraco no subúrbio, etc... Tá, e daí? Daí ele continuou dizendo que investiu 1,5 milhão em infraestrutura, que eu deveria estar feliz (Oi?) por esse colégio estar inaugurando no meu bairro (Como se não existissem excelentes escolas por aqui... Meus filhos passaram pelos melhores e atualmente estão em um deles). Perguntou ainda o que eu já fiz de bom pela sociedade e disse que sou infeliz e amargurada, que isso não é o comportamento esperado de uma "mãe-educadora". E qual o papel esperado então, cara pálida??? De ficar fazendo elogios baseada em desenhos virtuais, como vi muita gente por lá fazer, quando o colégio não se dá ao trabalho sequer de mostrar salas de aula e detalhar seu projeto pedagógico (se é que existe um)???


Há pouco tempo, participei de uma blogagem coletiva, a #paisnaescola http://crisgms.blogspot.com/2011/08/atrasada-mas-com-carinho-blogagem.html onde abordávamos da distância no relaciomanento escola-família e da necessidade de questionar o estabelecimento de ensino que se considera meramente prestador de serviço e de fachada bonita. Escola é mais que isso!!! Se um dono de escola não tem maturidade e estabilidade emocional suficiente para lidar com críticas, o que vamos esperar do seu estabelecimento???

Questionar e criticar é sim prerrogativa minha, como "mãe-educadora", como ele mesmo disse, e, em último caso, como "cliente-pagante" (mesmo que a escola seja pública, pago com meus impostos). De um local cujo dono se dá ao trabalho de invadir uma caixa de mensagens privada (sim, porque nem adicionado meu ele é) para questionar de maneira grosseira uma crítica, em vez de me convidar a conhecer e me surpreender, caso esteja errada, não dá para esperar muita coisa.

Quando se coloca um projeto para o público, há de se esperar críticas, mesmo que essas sejam precipitadas. Se existe algo bom e consistente, não há o que temer, pois a primeira má impressão será desfeita. Nesse caso, só me deu mais motivos para desconfiar e também de querer conhecer (mas para ver se realmente existe algo errado por ali). Espero que me surpreenda, que eu esteja errada a respeito, aí sim vou ficar feliz, caso contrário, vou continuar exercendo o meu direito de criticar e questionar (e vou manter meus filhos onde estão, esse sim colégio sério e com excelente infraestrutura).

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Blogagem Coletiva: #mulhernapublicidade

Atendendo ao convite da amiga Silvia Azevedo, dou minha contribuição, como mulher e profissional que já esteve do outro lado, com formação e experiência profissional em publicidade e marketing. Conforme foi muito bem lembrado, homens são maioria nos departamentos de criação de agências. Não é em todas as agências que isso ocorre, mas é quase regra essa situação. Curiosamente, em contraponto, nos departamentos de marketing das empresas, mulheres cada vez mais são presentes. Existe, portanto, um claro ruído de comunicação, entre empresa e agência e entre empresa e suas clientes.


Normalmente, a publicidade somente retrata a sociedade em que vivemos, transformando isso em apelo de vendas. Se a imagem da mulher é estereotipada, isso vai servir de gancho em anúncios e ações de marketing, com o equívoco de achar que com isso o público alvo está sendo atingido. A mídia reforça essa imagem estereotipada e tudo isso vira um ciclo. O resultado? Ações e anúncios completamente "sem noção", que não retratam a mulher real, que trabalha, cuida dos seus filhos (ou opta por não tê-los), se cuida, sem neuroses ou exageros, vota, se engaja nas causas que acredita, aceita suas marcas como parte de sua história e que conquistou muito até hoje para ser encaixada em perfis pré-determinados de consumo, que acabam se tornando referências quiméricas.

Eu, como mulher, gostaria muito que as propagandas a mim direcionadas me retratassem como sou, não apenas uma parte de mim, ou uma pessoa que sequer tem a ver comigo. Que não me fizessem promessas disso ou daquilo, que não quisessem me tranformar no que não sou. Não sou modelo. Gosto de cuidar da minha casa, mas não sou Amélia. Não sou mãe em 100% do meu tempo. Não sou "cachorra". Não acho que devo me comportar como um homem para me impor.

Tantos "nãos" poderiam servir de base para pesquisas em prol de uma propaganda mais real, mais bem direcionada, que provavelmente atingiria melhor seu objetivo. Isso não está nas mãos das equipes de criação, mas nas nossas. Desconstruindo estereótipos em nosso dia a dia, assumindo que não somos perfeitas, nem temos a obrigação de ser. Nos valorizando, como mulheres e como cidadãs. E não consumindo!!! Nada que vá contra a nossa natureza, que induza a uma qualidade de vida inferior em prol de mero comodismo, que nos retrate de forma desrespeitosa ou inadequada. Está em nossas mãos, somos ativas na economia, somos formadoras de opinião.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O dia em que a andorinha voou...

