quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia Internacional da Mulher


Blogagem Coletiva Dia Internacional da Mulher

Se tem uma data com a qual não simpatizo é com o Dia Internacional da Mulher. Nem pelo sentido histórico da mesma, que deve ser sempre lembrado e relembrado. Não à toa post semelhante que tenho, sobre o Dia Internacional de Combate à Violência Contra A Mulher, é um dos mais acessados no blog. Afinal, as conquistas em tão pouco tempo são muito relevantes, apesar de ainda ter muito o que fazer e o desrespeito a nossos direitos ainda serem quase regra, precisando de projetos de lei para nos garantir o mínimo de dignidade. Não simpatizo é com os parabéns recebidos, tampouco com florzinhas que são distribuídas, convites para jantar ou descontos especiais no comércio. Soa como esmola, como uma compensação pífia para séculos de desmandos. Não quero ser respeitada por um dia, mas em toda a minha existência.
Em vez de ganhar flores, prefiro que a violência e o desrespeito cessem e sejam punidos nos rigores da lei. Em vez de ganhar parabéns ou frases fofas no Facebook ou no Twitter, prefiro que nossos salários sejam equiparados aos dos homens, em toda a hierarquia corporativa e que tenhamos as mesmas oportunidades.

Quero igualdade de direitos e obrigações. Quero respeito. Quero poder amamentar sem ser discriminada ou ridicularizada. Quero ter direito a acompanhar os primeiros meses do meu filho em paz e de conciliar trabalho com família, sem prejuízo a nenhuma parte. Quero ter o direito de dizer não. Quero flores, bombons e jantares sim, mas quero de bom grado ;)

Parabéns a todas as mulheres de verdade, que "têm a estranha mania de ter fé na vida"!!!!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Nossa adaptação à escola pública - primeiras semanas e entrevista no IG

Gente, tenho é assunto aqui acumulado nos rascunhos... Muitas coisas interessantes acontecendo, no mundo e na minha vida, muita coisa para colocar em dia. Mas, hoje, o assunto é nossa adaptação na escola pública, continuando a série que iniciei nesse post e pretendo continuar ao longo do ano.

Hoje estou, junto com outras mães vivendo situações semelhantes, no iG, canal Delas, na seção Filhos, contando um pouco de nossa experiência nessa transição, em entrevista concedida à jornalista Carla Hosoi. A matéria, na íntegra, está aqui.

"Da escola particular à rede pública", matéria para a qual concedi entrevista à jornalista Carla Hosoi
Foram as primeiras impressões, bem no iniciozinho do período letivo, mas servem como depoimento de apoio para quem vive situação semelhante e também para informar, para mostrar o outro lado, o lado positivo do ensino público. Erros e acertos ocorrem em qualquer lugar. O importante, para a escola, é ter uma equipe comprometida com a qualidade de ensino e com o bem estar de seus alunos o que, no caso das escolas escolhidas, está acontecendo. Da parte dos pais, a participação ativa é fundamental, com busca de informações, cobrança positiva, no sentido de melhorar e valorizar a escola e contribuição sempre que possível, para que a comunidade, junta, possa ter a escola que quer e merece.

Depois de ocorrida a entrevista, veio o Carnaval e as aulas retornaram na próxima segunda feira após esse, em 06/02. Na semana antes do Carnaval, eles receberam o Riocard, que veio sem foto, apesar da escola prontamente ter marcado o dia e tirado as fotos, enviando as mesmas corretamente. A princípio, não haverá problemas com isso, espero.

As coisas começaram a acontecer, material escolar, livros didáticos e uniforme foram distribuídos, parte das informações passadas foram se consolidando. Existem problemas, especialmente com a questão da falta de professores ou professores com presença irregular, o que gera alguns transtornos em ambas as escolas. Na do mais velho, gerou instabilidade de horários, obrigando as crianças a levarem todo o material na mochila. A solução está em andamento e a diretora da escola, guerreira que ela só, está se empenhando pessoalmente para resolver o problema. Mas, especialmente na do meu do meio, que está no Fundamental I, apesar de não atingir diretamente a ele, pois a turma dele está funcionando normalmente e com professora, não deixo de me preocupar, com as outras crianças e com o impacto disso no dia a dia da escola. A equipe é muito competente no que faz e se dedica com amor e, ao mesmo tempo, com muito profissionalismo, mesmo com essa falha da Secretaria Municipal de Educação. "Tiram leite de pedra" para dar às crianças e aos pais o melhor possível, garantindo tanto formação quanto a segurança das crianças poderem frequentar a escola.

Meu mais velho irá cursar inglês com bolsa integral em um curso renomado, fruto do convênio da escola com esse curso. As aulas estão de vento em popa, as oficinas começam a acontecer, além de aulas de música e dança. As bibliotecas já estão funcionando e eles já aproveitaram para pegar novos livros para ler. A cada hora surgem novidades e quero que eles participem de tudo, que aproveitem todas as oportunidades possíveis.

E, uma observação importante: quando disse na entrevista que as informações são desencontradas e que são passadas "de sopetão", não foi uma crítica direta às escolas, mas da forma como a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro resolve as coisas por vezes, forçando a equipe das escolas a dar uma hora uma informação, outra hora uma diversa. Não há má vontade, tampouco irresponsabilidade, eles só trabalham (e muito bem) com os recursos disponíveis, os quais muitas vezes não são o ideal.

Nesse momento, só tenho a agradecer às equipes da Escola Municipal Jean Mermoz e da Escola Municipal República do Peru, pelos meus filhos estarem tão felizes e satisfeitos. O que eu puder fazer para ajudar e contribuir, farei, pois esse ganho também é meu, para uma educação melhor e acessível a todos, além de destacar o papel da escola como pólo disseminador de cultura e ponto de encontro da comunidade.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Sou grata!!!


Ontem comentei no Facebook que quem tem amigos tem tudo, após constatar isso na própria pele. Nos momentos de desespero, a tendência é o afastamento até dos que se dizem muito amigos. Por receio de pedirmos algo ou simplesmente porque alguns não suportam o fato de que as pessoas não são felizes e cor de rosa o tempo todo. Tenho passado por algumas adversidades e, junto com minha família (marido e meus lindos filhos), é com os amigos que tenho contado para superá-las. Um gesto, uma ajuda prática, uma palavra de carinho, nada disso tem me faltado. A família, os amigos verdadeiros (não os de oba oba) e nossas crenças são nossos pilares de sustentação, o que nos mantém de pé e o que nos empurra para frente quando faltam forças.

Não sou um pessoa religiosa. Se tiver que preencher um formulário, por não me ver na obrigação de me rotular religiosamente, me defino como agnóstica (e muitos ficam com cara de ué, sem saber do que se trata). Mas sou muito atenta aos sinais que a vida me manda e também tenho minhas crenças, pessoais e intransferíveis, herança de vivências por diferentes religiões e por diferentes estudos feitos. Tenho meus rituais diários, minha meditação, meus exercícios de respiração, minhas orações e também mentalizações. E também aceito de bom grado conselhos de religiões que não sigo usualmente, desde que sejam de coração e dentro do contexto, sem forçar a barra.



A grande tendência das pessoas é procurar a religião como tábua de salvação, em momentos difíceis. Não sei se isso é bom ou ruim, mas é como ocorre. Acho que é porque lembramos sempre de pedir, mas nunca de agradecer. E é no agradecimento que nos regozijamos e reafirmamos quem somos e em que acreditamos. Se é hábito, creio que as adversidades são enfrentadas não exatamente com mais facilidade, mas com mais lucidez. Sendo grato pelo que tenho, eu não vou ficar lamentando pelo que não tenho e uma hora ou outra uma solução aparecerá, dada por mim ou por alguém em meu socorro. Não é mágica, é assim que o Universo funciona.