Dramática e toscana como sou, explico: filhão #aos10 botou os pezinhos pela primeira vez 100% sozinho para fora de casa. Desceu a vila e entregou, à diante uns 20 metros, o cartão de bilhete único que o papai esqueceu em casa. Mas para a mama foi como se ele tivesse viajado para o outro lado do mundo.

Recomendações: não falar com estranhos, não descer a ladeira da vila correndo, pois estaria sozinho, sem ninguém para ajudar (como se o pai não estivesse lá embaixo :/), se alguém tentasse segui-lo, que saísse correndo; se alguém tentasse agarrá-lo, fizesse escândalo, mordesse, batesse onde conseguisse machucar... Enfim, sem comentários, rs...

Resultado da experiência, que não durou nem 3 minutos: filhão obviamente voltou ileso, após cumprir sua missão e foi recebido com beijos e agradecimento. Sinto que um portal se abriu e que nova fase se inicia, junto com a primavera...

sábado, 10 de setembro de 2011

Sem fortes emoções não tem graça... :/

Hoje passei por uma que não desejo a ninguém que é mãe ou pai. Foi no Méier, bairro daqui do Rio pertinho da minha casa. Estávamos fazendo umas compras e no sábado tem muitos ambulantes na rua, vendendo de tudo. Avistei umas bolsas de pano artesanais, lindas e parei para ver. Meu marido seguiu um pouco com o carrinho do Felipinho, junto com o Pedro #aos8 e o Dani #aos10. Segui, me juntei a eles e disse que iria comprar uma que gostei. O Dan pegou o dinheiro, me deu e ficou junto a uma loja de sapatos que tem ao lado da C&A (para quem conhece se orientar mais ou menos sobre onde estávamos). Estava muito cheia a rua, que é comercial e principal do bairro. Fui comprar a bolsa e voltei, dizendo que estava na dúvida se levava outra, etc... Nisso (eu tenho isso quase que automático), eu olho para os meninos e conto: Dani, Felipe... Espera aí...

CADÊ O PEDRO???


Olhei para todos os lados da rua e nada de vê-lo. Não sabia se tinha seguido em frente, sem ver que tínhamos parado, se voltou por algum motivo, se foi atrás de mim e se perdeu, se atravessou a rua sozinho... Mas não, seguir em frente ele não seguiu, ele parou junto com todos. O pai foi no sentido oposto ao nosso, para ver se ele tinha voltado. E nada...

Em desespero (e também como estratégia), comecei a gritar o nome dele o mais alto que poderia (e olha que minha voz é bem potente), obviamente chamando a atenção de todos em volta. Gritei várias vezes: "Pedro, Pedro, Pedroooooooooooooo!!!". Enquanto isso, tinha que ficar de olho no Felipinho e no Dani, que, nervoso, queria também sair pela rua para procurar o irmão. Nem pensei em entrar na C&A, no shopping ou em alguma loja para nos abrigarmos, pois ele poderia passar ou mesmo me ouvir gritando e voltar. Além disso (surpreendentemente, apesar de colocar a boca no mundo, num piti fenomenal e aos prantos, consegui raciocinar friamente, em contraponto), pensei: se alguém estiver tentando levá-lo, vai se intimidar com a mãe fazendo escândalo, ou ele mesmo vai se desvencilhar e vir ao meu encontro, ou pedir ajuda. Sempre os "treino" para essas situações, embora nenhuma mãe deseje nunca que ela ocorra para testar. Os ambulantes, sempre muito solidários, já estavam se mobilizando para procurar o menino, gente se aglomerava à nossa volta...

Foi quando o Pedro sai da C&A com cara de paisagem, sem saber de nada que estava acontecendo do lado de fora. Ele foi atrás de mim, para ficar comigo, não avisou ao pai (que também não viu, porque estava ajeitando o Felipe no carrinho, que dormia) e pensou que eu tivesse entrado na loja. Lá dentro deu um "rolê", viu umas roupas que gostou e saiu. Simples assim. O pai ainda quis brigar com ele (Nem posso culpá-lo pela atitude, estava desesperado meu ursão...), quando voltou e constatou que ele estava conosco. Mas não deixei, só sabia chorar, abraçar e beijá-lo como se ele fosse um bebê (quem é descendente de italianos deve imaginar minha reação, kkkkk).



Enfim... A gente acha que depois de três filhos, com dois crescidos, sabe tudo (e que eles também sabem se virar). Que nada... É um aprendizado contínuo, por mais atenciosos e presentes sejam os pais.

P.S.: Depois disso tudo eu agradeci a todos que tentaram nos ajudar (várias vezes) e, silenciosamente, pela minha proteção. Quando entrei no shopping, parece que a ficha caiu e passei mal. Tive que me sentar, tomar água, até passar... Já pensou que legal, eu baixar no Pasteur (hospital que tem aqui perto) em pleno sábado à tarde??? Aff... Rs...


Em vez disso, comemos palhas italianas que tinha na bolsa para todos, nos refizemos, terminamos as compras e voltamos para casa, felizes de estarmos juntos.
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