Então, lembre-se, acima de tudo, antes de pedir qualquer coisa, de ser grato. É o primeiro passo para que os nós se desatem e você volte a andar para frente.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Qual gigante seu precisa ser derrubado?

Baú da Web

‘A nossa maior glória não reside no fato de nunca cairmos, mas sim, em levantarmo-nos depois de cada queda.” Confúcio

E já estamos no Carnaval! Não, não virei com o papo de que o ano está voando, e bla, bla, bla... Mas que passou rápido, passou, rs.

Este Carnaval não está sendo como planejei. Com o Felipinho maior, tinha resolvido que esse ano voltaria a frequentar os blocos e, de repente, até iria a alguns bailinhos, em locais que fossem adequados a crianças. E opções não faltam esse ano!!! Pedro e Dani também se animaram. Mas, por circunstâncias, teremos que passar o Carnaval em casa. Fiquei muito triste, confesso, mas também, por outro lado, teremos alguns dias para ficarmos em família, juntos, crianças brincando no quintal, vendo filmes e confraternizando, como sempre fazemos (isso não deixamos nunca), de preferência comendo um gostoso bolo ou pipocas com limonada. Como comentei ontem com amigos, praia o Rio tem o ano todo e Carnaval ano que vem tem de novo...

É chato quando as coisas não saem como desejamos, mas é também útil para vermos onde erramos, onde planejamos errado (ou não planejamos) e por quais caminhos infrutíferos insistimos em seguir. Neste ano, a escola de samba Grande Rio, com sede aqui em Caxias, Baixada Fluminense, tem um enredo interessante. Fala de superação. Ano passado, com o incêndio nos barracões da Cidade do Samba, ela foi uma das mais atingidas e, mesmo assim, junto com a Portela, superaram e fizeram seu carnaval com dignidade. Isso inspirou o enredo desse ano. Em certa altura, ocorre a pergunta, que é mais ou menos "Qual gigante seu precisa ser derrubado?", em referência provavelmente à passagem bíblica de Davi e Golias. Qual nosso maior inimigo? Onde ele está? Normalmente, está dentro de nós mesmos e temos que nos enfrentar, mudar e transcender para ir em frente e acabar com a autossabotagem.

Nesse tempo restante de Carnaval, até a quarta feira, pretendo exorcizar esse inimigo, organizar minha vida e, claro, brincar e me divertir com minha família, como for possível. Porque o tempo não para e passa, sim, muito rápido.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Sociedade do Photoshop e do Espetáculo

No último domingo, foi transmitida a cerimônia do Grammy. A grande vencedora da noite foi a lindíssima e maravilhosa Adele. Mas os comentários que pipocavam nas redes sociais, especialmente no Twitter, eram do tipo: "Ai, que gorda escrota"; "Baleia cantante"; "Obesa mórbida"... Como se o fato dela ser gorda a desabonasse de alguma forma e, até mesmo, superasse o fato dela ter uma belíssima voz e uma interpretação única.


Quando do episódio da Christiane Torloni, que foi fotografada em uma praia do Rio colocando flores, no dia de Iemanjá, deixando sua forma à vista de todos, comentei que fiquei chocada com os comentários a respeito, em blogs e nas redes sociais e que a cultura do Photoshop estava passando dos limites. Li alguns comentários bem humorados até, mas muitos maldosos, colocando inclusive em dúvida se ela deveria estar na praia por não estar em forma (!). Absurdo semelhante ocorreu com Pierce Brosnan e sua esposa. A mídia o persegue, querendo saber por que ele não a deixa por ter engordado depois da gravidez. Comentam que ela é doente, que passa imagem de doença, denegrindo a imagem dele. 

Cada vez mais tenho certeza de que as coisas estão do avesso e de que nossa sociedade está se afundando em preconceitos, maledicências e inveja. Os valores estão invertidos. Não é nem somente mais o ter acima do ser, mas o de parecer acima de tudo. Tem que parecer magro e feliz, se não é um loser.

"Nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é bunda"

Pior de tudo, esses mesmos valores são passados de geração em geração, de pai para filho, com cargas cada vez mais violentas de veneno. Crianças temem ser gordas, fazem regime, não tomam sorvete, não comem bolo. E ofendem e isolam outras crianças que não seguem o padrão estabelecido. Não defendo aqui a obesidade infantil, tampouco para adultos, pelo contrário. Obesidade é doença e deve assim ser tratada. Mas para servir de parâmetro de comparação e classificação de pessoas, passando por cima de outras qualidades muito mais relevantes é, no mínimo, ignorância.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Bye, Whitney!!!!


Falar de Whitney Houston é falar de boa parte da minha adolescência. Suas canções embalaram festas, sonhos, romances... Era fã de sua voz e de sua interpretação.


Sobrinha de Dionne Warwick e afilhada de Aretha Franklin, Whitney era Diva, com D maiúsculo. Linda, voz poderosa. Mas não tinha controle sobre sua vida pessoal e apelou para as drogas. E, muito provavelmente, foram as drogas que levaram mais uma vida precocemente. Ela estava retornando aos poucos, tentando superar suas mazelas. Mas, como dizem por aí, a vida não é para amador e, muitas vezes, tentar somente não adianta.

Muitos de nós não aguenta ficar desperto o tempo todo. Precisa de algo para sair da realidade. Precisa de algo em excesso para ajudar a fugir. Mas o acaso não protege quem anda distraído. Quem não tem controle sobre sua vida, é levado pela enxurrada e o resultado disso normalmente é desastroso. "Quando perdemos o controle de nossa vida, qualquer força pode tomar conta de nós", disse, com muita sabedoria, a amiga Denise Lopes, hoje, pelo Facebook.

Se fica uma mensagem disso tudo, é a de que temos que ter controle. Sobre nós mesmos e sobre nossas vidas. "Deixar a vida nos levar", pode nos levar a algum lugar indesejado. E, se ficarmos parados no mesmo lugar, a vida segue seu curso sem nós.

Mas hoje não quero julgar nem chorar por Whitney. Só quero ouvir sua música. Um dueto dela com a Amy seria interessante e bonito de ver...

Reuters

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Minha querida berinjela

Google


Ontem à tarde fui ao sacolão para comprar alguns itens para casa e para o trabalho, quando me deparei com lindas berinjelas!!! É um dos meus ingredientes favoritos para receitas. Mas estava com pressa ontem... Então, fiz uma torta, com essa massa aqui. Pode usar a massa de torta que você gostar. Só não usa massa de empadão, que vai tirar a leveza do prato...

Mas, como comentei, despretensiosamente, no Facebook e fez tanto sucesso, rs, aí vai a receita do recheio com as lindas:

- Corta umas três berinjelas grandes em cubos, deixando rapidamente de molho em água e vinagre tinto.

- Depois, amassa quantos dentes de alho você achar legal (eu gosto de bastante, uns 10), pica dois tomates e um pimentão vermelho (isso é opcional e os tomates podem ser substituídos por 2 colheres de sopa de bom extrato).

- Coloca bastante azeite numa panela, o alho e deixa somente ferver (o alho não deve dourar, muito menos queimar) e coloca as berinjelas.

- Refoga até começar a mudar o tom de cor (um pouco transparente, mas firme). Aí, acerta o sal e a pimenta do reino preta.

- Refoga mais um pouco e coloca os tomates, o pimentão e salpica um pouco de orégano. Não precisa colocar água, porque já forma molho. Deixa até atingir a consistência que você gosta (eu gosto cozida, mas ao dente, tem gente que gosta mais molinho).

Está aí, meninas doidas por berinjela (como eu), rs!!!!

sábado, 4 de fevereiro de 2012

A boa Escola Pública ainda existe

Eu estudei em escola pública até o 4º ano (antiga 5ª série do 1º Grau). Meu marido estudou em escola pública a vida inteira. Em outras épocas, estudar em escola pública era sinônimo de ensino de qualidade. Hoje em dia é última opção, para quem pode ter opção.



Por uma rasteira dessas que a vida nos dá, neste início de ano me vi forçada a não renovar a matrícula dos meus dois filhos mais velhos na escola particular que eles frequentam e a colocá-los para estudar em escolas públicas. Minha primeira reação, motivada pelas notícias que temos a respeito e por preconceito, assumo, foi de pânico e revolta, simultâneos. Cheguei a cogitar a ideia de deixá-los por um ano em homeschooling, estudando em casa, sob minha supervisão, mesmo sabendo que isso, pelo ECA, é ilegal em nosso país (o que considero absurdo em relação ao direito de escolha dos pais quanto à educação dos seus filhos, mas isso é assunto para outro post).

Mas isso não foi feito, pois ouvi meu marido, que era contra a ideia e também fui aconselhada pelas divas amigas. Foi decidido que eles seriam matriculados na rede pública. Primeira dúvida: como faz matrícula, ainda mais nessa época do ano (era final de janeiro)??? Já estava nos imaginando dormindo em filas...

Não foi o que ocorreu. As escolas foram escolhidas pela internet, na página da Secretaria Municipal de Educação para esse fim. Conseguimos escolas perto, embora cada um tenha ficado em uma escola diferente, por serem de segmentos distintos (Fundamental I e II). Uma na rua detrás de casa e outra muito bem conceituada entre as escolas públicas do Rio, segundo pesquisamos. Na semana seguinte, já deveríamos comparecer à escola com documentos para confirmar a matrícula. Mas eu ainda estava desconfiada. Estava muito fácil, sem burocracia, sem lista de espera...

No dia 23 de janeiro comparecemos às escolas, primeiro na do Pedro, que vai para o 4º ano. Quis chegar cedo, imaginando filas e caos. Cheguei na porta da escola, pintadinha, direitinha. Lá dentro, tudo "nos conformes". Fomos super bem recebidos e atendidos. Esquecemos de levar o número dele impresso, com a comprovação de matrícula feita pela internet. Mas não precisou, porque o nome dele já estava na lista. Documentação ok, ficou faltando a foto para o Riocard, que foi tirada outro dia, também com muita calma. Com o Dani, mais velho, a mesma coisa. Matrícula ok. Não gastaremos um centavo com uniforme, material escolar e mochila, que serão fornecidos pela Prefeitura (e os kits são uma gracinha, como pude constatar).

Ontem foi a reunião de apresentação no auditório da escola do Dani, que irá para o 6º ano. O que encontrei por lá foi uma diretora e equipe extremamente comprometidos com seu ofício e com o bem estar dos alunos. A escola dele (e também a do outro) estão em um projeto piloto de horário estendido, com mais tempo de aula (no caso do 6º ano, 7 tempos de aula) e várias atividades extraclasse. A escola conta com laboratório de informática, wi-fi, as aulas serão ministradas com netbooks para os alunos, todas as salas têm datashow, existem aulas de reforço, estudo dirigido, práticas esportivas, música, além das crianças fazerem três refeições na escola: café da manhã, almoço e lanche. Aos sábados, em parceria com o Governo Federal, haverá oficinas de artesanato, música, esportes, reforço escolar e recreação para alunos e comunidade. Não creio que sentirão dificuldades ou falta de nada. Tirando o luxo ao qual estavam acostumados, desde a Ed. Infantil, nas escolas particulares que frequentaram, tudo ficará igual (ou melhor, dependendo do ponto de vista). Se tudo isso vai funcionar perfeitamente eu não sei, mas a intenção deles é das melhores e, pelos índices dessa escola, confio que as metas serão atingidas.

E, observação extremamente importante: as escolas municipais do Rio de Janeiro não têm progressão continuada. Os alunos têm que fazer provas e são avaliados para poderem passar de ano. A aprovação não é automática.

Saí de lá emocionada e até meio envergonhada, por ter ficado tão triste nos últimos dias, por ter que tirá-los do colégio de alto nível que frequentavam. Fiquei com vergonha porque, em vez de ter ficado triste, deveria estar agradecida por meus impostos estarem sendo tão bem aplicados (Ok, eu sei que é obrigação... Mas sabemos que em nosso país não funciona bem assim...). E também estou agradecida por meus filhos terem o privilégio de estarem nessas duas escolas de ponta. Que esses "privilégios" se multipliquem por todas as outras, para que todas as crianças de nossa cidade (e de nosso país) possam ter acesso a tudo isso gratuitamente e com dignidade, como meus filhos estão tendo. Torço por isso e, como contribuinte e mãe de alunos, vou fazer a minha parte, cobrando, exigindo e contribuindo com o que estiver a meu alcance. Vou ficar de olho e usar meus recursos para apoiar e criticar, quando necessário.

Educação é um direito de todos e deveria ser assim para todos, sem distinção.

Google

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Religião se discute???

Olá, pessoas queridas!!!

E passei mais uns dias ausente... Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, vou contando com calma as novidades... Junte-se a isso problemas no computador (por causa do apagão recente da Light aqui no Rio)... Mas estou de volta ;)

Hoje, dando uma zapeada pela web para me atualizar, deparei com reportagem da Folha sobre jovens que vão para a rua Augusta, reduto boêmio de São Paulo, para tentar converter pessoas que eles julgam ser pecadores. Por trás de suposta boa intenção, para "salvar almas".

http://migre.me/7M5CZ
Não vejo nenhuma diferença disso com a catequese de índios pelos jesuítas da Companhia de Jesus no período pós descobrimento do Brasil. Catequisar, enfiar sua fé goela abaixo das pessoas é uma das piores formas de desrespeito que existe. Quem são eles para dizer quem são os pecadores? Quem são eles para julgar quem não tem a mesma fé que eles??? Religião e fé são coisas pessoais, não para serem impostas.Todos têm direito a ter a sua, ou não.

Sou a favor da liberdade irrestrita de pensamento, fé, religião e filosofia, seja ela qual for. Qualquer forma de coação é desrespeito, mesmo sob a égide da caridade.

Estou de volta!!!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Sobre o Pinheirinho...

news.midiafree.com
Por ter conquistado a atenção da grande mídia - por causa do desastre promovido pela polícia de São Paulo, que fez uso de helicópteros, armas e bombas em um lugar repleto de famílias e crianças - a desocupação da comunidade do Pinheirinho, em São José dos Campos, começa a semana causando comoção e chamando atenção para problemas que insistem em ficar debaixo do tapete: moradia e ocupação do solo urbano.

Existem divergências entre as esferas de Justiça Estadual e Federal o que, por si só, já requereria mais reflexão sobre o caso, em vez da tomada de atitudes extremas. E nem questiono o fato do terreno pertencer à massa falida da empresa Selecta, de Naji Nahas. Gostando-se ou não disso, o direito legítimo à propriedade privada não se questiona. Mas a questão social está pendente e o Governo tem que dar uma resposta. Esperar sete anos para remover uma comunidade, que chega a 9 mil pessoas, beira o absurdo e é de uma crueldade ímpar. É hora de se repensar urgentemente em uma política séria de habitação, que garanta moradia para todos, de forma justa, junto com intensa repressão às ocupações irregulares, quando essas ainda estiverem no início.

Expulsar e colocar em um abrigo ou deixá-los vagando por aí só vai aumentar a população de rua, agravar a violência e engrossar o grupo dos potenciais usuários de drogas. O Governo de São Paulo está promovendo uma desastrosa cruzada, tanto nesse caso, como no caso da Cracolândia. Não está resolvendo o problema, pelo contrário, só está pulverizando mais.

Ações de repressão tem que ter o respaldo de ações sociais. Jogar as pessoas de um lado para o outro é tampar o sol com a peneira, querendo mostrar um serviço que nem de longe está sendo prestado.

news.midiafree.com
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